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segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Professor, usar parênteses desnecessários apenas para se situar em contas é uma prática mal vista por professores?

Sim, porque mostra que a pessoa não tem segurança no que faz. No caso, pode-se fazer uso deles em rascunho, depois passar a limpo sem eles (os desnecessários).

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Se pudesse citar alguns poetas da língua portuguesa/ espanhola que lhe pareçam mais talentosos ou nos quais se inspira...quais seriam?

Vinícius de Morais, Florbela Espanca (que nasceu na Viçosa lá de Portugal), Mário Quintana, Cecília Meireles, Pablo Neruda, sem contar Camões.

Qual sequência devo seguir para estudar língua portuguesa?

Pegue uma boa gramática e meta a cara de cabo a rabo. Em paralelo, leia muito. Pode ser romances, reportagens, artigos, livros de divulgação. Leia pelo menos duas horas por dia. E escreva. O bom seria uma redação por dia. Mas não faça essas redações curtinhas, de 25 linhas. Redija textos mais extensos, digamos, de uma 100 linhas. Tipo um ensaio, uma crônica, um mini-conto.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Você acha que ler livros ( umas 2 horas por dia) pode melhorar a retórica? 23/03/2016

Sim, em parte. Porque aumenta o vocabulário (se se consultar o significado de toda palavra nova que apareça), bem como o modo de se construir frases, de se usar os modos e tampos dos verbos (especialmente o subjuntivo, o pretérito mais que perfeito e o infinitivo pessoal). Mas não basta. É preciso também exercitar a expressão oral ao vivo. Em suma, tem que fazer palestras e proferir discursos, mesmo que seja sem platéia (o que vai dar a impressão de que se seja louco, pois tem que ser em voz alta e clara, com as palavras muito bem articuladas).

Como ter uma boa retórica e dialética? 22/03/2016

Para começar é bom estudar o assunto. Existem livros sobre argumentação e livros sobre como falar em público. A dialética, como arte da argumentação, por sua vez, depende da lógica, que também precisa ser estudada. Depois há que se treinar, ensaiando para uma platéia escolhida e crítica, que aponte as falhas a serem corrigidas. Existem, também, professores que ensinam a falar e a argumentar e que podem ser úteis. Acho que isso é o tipo de assunto que precisava ser ensinado nas aulas de português no Ensino Médio, do mesmo modo que ensinar a escrever crônicas, contos, ensaios, reportagens, poesias e, até, romances. Bem como declamar poesias e ler em voz alta, com dicção e entonação aprimoradas.

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

É verdade que a escrita ajuda nas habilidades verbais? 03/03/2016

Em parte sim, em parte não. Vai ajudar a articular o raciocínio e a formar melhor as frases. Mas não colabora na dicção, na fluência, na prontidão em achar as palavras certas, na desenvoltura, inclusive corporal e gesticular. Tudo isso faz parte das habilidades retóricas, que, aliás, deveria fazer parte do treinamento de habilidades cognitivas do Ensino Médio, ligadas ao aprendizado da língua portuguesa, ao lado da gramática, da lógica, da dialética.

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Ernesto, poderia me indicar um bom livro de Português do Ensino Médio? 03/02/2016

Não. Essa não é a minha área, pelo menos em relação à parte didática da língua portuguesa. Minhas obras de consulta não são didáticas e nem são voltadas para o nível médio. São gramáticas formais, sem exercícios e nem contextualização em textos. Mas, para mim, é o que resolve. Mas para alunos do nível médio são muito áridas. De qualquer modo eu recomendo:
Nova Gramática do Português Contemporâneo - Celso Cunha e Lindley Cintra (Lexikon)
Moderna Gramática Portuguesa - Evanildo Bechara (Lucerna)
Gramática Metódica da Língua Portuguesa - Napoleão Mendes de Almeida (Saraiva)
Comunicação em Prosa Moderna - Othon M. Garcia (Getúlio Vargas)
Dicionário Analógico da Língua Portuguesa - Francisco Ferreira dos Santos Azevedo (Lexicon)
Manual de Redação - Folha de São Paulo
Redação com base na Linguística - Diógenes Magalhães (Coisa Nossa)
Manual de Redação e Estilo - O Estado de São Paulo
Manual de Redação e Estilo - O Globo
Manual de Estilo - Editora Abril
Guia Prático da Criação Literária - Moacir C. Lopes (Quartet)
O Sucesso de Escrever - Albert Paul Dahoui (Corifeu)
Há mais, mas, por enquanto, divirta-se com esses.

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Erneato, gostei da sua dica para interpretação de texto, todavia, tenho outro problema. Eu leio bastante, mas não sou bom com as palavras e nem escrevo bem. Qual dica você daria? 10/12/2015

Primeira: leia buscando entender a construção das frases e sempre conferindo o significado das palavras que desconhece, mesmo que isso dê mais trabalho e consuma mais tempo. Aliás, é justamente o trabalho que dá que provoca o aprendizado.
Segunda: escreva, além de ler. Crie um blog e escreva artigos nele. Ao escrever, busque palavras menos conhecidas e de significado mais preciso. Para tal, valha-se do Dicionário Analógico:
http://www.livrariacultura.com.br/p/dicionario-analogico-da-lingua-portuguesa-22124826

quinta-feira, 7 de julho de 2016

quarta-feira, 6 de julho de 2016

O aprendizado das linguagens não seria muito mais proveitoso se aprendêssemos Gramática, Lógica e Retórica simultaneamente? 11/11/2015

Sim, mas acrescentando, também, a dialética, que é a arte de argumentar. A retórica tem que incluir dois aspectos: redigir e falar de improviso. Isso é importantíssimo. As aulas de português precisam mergulhar os alunos em um processo de treinamento disso tudo como se fosse para vencer uma olimpíada. E as outras matérias, como matemática, química e física, também deveriam exigir que os alunos dissertassem sobre seus conteúdos. Sem falar, é claro, de história, geografia e biologia. Quando eu dava aula para o curso de Física da UFV, em minhas avaliações, eu pedia para os alunos escreverem uma apostila para explicar algum assunto. Mas uma obra inédita e não uma cópia de outros textos. Tinham que fazer isso na hora da prova e não em casa. Isso é tremendamente importante. Não basta saber. Tem que saber explicar o que sabe para que alguém que não saiba aprenda.

Ernesto, todo texto deve ser dividido em parágrafos, isto é, deve possuir parágrafos? 10/11/2015

Depende. Os parágrafos definem os blocos em que o conteúdo está conectado logicamente. Isto é, o que se diz está correlacionado. Um texto curto pode não ter parágrafo, se tudo nele for concernente à mesma ideia. Textos mais longos, em geral, englobam diferentes grupos de ideias. Então ele deve ser dividido em parágrafos. É mais uma questão lógica do que gramatical.

terça-feira, 5 de julho de 2016

http://ask.fm/wolfedler/answer/132379923485 ... O correto não seria "há um século"? 09/11/2015

Se eu usar a palavra "atrás", não devo usar o verbo "há". Digo "a um século atrás" ou "há um século" (sem atrás). O melhor seria dizer "um século atrás" (sem o "a" e sem o "há").

sexta-feira, 3 de junho de 2016

http://ask.fm/wolfedler/answer/131703592989 Mas você acha que fazer redações digitalmente tem a mesma eficácia que escrito com lápis e papel? 11/10/2015

Não. A escrita manual envolve mais processamento cerebral e, portanto, aprimora mais a inteligência. Mas a digital também já ajuda. Todavia é melhor escrever à mão, se o interesse for aprimorar a inteligência e a compreensão de texto.

Como melhorar a interpretação de texto? 09/10/2015

Lendo e escrevendo muito. E, ao ler, usar sempre dicionário para compreender o significado das novas palavras que aparecem. Quando falo muito estou dizendo em ler umas duas horas por dia e mais ainda nos fins de semana e escrever uma redação todo dia ou, pelo menos, dia sim, dia não. Fazendo isso ao longo de alguns anos, pega-se o traquejo. Não pode ter preguiça. Ao invés de ver televisão ou jogar vídeo-game, leia. Ou então fique sem saber interpretar textos.

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Opostos dialéticos [dualidades], tais como: homem-mulher, claro-escuro, frio-calor, alto-baixo, surgimento-desaparecimento, mente-corpo, e assim por diante, são aspectos complementares de uma realidade subjacente ou (essencialmente) são entidades e categorias independentes — mutuamente excludentes? 01/10/2015

Depende do caso. Homem e mulher são aspectos complementares da mesma realidade, o ser humano. Claro e escuro não são opostos dicotômicos, são gradações contínuas de claridade em que só há uma realidade, a luz, em menor ou maior intensidade. Frio e calor é o mesmo caso. Trata-se apenas de temperatura maior ou menor, a realidade é uma só em variáveis gradações. Alto e baixo também são variações contínuas de altura, tanto que não se pode precisar a partir de que altura algo seja alto ou seja baixo. Surgimento e desaparecimento, de fato, são ocorrências opostas do evento de passagem da existência para a não existência ou vice versa. Não são entidades, são ocorrências. Claro, escuro, frio, quente, alto e baixo também não são entidades e nem ocorrências. São propriedades. Homem e mulher não são mutuamente excludentes, porque existem hermafroditas. As qualidades que são gradações não são propriamente excludentes, porque, o mesmo nível de claridade pode ser considerado claro ou escuro, dependendo do fundo contra o qual se compara. Todas essas dicotomias, certamente, não pertencem a categorias diferentes, porque se não forem da mesma categoria, são incomparáveis. Não se pode dizer se algo seja mais frio do que outra coisa seja clara. Outro ponto importante é que a lógica dicotômica, na qual se baseia esse tipo de dialética, não é a única possível. Em verdade é apenas um caso especial. Na maior parte dos casos a lógica não só é difusa, isto é, admite valores intermediários entre o sim e o não, como também é multidimensional, isto é, seus valores não se distribuem apenas ao longo de um único eixo. Então, o caso geral é da lógica difusa policotômica.

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