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quinta-feira, 15 de março de 2018
A coleção de Biologia do BSCS está defasada para os dias atuais?
Em vários aspectos, sim. Mesmo assim é uma boa obra de Biologia e compensa estudá-la, desde que cotejada com outra mais recente. Pena que não tenha mais nenhuma do mesmo nível dela atualmente. Inclusive porque é muito bom que, em qualquer assunto, não se seja uma pessoa de um livro só. É bom estudar por vários, especialmente se eles disserem coisas diferentes. Justamente para confundir e levar a pessoa a se aprofundar para dirimir os conflitos.
sexta-feira, 26 de janeiro de 2018
O que é mais difícil de entender completamente: o sistema nervoso ou a cosmologia ?
O sistema nervoso é mais difícil. Bem mais.
quinta-feira, 25 de janeiro de 2018
Se você fosse escolher uma área de pesquisa dentro da biologia molecular, o que escolheria?
Gostaria de estudar os mecanismos moleculares através dos quais os genes se expressam somaticamente, por exemplo, o que acontece para que certo conjunto de genes produza alguém de olho azul ou castanho. Ou como os cromossomos do zigoto fazem com que as repetidas divisões celulares produzam os diferentes tecidos e órgãos. Isso é essencial para que se consiga produzir vida sintética e se possa projetar algum organismo com as características que se deseje que tenha. Por exemplo, um animal autotrófico, capaz de fazer fotossíntese, não ter digestão e, mesmo assim, se locomover e ter todo um sistema nervoso com órgãos sensoriais animais e um cérebro pensante. Ou, ainda, projetar novos tipos de órgãos sensoriais, como sensores de campo elétrico e magnético. Ou implantar o sistema de orientação por eco dos morcegos nos próximos seres trans-humanos que evoluirão a partir de nossa espécie de forma planejada.
quinta-feira, 31 de agosto de 2017
Todos os cursos de Humanidades deveriam ter pelo menos uma cadeira de Biologia. Concorda?
Não só de Biologia, como de Neurociências, Psicologia Biológica, Física e Matemática. Para que se veja, com nítida clareza, que os humanos são animais como os outros, só se distinguindo pelo grau de inteligência, que também é possuída por outros. Que não existe nada essencialmente diferente entre o animal humano e os outros. Que, inclusive, não somos a única espécie humana a ter surgido pela evolução. Para que se aceite o reducionismo (não linear, certamente), como a concepção correta para a hierarquia das ciências e dos seres (reducionismo epistemológico e ontológico). Da mesma forma que os cursos de ciências exatas e biológicas, bem como os de tecnologias (engenharias, medicina) precisam ter cadeiras de humanidades, como filosofia e sociologia. Mas não como meras perfumarias. Disciplinas sérias, de boa carga horária e avaliadas com rigor.
quinta-feira, 1 de dezembro de 2016
https://www.facebook.com/964876300226115/photos/a.965368036843608.1073741828.964876300226115/965368936843518/?type=3&theater isso possui alguma procedência? 'Contratante' já me faz pensar que é bem viajada essa teoria 17/03/2016
Está corretíssimo. Uma corrente elétrica que passe pelo seu corpo provoca uma interferência nos nervos que comandam a contração dos músculos e eles se contraem de modo súbito e espasmódico, isto é, com extrema intensidade, inclusive em movimentos alternados, o que provoca um tremor involuntário com muita força, capaz de fazer a pessoa dar saltos e murros. A morte advém desse efeito também acontecer com o músculo cardíaco, que deixa de obedecer aos fracos impulsos cerebrais e passa a se contrair pela corrente, o que provoca efeitos descontrolados. Outro fator de morte, se a corrente for mais intensa ainda, é o efeito térmico da corrente que promove o assamento dos músculos (isto é, eles são "assados" como churrasco), inclusive o coração.
quarta-feira, 30 de novembro de 2016
A humanidade será extinta quanto na sua opinião? 16/03/2016
Considerando a média de existência das espécies ao longo da evolução da vida, a humanidade ainda deve permanecer neste planeta por uns dez a quinze milhões de anos, convivendo paralelamente com as próximas espécies que evoluirão a partir da nossa ou de outras que já estão em estágio mais avançado, como os outros primatas superiores.
terça-feira, 18 de outubro de 2016
É possível provar que, biologicamente, é errado ou ruim estar triste? 01/03/2016
Dizer que é ruim estar triste é algo que não carece de ser provado. É algo que se sente subjetivamente. Quem acha que é bom estar triste sofre de alguma patologia. Quanto a ser errado estar triste, também não é o caso de se provar ou disprovar biologicamente. Acontece que ficar triste não é algo que cause mal a ninguém para ser eticamente condenável. Além do que não se trata de algo que esteja sob o controle voluntário da própria pessoa, do mesmo modo que ficar alegre. E o caráter ético de certo ou errado se aplica apenas a ações exercidas de modo livre e consentido.
quarta-feira, 21 de setembro de 2016
Não sei se você é a melhor pessoa para me responder, mas a mais inteligente que eu conheço, professor poderia me dizer o que é gênero? Ele é realmente definido biopsicossocialmente e não apenas socialmente como a maioria das pessoas pensam? 03/02/2016
Há controvérsias. E isso, inclusive, para mim, é uma das razões pelas quais a sociologia e a psicologia são protociências. Elas ainda não possuem um esquema bem definido de conceitos e definições, bem como das relações entre eles e elas. No meu entendimento o gênero é um conceito social que se atribui à pessoa em razão de seu comportamento social em concordância com o que a sociedade, em dada época, local e estrato social, espera que aquele gênero apresente. Claro que esse comportamento se baseia, fundamentalmente, mas não exclusivamente, no sexo biológico, uma vez que a criança é criada na família para se amoldar ao comportamento do gênero correspondente a seu sexo biológico de nascimento. Mas há situações, de fundo biológico mesmo, em que a estrutura neurológica do cérebro não é compatível com a estrutura genital apresentada externamente. Ou, pelo menos, não completamente compatível. Isso faz com que a pessoa exiba comportamentos afins aos que são considerados próprios do gênero oposto ao sexo genital. De minha parte eu acho que só se deveria considerar um gênero: o gênero humano. E que as pessoas se comportem tanto como se esperaria do gênero masculino quanto do feminino, com prevalência de um ou de outro, mas sem nenhuma rejeição social a qualquer comportamento seja ele tido como pertinente ou não pertinente ao que seria esperado para tal ou qual gênero. Inclusive, para mim, os papéis sociais das pessoas na sociedade têm que ser completamente independentes do sexo o do gênero a que pertençam, exceção feita apenas aos atos de gestar, parir e aleitar. Em suma, socialmente, para mim, só existem pessoas humanas e elas são indistintas para todos os efeitos, exceto para aqueles estritamente relacionados à função reprodutiva.
Comente a asserção seguinte: O fato de não termos garras, exoesqueletos, dentes pontiagudos; e de termos pele macia é evidência, para certos antropólogos, de que a natureza humana é em essência altruísta e compassiva. 03/02/2016
Pode ser. Mas todos os cordados, especialmente os mamíferos, não possuem exoesqueletos e muitos são bem ferozes, como os tubarões, que, por sinal, nem esqueletos possuem. Polvos e lulas também têm pele macia, não têm esqueletos e há alguns bem ferozes. Quanto aos dentes, hipopótamos têm dentes achatados e são ferozes. De qualquer modo, é possível que a evolução, tendo privilegiado em nós a inteligência, nos conseguiu deixar sobreviver apesar da pouca força física. Mas a natureza humana não é, absolutamente, em essência, altruísta e compassiva, como também não é, absolutamente, em essência, egoísta e cruel. A natureza humana contempla ambas as possibilidades e há quem as desenvolva para um lado ou para outro. Nisso há um aspecto genético, sem dúvida, mas há também o aspecto da interação com o meio ao longo do desenvolvimento desde a infância, em especial a educação e o ambiente familiar e social em que se está inserido.
Professor, porque na Índia os casos de anomalia genética são bem maiores em relação as outras nações? Doenças e deformações bizarras na maioria das vezes vem daquele país. 02/02/2016
Acho que seja devido a alguma endogenia oriunda de casamentos consanguíneos, arranjados entre parentes para efeitos de preservação patrimonial. Mas não garanto. É um palpite meu.
sexta-feira, 16 de setembro de 2016
Como a temperatura do corpo aumenta a medida que se movimentamos? Isso tem a ver com a energia cinética? Ou com o próprio metabolismo? 30/01/2016
Aumenta porque o coração tem que bombear mais sangue para suprir os músculos e, com isso, aumenta o atrito do sangue nas artérias e veias, aumentando a temperatura. Além, disso, as próprias reações químicas nas células musculares, que produzem as contrações, liberam energia química em muscular, mas, em parte, também em térmica.
http://biobio-nutesportiva.blogspot.com.br/2013/01/contracao-muscular.html
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quarta-feira, 14 de setembro de 2016
Professor, por que alguns odores nos agradam e outros não? 25/01/2016
Em geral a evolução fez os animais sentirem repulsa por odores que representem perigo para a saúde e agrado por odores que representem benefício. Se assim não tivesse acontecido, muitas espécies teriam sido extintas. Isso aconteceu por seleção natural. Quem sentisse repulsa pelos odores do que faria mal, sobrevivia.
Professor, um exemplo desse evolução é a minhoca. Para muitos biólogos a minhoca é o ancestral da sangue-suga. Ambos continuam vivos até hoje. Ou mesmo nós humanos, convivemos 3 espécies em paralelo(Homo Erectus, Homo Neandertalis, Homo Sapiens) 23/01/2016
Sim, exatamente. Inúmeros seres vivos de todos os reinos evoluíram a partir de outros que continuaram a existir. Aliás, a maioria. Depois alguns se extinguem, mas há momentos bem extensos em que vários ramos de uma mesma origem coexistem. Às vezes uma espécie que evoluiu de outra se extingue antes daquela da qual ela evoluiu.
Professor, se as espécies evoluem com o longo passar dos anos, será possível que daqui alguns milhares de anos, por exemplo, algumas espécies novas irão surgir? E o seu antepassados será extinto? Assim como causou com muitas espécies no decorrer da história evolutiva? 22/01/2016
Claro que sim. Mas o surgimento de novas espécies não implica na extinção daquelas das quais elas evoluíram. Podem continuar a existir em paralelo. Da mesma forma que a extinção não significa que se tenha dado alguma evolução a partir daquela que se extinguiu. Do mesmo modo que as espécies foram se transformando até serem as que são hoje, continuarão a se transformar, de modo a que o conjunto vá sempre se renovando. Aliás isso está sempre acontecendo, mesmo atualmente. A evolução não pára. Daqui a dez milhões de anos o conjunto das espécies vivas que existem será outro. Claro que muitas ainda existirão, mas novas terão surgido e várias hoje existentes terão sido extintas. A própria espécie humana, provavelmente, não existirá mais dentro de uns dez ou quinze milhões de anos. Podem surgir, inclusive, novos reinos, com seres vivos animais que façam fotossíntese.
quinta-feira, 1 de setembro de 2016
sexta-feira, 26 de agosto de 2016
Qual a diferença entre microevolução e macroevolução? 29/12/2015
Microevolução é a evolução de características de uma espécie que ainda não se configuram na mudança para outra espécie. Macroevolução é a mudança de características que configuram o surgimento de nova espécie, nova ordem, nova classe, novo filo ou, até, novo reino. Como, por exemplo, no futuro, poderão surgir seres com características animais e vegetais, como locomoção, visão, audição, tato e os outros sentidos animais, mas com a realização de fotossíntese, através de uma pele verde, que os permitissem se alimentar apenas de minerais e do gás carbônico do ar.
quinta-feira, 18 de agosto de 2016
Tendo em vista que a reprodução sexuada é uma forma de autopreservação das espécies, é coerente afirmar que o propósito da vida é viver para sempre? 20/12/2015
Sim, mas não o indivíduo e nem a espécie, mas a vida em si mesma, que passa de indivíduo a indivíduo, de espécie a espécie. A reprodução sexuada não existe para preservar cada espécie, mas sim para possibilitar a variabilidade genética que permite, exatamente, a evolução entre as espécies. O que o gene egoísta faz é preservar a vida, entre os indivíduos e entre as espécies. O que a vida quer, sem consciência, é claro, é, simplesmente, viver.
sexta-feira, 12 de agosto de 2016
Você têm interesse por alguma área nas biológicas? 15/12/2015
Sim. Gosto de Biologia Molecular da Célula, de Neurociências e de Paleontologia e Evolução. O que eu não gosto é de Sistemática, Botânica e Zoologia.
A consciência é um fenômeno biológico, como a fotossíntese. Veja isto: https://www.youtube.com/watch?v=pJqm_tQWqds 14/12/2015
Isso mesmo! Gosto muito desse cara. Já li livros dele e concordo com quase tudo. Especialmente isso que ele disse na palestra (fala rapidinho, hein!):A consciência é um fenômeno biológico. E é real! É isso! Nada de espíritos, nada de computadores. Nada de alma, nada de matrix.
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