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terça-feira, 29 de novembro de 2016

Defina a beleza. 13/03/2016

Beleza é a qualidade de algo, revelada por sua contemplação sensorial ou intelectual, que provoca em quem contempla a fruição de um prazer, dito estético, advindo, ou de sua forma, ou de seu conteúdo ou de ambos (sendo que a forma pode ser bela com um conteúdo não belo e vice-versa). Isto é, essa contemplação agrada, produzindo uma satisfação em ser feita. Assim a beleza é subjetiva. Pode-se, contudo, estabelecer um critério considerado objetivo de beleza, pela consideração da convergência de subjetividades. Mas isso não se dá em todos os casos. Por exemplo, com relação à beleza fisionômica de uma pessoa, em geral há uma concordância sobre a beleza ou a feiura de quem seja muito belo ou muito feio. Quem seja mais ou menos, todavia, pode ser tido como belo por uns e feio por outros.

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

''Não existe pessoa feia ou bonita, existe pessoa fora dos padrões estéticos da sociedade'' Concorda? 07/01/2016

Não. É claro que cada sociedade, em cada época, local e estrato social, possui seus padrões sobre o que é considerado mais ou menos bonito. Mas isso vale para os casos intermediários. Uma pessoa de beleza excepcional e de feiura excepcional serão assim considerados em qualquer situação cultural. Pode ser que alguns, por inveja, desdenhem da beleza ou não reconheçam a feiura quando muito grandes, para que não sejam contrastadas pessoalmente com esses padrões.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Há vantagens em ser feio? 04/01/2016

Não acho que aja nenhuma. Qualquer coisa boa que uma pessoa feia possa ser, uma bonita também pode. E bonita uma pessoa feia não é. Acho que a beleza, numa primeira impressão, cria uma boa vontade dos outros em relação a quem seja belo. Mesmo que, realmente, não haja correlação entre beleza e outras qualidades e competências, a beleza passa a impressão de que quem o seja, também seja de bom caráter e competente. Claro que, se não for, o conhecimento revelará. Todavia, o fato de ser feio também não implica em que se seja competente e se tenha bom caráter. O mesmo que se diz da beleza pode-se dizer da inteligência. Uma pessoa inteligente pode ter bom ou mau caráter, da mesma forma que ter muita ou pouca competência para alguma coisa.

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

O que me dizes então desta obra? http://www.pucrs.br/edipucrs/digitalizacao/colecaofilosofia/eticaeestetica.pdf 26/12/2015

Interessante. Vou ler. Mas adianto que, a princípio, discordo dessa interpretação.

Comente: Ética e estética são um. Estética e ética são dois. 25/12/2015

Já comentei.

— Ética e estética são uma só coisa. (Ludwig Wittgenstein) Estética e ética são coisas diferentes: — Não pela eloqüência ou pela bela aparência uma pessoa é bela, se ela for invejosa, egoísta, enganadora. (Dhp 262) Um ato de bondade é também algo a ser julgado como belo? 25/12/2015

Ética e estética, absolutamente, ao contrário do que considera Wittgenstein (não sei se ele disse isso mesmo), não são o mesmo. Ética se reporta ao valor que as "ações" possuem em termos de serem boas ou más, certas ou erradas, justas ou injustas e assim por diante. Estética se reporta ao valor que o "fazer" e seu produto possuem de provocar prazer em serem contemplados. O fato de algo ser belo não significa que seja bom nem o fato de ser bom significa que seja belo. Tampouco o de ser feio significa que seja ruim e o de ser ruim significa que seja feio. Algo pode ser belo e mau, como pode ser feio e bom.

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Ernesto, eu ainda primo bastante no que se refere à "beleza" na escolha de alguém do sexo oposto para um relacionamento. Logicamente que há outros fatores para que eu determine a escolha. O que você acha desse tipo de atitude? Preciso mudar e "evoluir"? Ou manter essa minha atual convicção? 10/12/2015

Precisa evoluir sim. Porque a beleza é um fator relevante, sem dúvida, mas, uma vez iniciada a relação amorosa, não havendo outras razões além da beleza, ela não conseguirá se manter de modo firme e estável. Além da beleza é preciso encontrar outras razões para que a atração amorosa se estabeleça, como a sensualidade, o carinho, a inteligência, a cultura, o bom coração, a boa educação, a elegância, o bom caráter, o compartilhamento de interesses, a coincidência de visões de mundo e outros ainda que, associados à beleza, propiciarão uma admiração pela outra pessoa, que é a base para que aconteça o amor e o desejo de se firmar uma relação amorosa.

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Comente: Tudo tem sua beleza, mas nem todo mundo a vê. ~ Confúcio 26/11/2015

Humm... Não sei não. Acho que, realmente, há muita beleza escondida que pode ser revelada por um exame mais aprofundado. Mas não em "tudo". Há coisas e fatos que são totalmente horripilantes sem o menor resquício de beleza, por mais que se procure. Por exemplo, o holocausto, a inquisição, a Ku-Klux-Khan, o Estado Islâmico.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Qual o conceito mais recente de estética??‎ Pedro Henrique

Não sei se é o mais recente mas, para mim, estética é parte da filosofia que se ocupa com o valor que algo possua capaz de provocar uma apreciação sensorial ou intelectual agradável, isto é, a beleza. E seu oposto, a feiura. Também se ocupa com a produção artificial de algo capaz de despertar essa sensação, isto é, a arte. Diz-se, ainda, da qualidade de algo em relação a esse tipo de valor (belo ou feio) que apresente. Ou seja, o aspecto estético de algo é aquele que ele mostra de sua beleza ou feiura. Quanto ao que há em algo que faça com que ele seja belo ou feio, há um grande grau de subjetividade. Mesmo assim há certos aspectos gerais que qualificam a beleza de modo universal, para os padrões humanos. Trata-se da simetria, da suavidade, desde que não excessiva, do contraste, se não ocorrer em demasia. Mas há casos em que a assimetria pode ser bela. Isso se aplica às sensações visuais (formas e cores), auditivas (música), táteis (formas e texturas), olfativas e gustativas também. Ou até de outros sentidos, como o de temperatura. Mas ainda não conheço alguma obra de arte que impressione as pessoas por meio de variações, digamos, musicais, de temperatura.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

A beleza é subjetiva ou objetiva?

Em parte subjetiva, em parte objetiva. Existem padrões gerais de beleza que são aceitos de modo geral por todos os humanos, de diferentes culturas e épocas. Eles se reportam a critérios de simetria, suavidade, contraste. Isso tanto se aplica à beleza natural, como a de uma pessoa ou de uma paisagem, quanto às artes, tanto as plásticas quanto à música, literatura, poesia, teatro, dança, cinema. Com base nesses critérios é possível fazer um programa de computador que valorize a beleza de um rosto, de uma música, de um prédio. Todavia, sobreposto a esses padrões genéricos, existem os padrões pessoais subjetivos. Cada um, dentro do critério genérico, tem a sua preferência por certos detalhes. Daí não haver unanimidade nas escolhas feitas por corpos de jurados em concursos de beleza, ou de dança, de música. Todavia, há uma certa tendência e pode se dizer que algo que seja, mesmo, muito belo, assim o será considerado por quase todos, bem como algo que seja considerado muito feio também. Nos casos intermediários é que há opiniões diversas.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Qual a relação entre estética e matemática? Números podem ser bonitos? Existe uma espécie de 'beleza matemática'?‎

Certamente que sim. A beleza matemática está nas propriedades lógicas de alguma estrutura ou no encadeamento de um raciocínio, como a demonstração de um teorema. No caso de figuras geométricas, elas podem exibir uma harmonia de formas que propicie um prazer estético em sua contemplação. Mesmo números apenas, podem apresentar características de beleza, por alguma propriedade que exiba, em relação a seus divisores, por exemplo. Ou outras, como as de certos números irracionais como o "pi" e o "e" (base dos logaritmos neperianos). Quem estuda matemática, quanto mais se aprofunda, mais prazer estético frui desse estudo. A matemática é uma abstração mas que se reporta à descrição de propriedades da natureza. Muitas, inclusive, são terríveis, mas esse terror pode ser belo. A proporção áurea é um fato magnificamente belo da geometria, por exemplo. Vale a pena se embrenhar pela matemática e fruir esse prazer. Inclusive propiciado pela dificuldade dos desafios que ela apresenta. A complexidade e o caos também podem ser extremamente belos. Um ramo que eu acho belíssimo na matemática é a estatística e a teoria das probabilidades. Recomendo a leitura dos vários livros do Ian Stewart e do Leonard Mlodinow sobre o assunto

sábado, 11 de maio de 2013

Professor, segundo Schopenhauer e alguns filósofos que discorrem sobre Estética como Nietzsche e Kant, o juízo do belo e gosto é uma construção devido a vários fatores. Na sua opinião, quais fatores levaram à criação do "créu", a pobreza poética?

Sem dúvida. Para mim, os fatores que levam a essa pobreza estética são os mesmos que levam à disseminação da ignorância, à rejeição de toda dificuldade para prosseguir a educação em níveis mais profundos. Em suma: a preguiça mental (e física também). Vejo, nas escolas, que há uma fobia por tudo que seja complicado, difícil, trabalhoso, demorado, cansativo. Essa preguiça de enfrentar as dificuldades e superá-las, no estudo, cada vez mais produz pessoas ignorantes e mal preparadas. Para não reprovar a grande maioria e provocar um represamento colossal, inclusive por pressão do governo, as escolas diminuem o nível de exigência e deixam passar alunos sem conhecimento. Isso vai piorando ano após ano, o que me deixa preocupadíssimo com o futuro da nação, depois que a atual geração, que ainda entende de alguma coisa, morrer. Essa fobia também se aplica às artes, especialmente à música, fazendo com que qualquer música que tenha uma melodia e uma letra mais elaboradas sejam rejeitadas por serem de assimilação mais trabalhosa. Então não se frui a beleza das construções musicais e poéticas requintadas, por mera preguiça. Por falta de se ter disposição para o trabalho de interpretação e assimilação do significado dos conteúdos musicais e literários. Isso é lastimável. Todo mundo só quer facilidade. Com isso, também, não se consegue mobilizar ninguém para lutar pela mudança do mundo para melhor, porque dá trabalho e o retorno não é imediato. Daí as classes dominantes, cada vez mais, dominarem a massa do povo. Por isso mesmo é que elas não querem saber de povo muito bem educado. Porque quem é bem educado é questionador e capaz de argumentar para combater e defender seus direitos. Erra quem considera que esse tipo de música é uma afirmação da classe operária. Pelo contrário, é um atestado de que ela não se afirma em nada. E não se vá dizer que essa seja uma visão elitista, como sendo algo ruim. O ruim é a elite pretender excluir o resto do povo de suas regalias. Mas levar o povo todo para compartilhar das benesses da elite, eliminando as diferenças de classe por cima, é muito bom. O ideal é que todo mundo fosse bem rico e muito bem educado, de preferência com nível superior. Todo mundo mesmo. E que todo mundo pudesse apreciar ópera e música clássica, com conhecimento. Pudesse ler Dostoiewsky e Shakespeare e gostar. E ler Schopenhauer, Nietzsche e Kant. Mas também Einstein, Freud, Marx e Darwin. E entender. Eu queria isso para todo mundo, inclusive lavradores, pedreiros, lixeiros, pescadores, empregadas domésticas...

segunda-feira, 25 de março de 2013

“A beleza não é uma qualidade inerente às coisas. Ela existe apenas na mente de quem as contempla.” -David Hume Concorda? Justifique, por favor.

Certamente que sim. Se não houver nenhum ser sensitivo e inteligente para perceber o aspecto dos seres, das ações, dos valores ou o que se prestar a ser apreciado esteticamente, nada se poderá considerar a respeito deles, nem sua beleza nem sua feiura. Isso não significa, contudo, que o caráter estético seja totalmente subjetivo. É possível criar critérios objetivos de análise do caráter estético de algo, de modo que o juízo de valor estético que se faça a respeito possa ter alguma universalidade. Certamente que esse resultado não é rígido, havendo uma grande margem de gradação para se enquadrar em cada nível de beleza. E essa variação é subjetiva. Todavia é normal se obter um consenso sobre uma expressiva beleza e uma expressiva feiura.

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