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terça-feira, 22 de agosto de 2017
Você acha que alguma espécie pode ser extinta por homossexualismo?l
Não. A homossexualidade é uma característica minoritária em todas as espécie sexuadas. Não compromete a sobrevivência da espécie. Mas, também, não pode ser considerada como algo "irregular". É perfeitamente normal.
quinta-feira, 8 de junho de 2017
http://goo.gl/12dyHJ "Este ano já foram mortos, pelo menos, 85 gays, lésbicas e travestis." Enquanto isso, o número de suicídio no Brasil é de 60 mil por ano. "Quanta homofobia!" Um assassino que nunca estudou mata um gay, "minha nossa!, vamos distribuir material de gayzismo nas escolas".
Você está debochando de uma coisa séria. Matar alguém em razão de sua orientação sexual, sua filiação religiosa, sua concepção ideológica, sua etnia, seu gênero, sua procedência natal ou algo do tipo é uma barbaridade comparável à inquisição. Homofobia, credofobia, etnofobia, generofobia e outras que tais são atitudes reveladoras de um caráter extremamente perverso e não condizente com uma convivência fraterna de todos os seres humanos. Boa parte dos suicídios se deve, inclusive, ao fato da pessoa ser rejeitada pela família, pelos amigos e pela sociedade por se assumir como homossexual, adepta de uma religião não partilhada pela maioria (ou de nenhuma) e fatos análogos (ser poliamorista, por exemplo). Ou por a pessoa não suportar abafar sua condição para não transparecê-la, como aconteceu com Tchaikovsky. Numa sociedade civilizada, como é desejável que seja, todas essas circunstâncias são aceitas com plena naturalidade, pois não se constituem em nada prejudicial a ninguém e, pelo contrário, trata-se de um fator, quando aceito, de realização pessoal e felicidade. O "material de gayzismo" a que você se refere é um material que busca levar o estudante a encarar a homossexualidade como uma atitude perfeitamente normal e aceitável, como tem que ser mesmo. Não é nenhum material fomentador da homossexualidade, inclusive porque ela é algo inato na pessoa. O que o material faz é mostrar que não é preciso abafar tal condição quando ela se apresentar, porque a sociedade tem que aceitar todos como são dentro da normalidade. Senão é como se fosse ter preconceito contra canhotos (o que, pasme-se, já aconteceu no mundo).
O que acha do casamento homossexual ?uma vez que contrário a religião acho que não deveria ocorrer, a não ser apenas no civil (sem cerimônia etc)
Em verdade sou contra qualquer casamento formalizado em documento. Mas, se isso existe, então acho que deva ser permitido entre pessoas de sexos opostos ou do mesmo sexo. Ou mesmo entre mais de duas pessoas, de que sexo forem. Isso quanto ao casamento civil. Quanto ao religioso, para mim, não é o caso de ocorrer, pois religiões nem deveriam existir. Se alguém segue alguma religião e ela não permite casamento religioso entre pessoas do mesmo sexo ou entre mais de duas pessoas, então, que não se case no religioso. Mas, caso as pessoas envolvidas pretendam levar uma vida conjugal, por coerência, devem abandonar suas religiões.
Professor, não estou sendo preconceituoso nem ignorante, mas por que a grande maioria dos estudantes de universidades federais, homossexuais (a grande maioria), estudantes de história,filosofia etc, são em sua enorme maioria esquerdistas? PTistas radicais?
Para começar, não é verdade que a maioria dos estudantes de ciências humanas sejam homossexuais. O que eles são, em maioria, são pessoas sem preconceito em relação à homossexualidade. Talvez a fração de homossexuais dentre os estudantes de ciências humanas seja maior do que na sociedade como um todo, mas não muito maior e, nem de longe, a maioria. Quando ao fato de serem esquerdistas (mas não necessariamente marxistas) isso é facilmente previsível, pois se trata de pessoas que se debruçam sobre a realidade social e, então, concluem que as concepções esquerdistas (não necessariamente estatizantes nem totalitárias, aliás, especialmente não assim) são muito mais condizentes com o bem do mundo do que as direitistas. Também não são petistas em sua maioria, mesmo sendo esquerdistas e tampouco radicais, mesmo que vários o sejam. É preciso se fazer um levantamento estatístico por meio de questionários bem elaborados e aplicados em amostragens significativas e aleatórias de estudantes de muitas faculdades, tanto públicas quanto privadas para se fazer tal tipo de afirmações (inclusive as minhas). Não conheço um estudo assim.
segunda-feira, 3 de outubro de 2016
Se a homossexualidade, fosse de fato, algo que pudesse escolher (sabemos que não é), só por isso deveria ser proibida? 21/02/2016
Não. Mas é possível que se tenha o comportamento homossexual por escolha sim, mesmo tendo a orientação pessoal heterossexual. Do mesmo modo que todas as demais formas de comportamento sexual. Quando se trata de uma orientação nata, diz-se que a pessoa é heterossexual, homossexual, bissexual, assexual ou polissexual. Se a pessoa tem o comportamento sexual não correspondente a sua orientação nata, então diz-se que ela é heterossexualista, homossexualista, bissexualista, assexualista ou polissexualista. Por exemplo, os padres católicos, mesmo sendo heterossexuais, fazem votos de castidade e se tornam assexualistas (quando cumprem os votos). Da mesma forma que uma pessoa homossexual pode levar a vida de forma heterossexualista por não conseguir enfrentar a família e a sociedade. Então há o comportamento nato e o comportamento por escolha. Ambos são válidos, se a escolha é livre. Se uma pessoa naturalmente heterossexual quiser ter um comportamento homossexualista, ela tem todo esse direito e isso não é nada que deva ser proibido. A liberdade de comportamento sexual tem que ser total na sociedade, sem que se faça o menor reparo a respeito. E isso tem que ser de forma franca e aberta, de conhecimento público e sem que ninguém faça a menor objeção a respeito. Assim é que se tem uma sociedade civilizada. Isso inclui, inclusive o comportamento polissexual, isto é, da pessoa que mantenha relacionamentos estabelecidos, conhecidos e consentidos por todos os envolvidos e pela sociedade com mais de um parceiro amoroso e sexual, seja de que sexo for.
quarta-feira, 21 de setembro de 2016
A heteronormatividade corre risco se a mulher deixar de ser vista como "brinquedo sexual"? 03/02/2016
Não existe "heteronormatividade". Com relação aos relacionamentos afetivos e sexuais, tudo é normal. A heterossexualidade, a homossexualidade, a bissexualidade, a assexualidade e a polissexualidade. O que não é normal é considerar que alguma delas não é normal. Quanto à mulher deixar de ser um "brinquedo sexual", ela não tem que deixar de ser, simplesmente porque ela não é, e nem o homem. Quem considera que seja é uma pessoa iludida, além de ser uma "besta quadrada". Isso vale para homens em relação a mulheres quanto para mulheres em relação a homens. Homens e mulheres são pessoas completas em todas as suas características, das quais o sexo é uma delas. Mas há muitas outras que fazem com que a pessoa seja quem é, isto é, sua personalidade, suas convicções, sua cultura, suas habilidades, seus sentimentos, suas posturas, suas atitudes, sua capacidade intelectual, sua força física, sua agilidade, sua beleza, sua generosidade (ou não) e uma série de características. A heteronormatividade tem que ser extirpada da cabeça dos imbecis que a consideram como válida e isso é o que acontecerá quando homens e mulheres se olharem de igual para igual em tudo. Inclusive em relação a qualquer tipo de dominância sexual. Sexo é para ser feito para não extinguir a humanidade, é claro, mas, principalmente, para dar prazer. Fazer sexo como instrumento de obtenção de outros favores que não o próprio sexo é inteiramente anti-ético. É maquiavélico. É uma perversidade. Sexo e amor não se vendem, não se compram, não se emprestam e não se trocam. Só se doam. Qualquer outro tipo de transação a respeito é vergonhosa, é ultrajante. Como pessoas que se casam pela fortuna ou pelo estatuto social do cônjuge. Isso é mais anti-ético do que a prostituição. Da mesma forma que a negação do amor e do sexo por qualquer razão que não simplesmente não sentir amor nem desejo. A sociedade tem que se abrir para o amor e o sexo inteiramente livres, francos, abertos e aceitos como válidos por todos, inclusive se for múltiplo. Isso não significa nenhuma promiscuidade, nenhuma devassidão, nenhuma libertinagem. Significa, simplesmente, admitir que uma pessoa possa amar profunda e sinceramente a mais de uma outra e que isso seja aceito por todos os envolvidos, com conhecimento, consentimento e sem traição e nem o menor ciúme.
sexta-feira, 2 de setembro de 2016
No caso das pessoas que amam outra de mesmo sexo (muitas vezes heterossexuais) ou daquelas que amam mais de uma, elas frequentemente sofrem com o julgamento negativo de amigos, familiares, etc. Nesses casos muitas acabam por não declarar o amor que sentem, por medo ou insegurança. 09/01/2016
Sim. Esse é um grande problema que pode, até, levar ao suicídio. A hipocrisia da sociedade em não aceitar amores homogâmicos e plurigâmicos é um fator terrível que tem que ser combatido tenazmente com muita argumentação e, mesmo, com o enfrentamento factual por parte de pessoas de mais coragem e independência da opinião pública. Essas pessoas são importantíssimas para a construção de um mundo melhor. Justamente as que arrostam os tabus sociais. Elas são as mais valiosas. Como os hereges, que são, realmente, as pessoas mais lúcidas e virtuosas nas religiões. Como o foram Zaratustra, Buda, Cristo, Maomé e Lutero, por exemplo. Infelizmente, os seguidores desses hereges passam a repudiar a heresia de outros em relação a suas concepções, esquecendo-se de que tais concepções foram heréticas em relação as que antes vigoravam. O mesmo acontece na sociedade com relação a vários temas, em que pessoas de grande valor tiveram que arrostar a sociedade para mudar as concepções obtusas que ficam arraigadas. Como aconteceu com a escravidão, com o patriarcalismo (que ainda prevalece em muitos nichos), com exigência da virgindade até o casamento. Agora se está começando a serem aceitos os relacionamentos homoafetivos, mas ainda se rejeitam os relacionamentos pluriafetivos como algo normal, digno, honesto, ético e sem o menor problema de ser abertamente exposto para a sociedade, com a aceitação de todos os envolvidos. Se alguma religião for contrária, que se largue-a de lado. Não querendo abandonar totalmente as crenças religiosas, permaneça com a parte que considera válida e se desligue dos preceitos intolerantes e preconceituosos.
quinta-feira, 25 de agosto de 2016
Tu não achas contraditório alguns gays se dizerem cristãos sendo que o cristianismo de certa forma condena a pratica deles que é a homossexualidade? Alguns dizem que gay cristão é tão incoerente quanto nazista negro, o que tu achas? 23/12/2015
O cristianismo, em suas origens, não faz nenhuma condenação à homossexualidade. E, inclusive, prega o amor incondicional entre as pessoas. A interveniência de Paulo de Tarso é que desviou o cristianismo de sua ideia original e inseriu uma moralidade sexualmente asséptica. Assim eu acho que é possível uma pessoa ser homossexual e cristã, desde que sua concepção de cristianismo seja a original.
terça-feira, 9 de agosto de 2016
terça-feira, 28 de junho de 2016
"Tudo que exponho é argumentado". Só rindo, Ernesto... kkkkk! Quando eu disse que homossexualidade é ridícula, por se tratar de um crime contra a natureza e ser contra Deus, você me respondeu com xingamentos, como: idiota, mentecapto, etc. Isso só comprova que você é uma pessoa desequilibrada e... 01/11/2015
Amarildo. Homossexualidade não é ridícula simplesmente porque é uma orientação natural apresentada por muitas pessoas. Se, por acaso, foi mesmo algum Deus que criou o mundo, então ele criou a homossexualidade e, portanto, ela está em seus planos, não se tratando de nenhuma ofensa a ele. Quem considera que seja é uma pessoa que não refletiu sobre o assunto, mas, simplesmente, segue os ditames de alguns lideres religiosos equivocados. Quanto a ser desequilibrado, acho que a ponderação e a sensatez com que exaro todos as minhas assertivas atestam exatamente o contrário.
terça-feira, 31 de maio de 2016
Para defender reformas sociais, a esquerda interpreta o homem como fruto do meio, o que o possibilita mudar o destino do mundo. Mas para transformar a homossexualidade em algo incriticável, ela interpreta o homem como escravo de sua natureza, o que o impossibilita de mudar a si próprio. Contradição? 05/10/2015
Sim, porque não é nem uma coisa nem outra. O ser humano é tanto produto genético da natureza como resultado de sua interação com o meio. Por outro lado, não me consta que seja característica da esquerda considerar a homossexualidade incriticável. Criticar a homossexualidade aprioristicamente, para mim, é, simplesmente, ignorância e burrice, quer de quem seja de esquerda, quer de quem seja de direita. Não vejo correlação entre as concepções. Além disso não é preciso que o ser humano seja considerado fruto do meio para que se considere possível mudar o mundo. Basta que se considere que ele seja influenciado pelo meio, mesmo que, em parte, seja fruto da natureza.
segunda-feira, 23 de maio de 2016
O que o senhor pensa sobre HOMOSSEXUALIDADE E EXCLUSÃO SOCIAL
Acho que a exclusão social de alguma pessoa por sua orientação ou opção sexual, seja qual for, ou mesmo a aversão pessoal por esse tipo de razão, revela uma mentalidade extremamente mesquinha, ignorante e burra mesmo. Pessoas que têm essa posição precisam ser admoestadas e educadas para reverter suas concepções, tornando-se pessoas sensatas, compreensivas, tolerantes, instruídas e inteligentes. Se sua repulsa à homossexualidade, à heterossexualidade, à bissexualidade ou à assexualidade for proveniente de alguma concepção religiosa ou ideológica, ela precisa rever suas concepções e abandonar essas concepções equivocadas que possui, se for o caso, abandonando sua religião, pois se trata de uma religião ou ideologia nociva ao bem geral do mundo, isto é, à felicidade das pessoas.
Você acredita que existem homens homossexuais pelo fato de eles terem uma figura masculina(pai) muito ausente na infância, ou por terem sido criados apenas por mulheres?? É que a maioria dos gays que conheço foram criados por mães e outros são mais apegados a mãe do que ao pai. 28/09/2015
sso não e uma questão de acreditar e sim de se verificar por meio de pesquisas e levantamentos bem extensos e criteriosos. Não conheço nenhum a respeito.
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