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sexta-feira, 14 de junho de 2019

Ciência: acreditar sem ter certeza Religião: acreditar achando que tem certeza Realidade: ????? O mais coerente: não acreditar em nada, duvidar de tudo, nao pregar o que nao se tem ctz, esperar pra morrer e descobrir quem estava certo esse tempo todo.

Não! De modo nenhum. É preciso que se proclame tudo o que se acha que seja correto mesmo que não se tenha certeza, uma vez que não se tem como a ter. Não esperar para morrer, pois assim, deixa-se de existir e, então, não vai se saber de nada. Há que se abrir a mente das pessoas sobre as concepções que não possuem fundamento, como as religiosas. Isso é um dever de caridade para com a humanidade. Do mesmo modo que quem acredite em alguma religião, só se pode dizer que seja seu seguidor, se pretender que todos o sejam, quem não acredita em nada disso só pode se dizer, de fato, descrente, se pretender que todos também o sejam.

Porque eu tenho que acreditar ma ciência se ela não me dá certeza de nada?

Exatamente por isso. Porque a ciência é um empreendimento de busca desinteressada da verdade. E, nessa busca, não se consegue ter certezas, pela impossibilidade total de que isso se dê. As religiões, por seu lado, apresentam suas assertivas como verdades definitivas, o que é um total disparate. Daí elas não serem nem um pouco confiáveis, uma vez que diferentes religiões propõem como verdades assertivas contraditórias e a verdade tem que ser única. Então é impossível que todas as religiões sejam verdadeiras. E o critério de verdade não pode ser a fé, pois há quem tenha fé em propostas totalmente diferentes. Esse critério tem que ser um critério de verificação fatual, ou seja, científico. Por ele alguns aspectos podem ser verdadeiros em uma religião e outros em outra. E vários em nenhuma.

quarta-feira, 12 de junho de 2019

Professor, o senhor faz uma distinção entre ciência (que costumamos chamar de "ciências exatas e biológicas") e humanística (que costumamos chamar de "ciências humanas"), se não me engano. Na sua opinião, não poderíamos chamar todas de "ciência", ainda que com suas particularidades?

Eu não faço essa distinção. As ciências podem ser exatas, humanas e biológicas. Ciências humanas são a sociologia, a economia, a história, a geografia não física (ou as geociências), a ciência politica e outras que tais. São ciências de pleno direito. Psicologia é uma ciência biológica e não humana, como há quem pense. Administração é uma arte e não uma ciência. As artes também podem ser consideradas como parte das "humanidades", do mesmo modo que a Filosofia e a Teologia, que não são ciências. Outras atividades abarcadas pelas "humanidades", são o jornalismo e os negócios em geral.

quarta-feira, 24 de abril de 2019

A ciência diz que 380 mil anos depois do Big Bang, a radiação cósmica de fundo foi emitida e o Universo passou de opaco para transparente. O que isso significa?

Antes desse momento o universo todo era como o interior de uma única estrela. Partículas e antipartículas surgiam aos pares e se aniquilavam, liberando fótons, que eram logo absorvidos por outras e isso ficava em um equilíbrio dinâmico, sem que os fótons conseguissem viajar. Só que o universo, enquanto isso, ia se expandindo, tendo chegado um momento em que a separação entre as partículas que surgiam ficou de tal tamanho que, antes que desse tempo de uma encontrar outra, ela decaia e, então, não era mais a antipartícula da outra. Como esse tempo de decaimento não é exatamente igual para partículas e antipartículas, ficou uma sobra de uma partícula de matéria que não se aniquilou para cada bilhão de pares de partícula e antipartícula que se aniquilaram. Os últimos fótons então formados, ficaram livres para viajar sem serem absorvidos e isso tornou o universo transparente, com um bilhão de fótons para cada partícula de matéria. Essas partículas de matéria deram origem a tudo o que existe atualmente, sem contar a matéria e a energia escuras.

Professor, velhos contribuem com a ciência, isto é, descobrem coisas novas que têm alguma significativa serventia tanto para as ciências puras quanto para as ciências aplicadas?

Claro. Mesmo que, em geral, o período de maior criatividade, tanto científica quanto filosófica, artística, política, empresarial e em qualquer área seja dos vinte aos quarenta anos, pessoas de mais idade, sem limite até a morte, também fazem boas contribuições à ciência, à filosofia, às artes, à política, aos negócios e a qualquer assunto.

terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Se o universo for mesmo cíclico e eterno, a Ciência tem alguma explicação de por que este é o último estágio e o único onde o cosmo não sofrerá colapso, mas se expandirá indefinidamente?

Um universo que se expanda indefinidamente não é cíclico, portanto, também não possuiu ciclos anteriores. Só existe desde o começo de sua expansão para o futuro. Se houve ciclos anteriores, então haverá ciclos futuros. Um universo cíclico é eterno tanto para o passado quanto para o futuro. Um universo não cíclico só o é para o futuro.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Quais divulgadores da ciencia, você recomenda? Marcelo gleiser, sthepen j gould?

Carl Sagan, Neil de Grase Tyson, Richard Dawkins, Stephen Gould e outros que, à noite, em casa, vou verificar e apresentar. O Marcelo Gleiser também é bom, mas comete alguns equívocos.

Professor, existem mitos na ciência?

Mitos não. Isso a ciência rejeita liminarmente. Mas existem crenças, aceitas sem comprovação por sua plausibilidade. Por exemplo, a crença na existência objetiva do mundo exterior à nossa mente (rejeição do solipsismo). A crença de que a verdade seja um valor superior a tudo o mais. Isto é, a ciência proclama a verdade seja ela benéfica ou maléfica. Por exemplo, se a ciência verificar que as pessoas negras são mais inteligentes que as brancas, isso tem que ser dito, mesmo que pareça ser racismo. Ou vice-versa. Se as descobertas científicas contrariarem noções aceitas por serem proclamadas por religiões ou ideologias, o resultado científico tem que ser adotado e as concepções incorretamente aceitas, revogadas, mesmo que contrariem o que esteja arraigadamente estabelecido.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Ernesto, visto que existe um grande dilema entre religião e ciência, na sua opinião, porque as pessoas devem acreditar na ciência como forma absoluta de conhecimento?

Acontece que não devem, do mesmo modo que não devem acreditar nas explicações religiosas. Simplesmente porque a Ciência não tem as explicações definitivas a respeito da realidade. Toda explicação científica é provisória. Mas é o melhor que se pode ter e as pessoas devem acolhê-las por isso, estando, contudo, sempre alertadas de que não são absolutas. Além do que, há tópicos que a Ciência não é capaz de abordar, que, então, têm que ser abordados pela Filosofia.

A ciência é neutra?

Em si, sim, no aspecto ético, isto é, ela não cuida de saber se aquilo que vá descobrir seja algo bom ou algo ruim, se favorece um ou outro. No entanto, como ela é feita por seres humanos, e estes são, necessariamente, éticos, os cientistas podem, e o fazem muitas vezes, ocultar alguma descoberta por ser algo que possa provocar o mal ou, até mesmo, fazer uso de alguma para propósitos malignos mesmo. Nesse caso não é a ciência que está sendo má e sim o uso que se possa fazer dela. A ciência deve descobrir a verdade sobre tudo, mesmo que isso possa ser usado para o mal. E, nesse mister, não é má. Mas se o que pode ser usado para o mal, assim o for, então esse uso é mau.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

https://youtu.be/Fsz1i7Vpou0?t=1992 (Aos 33:10) ... Isso prova que muitas áreas da ciência, hoje, não passam de uma ferramenta para manipulação global. Não há mais o contraditório. Só há a posição absoluta. O próprio Molion sofreu boicote de muitas pesquisas que estava realizando. Que vergonha!

Tanto há que ele está contradizendo e muitos cientistas não concordam com a preponderância do fator antrópico no aquecimento global, como também eu. Pòrtanto há o contraditório sim. Mesmo que, neste como em vários outros assuntos haja uma pressão grande do poder econômico, político e militar sobre a ciência para que sejam defendidas posições favoráveis a seus desígnios. Mas, quando isso fere a verdade, há cientistas que não concordam e protestam. Certamente que há um comportamento vergonhoso por parte dos cientistas que compactuam com os poderosos quando eles defendem a inverdade. A vergonha maior, contudo, é de quem coloque o interesse econômico, político ou militar (ou religioso), à frente da verdade e do interesse maior da humanidade e da natureza.

terça-feira, 6 de novembro de 2018

"aproximação cada vez maior da verdade" Sim, mas dessa vez não é para descobrir se buracos de minhoca são ou não reais. De duas, uma: Ou você acha que ciência não erra, ou você acha que a ciência PODE ERRAR e, portanto, considera justo matar um ser humano em caso hipotético. Escolha.

Não consigo ver nenhuma correlação entre achar que a ciência não erra ou que pode errar e o fato de se considerar justo ou injusto se matar um ser humano. Eu acho que a ciência pode errar e acho que não é justo matar um ser humano, exceto em legítima defesa.

https://goo.gl/c3KQe7 ... Quem disse a você que a ciência, hoje, tem a capacidade de definir o que é consciência, de onde e quando ela surge? A deusa "ciência-moderna" é uma espécie de criança mimada, que se contradiz o tempo todo e, quando erra, se diz inimputável por ser criança imatura.

O grande mérito da ciência é, justamente, não ser definitiva e sempre estar em busca de uma aproximação cada vez maior da verdade. Se não se tiver isso não se tem nada. Dizer que a ciência vai se corrigindo à medida que conhecimentos vão se acumulando não é desfazer dela, pelo contrário, é reconhecer seu valor. A ciência não se contradiz, ela se corrige, à medida que vai aprendendo. Isso é que é o correto e desejável. Quanto à consciência, trata-se de um dos maiores temas de pesquisa atuais. Mesmo que ainda não se tenha um quadro definitivo (e pode ser que jamais se o tenha), muito já se tem, dentre o que o fato de que a consciência advém do funcionamento do sistema nervoso. Portanto, o embrião e o feto, antes que tenha um sistema nervoso, não tem consciência. Isso é tranquilo. Atribuir a consciência a uma pretensa "alma" existente é que é algo inteiramente despropositado.

A ciencia nao eh apenas uma maneira humana de enxergar o mundo ?em outros lugares do universo ou ate entre nos mesmo poderia ser concebida inteiramente diferente da ciencia humana que conhecemos hoje ? A ciencia nao eh um fato absoluto ne verdade ?

Sim, a ciência é um construto humano e poderia ter se desenvolvido de forma diferente da que é, da mesma forma que, por outros seres inteligentes porventura existentes em outros planetas. O modo como ela modela a realidade é uma possibilidade dentre muitas, não sendo, de forma nenhuma, algo inescapável.

Professor, na sua opinião, um graduando de ciência da computação ou engenharia da computação teria alguma chance com a pós-graduação de física?

Sim, mas teria que fazer um nivelamento prévio das disciplinas do Bacharelado em Física não vistas em seus cursos, como métodos matemáticos da física, mecânica clássica e analítica, eletromagnetismo, física quântica e física estatística.

A ciencia humana nao tem a minima condiçao de supor grandes teorias sobre o universo,es tao limitada como o ser humano,sao coisas que apenas chegam ate onde a mente humana consegue conceber por um universo tao complexo e diferente.

Tem sim, claro que tem. Tanto que a ciência vem progredindo vertiginosamente nos últimos séculos. Isso pode permitir antever que, nos séculos e milênios vindouros, o progresso será maior ainda, sendo capaz de desvendar a maior parte do que ainda não foi descoberto e explicado. A complexidade do Universo é perfeitamente acessível à mente humana e, progressivamente, ela vai conseguindo destrinchar as mais complicadas ocorrências do mundo. Haja visto o grande avanço na Física das Partículas Elementares e da Cosmologia. Claro que o conhecimento disponível é incompleto e se tem muito mais de que não se sabe do que de que se sabe. Mas a ciência é extremamente jovem, podendo-se dizer que tem, apenas menos de meio milênio de existência. Esperemos passar alguns milênios. Por outro lado, a ciência tem a grande virtude de sempre ser provisória e jamais afirmar que já detém o conhecimento definitivo de nada. Nisso difere essencialmente das doutrinas religiosas que pretendem fornecer uma explicação definitiva sobre o mundo, inteiramente não fundamentada em nenhuma investigação com conclusões justificadas e comprovadas em termos dos conhecimentos disponíveis. O caráter dogmático das religiões as coloca em uma situação de completo descrédito para prover qualquer explicação, seja a respeito do que for.

sábado, 3 de novembro de 2018

Viu isto aqui? https://www.google.com.br/amp/revistagalileu.globo.com/amp/Ciencia/noticia/2017/06/descoberta-de-ossos-muda-historia-do-homo-sapiens-como-conhecemos.html

Acho maravilhoso e fantástico como a ciência vai se corrigindo à medida que novas informações se tornam disponíveis. Isso demonstra o seu viço e seu compromisso com a verdade, bem diferente das religiões que se petrificam em suas doutrinas centenárias ou milenares, formuladas a partir das opiniões não verificadas de seus fundadores e resistem a qualquer mudança, mesmo perante novas evidências contraditórias a suas concepções.

As evidências falam por si só, enquanto o senhor viver, vai sempre quebrar a cara com a ciência falha que temos.

Nada disso. A ciência não é nada falha. Pelo contrário. Ela, e a Filosofia, são as únicas formas viáveis de se obter conhecimento justificado e validado, mesmo que provisório, como sempre será. Não há forma nenhuma de se obter algum conhecimento definitivo. Evidências não são conhecimento se não forem integradas em um modelo explicativo da realidade. Claro que a evidência é o critério final de veritação do que quer que seja. Mas só a ciência examina as evidências com todo o critério para evitar que sejam enganadoras, como muitas vezes são, em razão das próprias limitações de nossos sentidos, mesmo que auxiliados por instrumentos, que as observam. Em outras palavras, muito do que se acha que seja de algum modo é só uma aparência, que precisa ser devidamente examinada para se descobrir que é. Mesmo assim, muitas vezes a ciência não atina com a descrição correta da realidade. Muito menos uma abordagem não científica. Isso não significa que explicações vulgares não possam ser corretas e sim que a verificação de sua correção tem que ser feita por critérios científicos.

terça-feira, 14 de agosto de 2018

Professor, discorra sobre prova e evid^encia em ci^encias da natureza?

Evidência é uma constatação fática por meio dos sentidos, auxiliados ou não por instrumentos (microscópios, telescópios, detectores ou outros). Prova é uma demonstração lógica, a partir de fatos anteriores evidentes ou comprovados, conduzida por meio de raciocínios, que podem fazer uso da matemática, em muitos casos.

terça-feira, 3 de julho de 2018

Os cientistas se demostram desprovidos de capacidade em dar uma resposta sucinta sobre a origem do universo, e isso leva a formulação da Teoria do Multiversos, justamente para dar suporte as condições perfeitamente simétricas para que vida surgisse. A ciência é muito limitada nesse âmbito.

Os cientistas estão em muito melhor situação do que os crentes religiosos, que aceitam, cada qual, as explicações cosmológicas de suas religiões sem nenhuma comprovação e nenhuma explicação de sua validade. A ciência ainda não sabe como o Universo surgiu, como também não sabe muita coisa (aliás, muito mais do que sabe). Mas isso não é demérito dela e sim consequência da extrema complexidade do mundo e da extrema juventude da ciência. Todavia pode-se ver que, à medida que o tempo passa, mais e mais conhecimentos vão sendo estabelecidos pela ciência, de modo que se pode esperar que, em alguns milênios, quase tudo será conhecido. Quanto à hipótese do Multiverso, é uma dentre várias, que são colocadas em debate na ciência e, com isso, investigações são feitas para tentar provar a sua validade ou mostra que é errada. Essa é a forma com que a ciência progride e é a maior de suas virtudes, ou seja, nunca ter certeza do que diz, mas estar sempre buscando-a. Em particular eu não acho que essa hipótese do Multiverso seja correta, mas é só um palpite meu. Como também não acho que a hipótese das supercordas seja verdadeira e nem que se obterá uma "teoria de tudo" na Física, para unificar todos os fenômenos naturais. Todavia pode ser que eu esteja enganado. Quanto às explicações cosmológicas das diferentes religiões, não vejo como aceitar nenhuma.

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