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sexta-feira, 15 de setembro de 2017

A vida sem ética dá mais trabalho?

Não. Em geral, pelo contrário, dá menos trabalho, dá mais lucro e pode dar mais satisfação. Mesmo assim não pode ser admitida, porque coloca a vantagem pessoal acima do bem coletivo e dos outros. Sem ética o mundo seria uma selva de pessoas egoístas, cada um querendo derrotar o outro. No final, todos se tornariam infelizes. Porque quem seja bandido não quer que os outros também o sejam. Um mundo só de bandidos, só de ladrões não tem como subsistir. Logo não ser ético não é algo admissível para o bem geral.

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

“O que promova a maximização do bem para o maior número de seres (mesmo não humanos) é eticamente correto e o que promova o mal é eticamente incorreto...” Concordo totalmente e gostei de ter incluído os não humanos. Estou cada vez mais engajado contra maus-tratos em animais. Pode comentar? 29/02/2016

Exatamente. A eticidade de uma ação reside em sua promoção da maximização do bem para o maior número de seres. Se a ação promover o bem de poucos em detrimento do bem de muitos, ela não é ética. E essa promoção do bem não é só para seres humanos. É para toda a natureza, incluindo animais, vegetais e seres inanimados. Mas é principalmente focada nos seres sencientes, isto é, nos que são capazes de sofrer e de sentirem prazer. Por isso é que considero o consumo de carne algo não ético, pois provoca sofrimento em muitos animais para o prazer gastronômico de alguns. É claro que na natureza há predadores que morreriam se não matassem suas presas para comer. Mas eles não têm consciência do que fazem. Agem por instinto. Mas o homem tem essa consciência e pode evitar o assassinato de animais para comer. Além do que, ele é onívoro e não requer carne em sua dieta para sobreviver com saúde. Quanto a maus tratos a animais então nem se fala. Nesse caso penso que a animalidade troca de lado.

Qual parâmetro moral você usa para julgar as ações dos outros? Em um mundo sem Deus (vc é ateu), a moralidade se torna meramente subjetiva e relativa, você está tentando enfiar goela abaixo das pessoas o seu padrão moral? 28/02/2016

Nada disso. A moral é uma condensação de permissões, proibições e prescrições de ações que tem que se pautar pela ética. E a ética é a disciplina filosófica que estabelece os critérios de julgamento das ações para que sejam consideradas certas ou erradas. Esse critério se baseia no bem e no mal. O que promova a maximização do bem para o maior número de seres (mesmo não humanos) é eticamente correto e o que promova o mal é eticamente incorreto, ressalvados os casos em que um mal menor possa ser admitido como condição para obtenção de um bem maior. Há algumas respostas atrás, listei os artigos que já escrevi a respeito. É preciso entender muito bem que a ética não tem nada a ver com nenhuma doutrina religiosa. As religiões é que se apoderaram da ética com se fosse algo desenvolvido por elas a partir das instruções de uma pretensa divindade para nortear seus códigos morais.
Leio o que está escrito nesses artigos:
http://wolfedler.blogspot.com.br/search?q=%C3%A9tica+e+moral

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Devemos ser bons por que é bom ser bom? 20/02/2016

Sim, porque a bondade é um valor intrínseco. E porque assim o é? De onde a ética tira que o bem é bom e o mal é mau? Do fato que que o bem promove alegria, felicidade, satisfação, prosperidade, enquanto o mal promove tristeza, infelicidade, insatisfação, prejuízo. É os seres sencientes, como o ser humano, se comprazem com a alegria, felicidade, satisfação e se ressentem da tristeza, infelicidade, insatisfação. Então, ser bom e fazer o bem é o que difunde esses valores positivos para serem aproveitados pelo maior número de seres. Pode ser que algum ato promova o bem de alguém em detrimento do bem de muitos. Então não é eticamente correto.

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Nojentos, não? http://jornalggn.com.br/blog/rdmaestri/liberais-nao-sao-humanos 18/01/2016

Sim. Rothbard, von Mises, Ayn Rand e essa turma toda dos anarco-capitalistas que se dizem libertários são pessoas completamente desqualificadas. Os anarco-comunistas é que são os verdadeiros libertários. Mas o conceito de liberdade precisa ser muito bem entendido. Ele tem que ser um conceito ético. Tem-se a liberdade de fazer qualquer coisa que não fira a ética. Ética não é moral. Ética não é o que algum grupo social, em dada época e lugar, considera que seja permitido, proibido ou prescrito fazer. Isso é moral e a moral é relativa (mas não subjetiva). A ética considera o que seja certo ou errado se fazer em termos da promoção do bem e da erradicação do mal, maximizando o bem para o maior número de seres (inclusive não humanos e, mesmo, não vivos). Libertarismo, corretamente compreendido, é a concepção de que a sociedade (por meio de algum governo ou não), não pode impedir as pessoas de agir livremente, a não ser que a ação seja maléfica e nefasta para os outros, a sociedade ou a natureza. Claro que se podem admitir casos excepcionais que justifiquem algum mal à vista de um bem maior a ser obtido. Mas isso é uma questão filosófica e não uma opinião pessoal de alguém. E a ética, inclusive, considera os deveres e responsabilidades, dentre os quais o cuidado com a prole. Isto é, o libertarismo não considera que se tenha a liberdade de abandonar os filhos (muito menos matá-los). A questão do aborto é uma questão delicada que precisa ser entendida a partir da consideração do momento a partir do qual o embrião ou feto já é uma pessoa humana ou ainda se trata, apenas, de um conglomerado de células sem identidade pessoal. Esse é o ponto. E isso não tem nada a ver com doutrinas religiosas. É uma questão de ética e embriologia.

Ernesto, falaste que o "bem" e o "mal" não são definições abstratas. Porem como saber se oq achamos "bom" hoje não ser considerado "mal" no futuro? Na história da humanidade sobre houve inversões no significado das atitudes, sendo catalogadas como "boas" ou "ruins". 18/01/2016

O que acontece é que, muitas vezes, a sociedade ou, geralmente, a classe ou o grupo dominante, geralmente em conluio com a classe sacerdotal, definem para o povo o que venha a ser "bom" ou "mau" em razão de seus interesses e não da ética. Por isso é que a moral é diferente da ética. A moral é o que fica estabelecido como permitido, proibido ou prescrito de se fazer para dado estrato social em dado local e dada época. E isso, muitas vezes, não tem a ver com a ética. Por exemplo, em muitos lugares, por muito tempo, não foi considerado errado pelas classes dominantes possuírem escravos (claro que os escravos não achavam que era certo). Já foi considerado errado, até pouco tempo, que mulheres perdessem a virgindade antes do casamento. Esses conceitos morais, mesmo não sendo subjetivos, são relativos. Mas o "bem" e o "mal", eticamente falando, não são relativos. Escravidão é um mal, seja considerada como boa ou má. Fazer sexo sem ser casada não fere a ética, mesmo que fira alguma moral, porque, sendo do consentimento dos envolvidos, não é maléfico para eles, a não ser em relação à rejeição social que pode advir, mas sexo, consentido, jamais é uma "maldade". A definição de bem e mal e do que seja bom ou mau são abstrações sim, como toda definição e todo conceito. A ética é uma noção abstrata. O que ela não é é relativa ao contexto histórico, geográfico ou social. Mas a moral é. Todavia tanto a moral quanto a ética não são subjetivas, isto é, não há uma "moral pessoal". A moral é social, mesmo não sendo da sociedade toda, em dado lugar e momento, mas é do grupo social em que a pessoa se insere. O sexo extra-conjugal é imoral, atualmente, em nosso contexto, mas só será anti-ético se envolver a quebra de um compromisso de exclusividade relacional sexual, de modo oculto da outra pessoa com quem esse compromisso foi estabelecido. Se o relacionamento conjugal não envolver o compromisso de exclusividade sexual, a ocorrência de sexo extra-conjugal é perfeitamente ética.

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

"Assim fazendo (...)fiquem sacudidas e deixem de fumar"Voce acha que chegar pra alguem que nunca viu na vida de maneira agressiva vai mudar o pensamento de alguem?vai mudar alguem que já fuma mais de 25 anos?ele vai de voce.De um jovem então...ele vai mandar voce sabe aonde e continua a fumar 15/01/2016

Não tem problema o que ele fizer. Eu cumpri com meu dever ético de não me omitir. Mas eu não vou admoestar ninguém de modo agressivo e sim de forma educada. Mas vou admoestar sim.

Uma pessoa ética não pode comer carne? Ou uma pessoa pode ser ética e comer carne? 15/01/2016

O consumo de carne não é ético porque envolve o assassinato dos animais que são consumidos. Pode ser que uma pessoa seja ética mas não tenha se dado conta de que esse fato não seja ético. Então é preciso mostrar isso para que a pessoa veja como não é ético comer carne e, então, decida. Pode ser que ela, mesmo tomando conhecimento, considere que seja ético assassinar porcos, bois e frangos, mesmo que considere que não seja ético assassinar cães e gatos (ou criancinhas) para comer. O que não podemos e deixar de mostrar o fato.

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Porém, mesmo indicações por mérito são problemáticas na medida que ainda permitem o aparelhamento do cargo. O cargo ainda pode ser "vendido" em troca de apoio indevido. É o que ocorre em casos de escolhas de ministros por parte do presidente. Para funcionarem bem elas pressupõe boa ética na gestão. 03/01/2016

As questões conjunturais não podem ser motivo para o estabelecimento de questões estruturais. Se a ocupação de funções e cargos é mais benéfica para a sociedade se o forem por mérito, então assim é que tem que ser estabelecido que seja, mesmo que, conjunturalmente, possa não acontecer. O que se tem que fazer é coibir os desmandos conjunturais. Quanto à ética, esse pressuposto é a "condicio sine qua non" de toda administração. Se ela não for ética, então a população tem que articular um movimento para destituí-la, dentro da lei. Jamais se pode legislar na suposição de que a administração não seria ética. Todavia a lei tem que ter mecanismos para expurgar sumariamente qualquer administração que não seja ética. E isso tem que ser feito de tal modo que o administrador destituído do cargo por comportamento não ético tem que ficar com os direitos políticos cassados para o resto da vida. Além, é claro, de ter que restituir integralmente quaisquer valores que, porventura, tenha se apropriado dos cofres públicos. Se não tiver bens para isso, que seus familiares o cubram.

terça-feira, 30 de agosto de 2016

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

O que me dizes então desta obra? http://www.pucrs.br/edipucrs/digitalizacao/colecaofilosofia/eticaeestetica.pdf 26/12/2015

Interessante. Vou ler. Mas adianto que, a princípio, discordo dessa interpretação.

Comente: Ética e estética são um. Estética e ética são dois. 25/12/2015

Já comentei.

— Ética e estética são uma só coisa. (Ludwig Wittgenstein) Estética e ética são coisas diferentes: — Não pela eloqüência ou pela bela aparência uma pessoa é bela, se ela for invejosa, egoísta, enganadora. (Dhp 262) Um ato de bondade é também algo a ser julgado como belo? 25/12/2015

Ética e estética, absolutamente, ao contrário do que considera Wittgenstein (não sei se ele disse isso mesmo), não são o mesmo. Ética se reporta ao valor que as "ações" possuem em termos de serem boas ou más, certas ou erradas, justas ou injustas e assim por diante. Estética se reporta ao valor que o "fazer" e seu produto possuem de provocar prazer em serem contemplados. O fato de algo ser belo não significa que seja bom nem o fato de ser bom significa que seja belo. Tampouco o de ser feio significa que seja ruim e o de ser ruim significa que seja feio. Algo pode ser belo e mau, como pode ser feio e bom.

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Quais as características de uma pessoa ética? 23/12/2015

É a pessoa que pauta suas ações pelos princípios de que sejam tais que:
1. Maximizem a felicidade para o maior número de seres ou;
2. Não provoquem infelicidade, dor, sofrimento, prejuízo, tristeza ou qualquer mal, exceto se com o fito de produzir um bem maior;
3. Possam ser erigidas como preceitos universais a serem prescritos para que todos o façam;
4. Sejam aquelas que a própria pessoa desejaria ser o alvo delas.

terça-feira, 9 de agosto de 2016

O que seria meta-ética? 09/12/2015

Meta-ética seria a disciplina que busca fundamentos filosóficos e científicos para justificar os critérios que a ética estabelece para a categorização das ações em boas ou más, certas ou erradas, justas ou injustas, válidas ou inválidas, aceitáveis ou inaceitáveis, que devem nortear a moral para que ela estabeleça os tipos de ações que possam ser permitidas ou que devam ser proibidas ou prescritas.

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

O bem e o mal sao relativos vc concorda? 06/12/2015

Não. Bem é a propriedade comum das ações que propiciem aos que delas são objeto prazer, alegria, satisfação, bem estar, lucro, felicidade, e sensações do tipo, de modo maximizante para o maior número de seres. Ou seja, pode ser que uma ação tida como um bem não seja assim para alguém mas o seja para muitos. Mal, por outro lado, é a propriedade comum das ações que propiciem aos que dela são objeto, desprazer, dor, sofrimento, tristeza, prejuízo, malo estar, infelicidade, insatisfação e sensações do tipo, de modo maximizante para o maior número de seres. Ou seja, uma ação que seja benéfica para alguém mas maléfica para muitos é um mal. A ética é, pois, a disciplina filosófica que cuida de estabelecer os critérios que norteiam as ações de seres conscientes e livres para que sejam um bem ou um mal. Nesse sentido a ética não é relativa. A moral, por outro lado, é relativa, mas não subjetiva. A moral cuida de estabelecer que tipo de ações seja permitida, proibida ou prescrita por algum agrupamento social a seus membros, em dado estrato social, lugar e época. Muitas vezes a moral não se baseia na ética, como deveria ser, mas no atendimento dos interesses dos detentores do poder sobre o grupo a que se aplica. Quanto a moral não é ética ou não fere a ética, não precisa ser acatada e, inclusive, é bom que seja desacatada, para que mude e passe a ser ética. A lapidação de adúlteras é uma moral não ética, do mesmo modo que a exigência da monogamia.

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Ernesto, em uma civilização hipotética dotada de atributos humanos contemporâneos, que foi ''condenada'' (ao meu ver) à eternidade, você acha que seria possível existir ética? 30/11/2015

Claro que sim. A ética se reporta ao modo de proceder dos seres de forma que propicie a maximização do bem para todos. Isso não depende do fato de serem eternos ou finitos. Nem de possuírem alguma religião (seja qual for) ou não. Mas requer que possuam consciência e seja livres.

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Não sei se acompanhou a prisão do Senador Delcídio Amaral.No caso, a sua prisão era ética e talvez até necessária, mas ilegal e inconstitucional.Como proceder? 27/11/2015

A ética está acima da lei, sem a menor dúvida. Se alguma lei prescreve algo que não seja ético ou impede que algo ético seja cumprido, que se descumpra a lei, sem a menor hesitação.

Conservadores afirmam que não existem valores atemporais no homem,sendo sua moral subjetiva,logo, é necessário que se faça da moral cristã a base de sustentação da sociedade,tendo em vista que sem ela o homem agiria basicamente como um "animal".O ateísmo,por sua vez, estabelece essa situação.Comente 25/11/2015

Veja essas respostas:
https://ask.fm/wolfedler/answers/132784522013
https://ask.fm/wolfedler/answers/132795565597
Veja, também, isto:
http://wolfedler.blogspot.com.br/search?q=%C3%A9tica+e+moral
http://www.ruckert.pro.br/blog/index.php?s=%C3%A9tica+e+moral
Existem valores atemporais na humanidade sim, como é o caso do bem. A ética estabelece os critérios para que a moral proponha suas prescrições, permissões e proibições em bases humanas, independentemente de qualquer pretensa revelação da religião que seja. Aliás, a moral das religiões, quer hinduísta, zoroastrista, budista, confucionista, judaica, cristã, muçulmana, espírita, umbandista, candomblezista ou outra que for, em verdade, são morais humanas e, em grande parte, coincidentes. Ou seja, nada do que elas prescrevem, proíbem ou permitem tem origem divina. E não há nenhuma razão para considerar que a cristã seja superior a qualquer das outras, porque a fé cristã não é mais verdadeira do que qualquer outra fé. Todas são falsas, porque não há Deus nenhum que tenha revelado nada aos homens. Todas as revelações são invenções de pessoas que as colocaram para o povo com se tivessem origem divina. O que o ateísmo propõe não é o niilismo, isto é, a desconsideração de todos os valores éticos (e estéticos). Niilismo é outra concepção, que também inclui o ateísmo, mas o ateísmo não inclui, necessariamente, o niilismo. O ateísmo não niilista (que é o que advogo) é ético e considera que moral é algo positivo, se for baseado na ética e não no desejo de dominação de alguns. A justificativa para uma conduta ética é o bem geral da humanidade e da natureza. Sem isso o mundo se torna uma lugar deplorável para se viver e não se consegue estabelecer nenhuma harmonia e paz.

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