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terça-feira, 4 de outubro de 2016

Ás vezes, para fazer a coisa certa, para ser justo, é necessário não ser bom. Mas Deus é infinitamente justo e infinitamente bom. Como isso é possível? 21/02/2016

Simples: Deus, simplesmente, não existe! Todavia a verdadeira justiça jamais comete alguma maldade. Tudo que seja verdadeiramente justo é bom. Não há como uma ação ser justa sem que seja boa. Se uma ação pretensamente justa cometer uma maldade, então, ela, verdadeiramente, não é justa, mesmo que seja legal. A lei, contudo, nem sempre é justa.

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

O que você acha das pessoas que praticam o mal, vivem uma vida ótima, morrem e nunca serão punidas pelo que fizeram? 21/02/2016

Que deram uma baita sorte. Mas, infelizmente, é assim mesmo. Do mesmo modo que há pessoas boníssimas que só levam prejuízos e, até são condenadas inocentemente. Isso todo é uma das provas da inexistência de Deus. A não ser que Deus seja, realmente, um malvado muito safado. Por isso é que eu acho que a sociedade tem que se munir de formas de impedir que essas pessoas pratiquem o mal e puni-las, quando o fizerem. Mas a nossa, com todas as suas leis, não é capaz dessa proeza. Isso só vai acontecer quando a civilização da humanidade permitir que se estabeleça uma sociedade completamente acrata (e, de preferência, como lambuja, comunista).

Professor, vc consegue ver coisas boas até nas coisas mais terríveis? 21/02/2016

Não. Tem coisas terríveis que não têm nada de bom mesmo. Mas, em geral, as pessoas que defendem coisas terríveis ainda guardam um resquício de bondade que pode ser resgatado. Isso eu sempre procuro fazer.

Devemos ser bons por que é bom ser bom? 20/02/2016

Sim, porque a bondade é um valor intrínseco. E porque assim o é? De onde a ética tira que o bem é bom e o mal é mau? Do fato que que o bem promove alegria, felicidade, satisfação, prosperidade, enquanto o mal promove tristeza, infelicidade, insatisfação, prejuízo. É os seres sencientes, como o ser humano, se comprazem com a alegria, felicidade, satisfação e se ressentem da tristeza, infelicidade, insatisfação. Então, ser bom e fazer o bem é o que difunde esses valores positivos para serem aproveitados pelo maior número de seres. Pode ser que algum ato promova o bem de alguém em detrimento do bem de muitos. Então não é eticamente correto.

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Meu sonho é o mundo viver em paz. E o seu? 29/01/2016

Não só em paz, mas em prosperidade generalizada, em amor e fraternidade, com saúde generalizada, com nível excelente de cultura e educação difundidos generalizadamente. Com alegria, felicidade, bondade, harmonia, cooperação, solidariedade, justiça, honestidade. Para isso é que proponho a anarquia, que é a consecução de tudo isso, sem revolução, sem disputas, sem ciúmes, sem preguiça, sem cobiça. Enfim, um paraíso na Terra. Sem países, sem governos, sem dinheiro, sem propriedade, sem prisões, sem polícias, sem exércitos, sem advogados, sem juízes, sem nenhuma maldade, sem tretas, sem espertalhões. O paraíso terrestre. Que não é lugar nenhum chato, como alguns pensam. A alegria é total, o amor é completamente livre. Todos se ajudam, todos compartilham tudo uns com os outros (inclusive os maridos, as mulheres e os filhos). A paz, portanto, é total. Ninguém é dono de nada e todo mundo tem tudo.

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Para você, o que torna este mundo mais bonito? 24/01/2016

A bondade. Um mundo em que todas as pessoas sejam bondosas, compassivas, solidárias, generosas, tolerantes, sem preconceito, amorosas, sem ciúme, altruístas, gentis, corteses, educadas, solícitas, colaboradoras... Esse sim, será um belo mundo. Claro que, paralelamente, também precisam ser justas, honestas, sinceras, corretas, leais, confiáveis, verdadeiras, dignas... Mas não basta possuírem esse segundo grupo de virtudes sem possuírem o primeiro. Mais importante do que ser justo, é ser bom.

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Sentir pena e piedade de alguém é prejudicial como diz nietzsche? 10/01/2016

De modo nenhum. Esse é um dos vários pontos em que discordo totalmente de Nietzsche (mesmo que concorde em vários outros). Piedade, compaixão, solidariedade, generosidade e sentimentos similares são virtudes preciosíssimas de uma pessoa, que a qualifica como uma pessoa superlativa e não como concebia Nietzsche que deveria ser o "übermensch".

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

À luz da sua resposta: https://ask.fm/wolfedler/answers/133509802269, redigi uma breve consideração, http://shorttext.com/6fec1485. 28/12/2015

Discordo de você. Para mim você tem sempre a ver com tudo aquilo de que toma conhecimento e tem que fazer algo a respeito. Omitir-se é um pecado tão grave quanto agir malevolamente. Pessoas capazes de promover o bem do mundo que não se importam com isso estão cometendo um erro que as caracteriza como não sendo pessoas de bom caráter mesmo. Ficar impassível perante as mazelas e os desmandos que são cometidos é uma fraqueza de caráter sim. Não importa que as ações para a correção dos males do mundo provoquem aborrecimentos ou prejuízos a quem as faça. Uma pessoa de bem tem que fazê-las.

Um indivíduo que possui uma grande inteligência, mas que não a usa para contribuir para mudar a mundo, ajudar a sociedade e seu povo, acaba tendo a mesma validade que o ignorante? 28/12/2015

Não. Quem tem mais capacidade e não a usa é muito pior do que quem não a tenha. Quem não faz bem nenhum porque não tem capacidade para isso, até que tem uma desculpa para seu proceder. Mas que tem o discernimento e as condições para fazer o bem e não o faz, é culpado por omissão. É uma pessoa de mau caráter.

Do que adianta ser bom se todos nós vamos morrer e todas as nossas memórias serão apagadas? 28/12/2015

Claro que adiante, e muito! Um mundo feito de pessoas boas vai ser um mundo muito mais aprazível para todos. A maldade dissemina a infelicidade, a bondade, a felicidade. E é um desejo de toda pessoa normal ser feliz. Isso acontecerá se o mundo for bondoso para todos. E o mundo só será assim se todos praticarem o bem. Sem contar que fazer o bem é benéfico, diretamente, para quem o faça, pelo próprio ato de fazê-lo, mesmo que não seja retribuído.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Por que você não gosta do "Super-homem" do Nietzsche, mesmo sendo um exemplo quase perfeito dele ? 21/12/2015

De modo nenhum. O "übermensch" é uma pessoa desprovida de compaixão, sentimento que Nietzsche considera uma fraqueza. As virtudes ditas "cristãs" (mas não apenas) da caridade, solidariedade, compaixão, cooperação, misericórdia, são desprezadas nesse conceito. Não posso aprová-lo.

http://goo.gl/xkV9bI Isso se chama estrutura familiar, caráter e personalidade! Para o esquerdismo atual, tudo que é contra os bons valores e costumes tem que ser incentivado! 20/12/2015

A menina está inteiramente certa ao não atender aos apelos para ser mais sensual na idade que tem. Mas isso não é contrário a nenhuma concepção genuinamente esquerdista. A esquerda genuína não é hostil aos valores éticos. Não é niilista. O anarquismo também não é contra a família. O que ele é, é contra a concepção patriarcal de família e a favor de uma concepção aberta de família, que aceite as relações homoafetivas como perfeitamente normais no seio da família, bem como os relacionamentos plurívocos do mesmo modo. Dentro de uma concepção de família como um núcleo social de pessoas que se querem bem, isto é, se amem mesmo, que se apoiam em todos os aspectos da vida, que batalham juntas para conquistar o que for de melhor possível para o grupo. Valores equivocados e retrógrados têm que ser defenestrados mesmo. Mas não a noção de valor em si. O que é preciso é afirmar os valores positivos, inclusivos, tolerantes, generosos, pacíficos e não valores mesquinhos, intolerantes, implicantes, excludentes, negativos, egoístas, ciumentos, possessivos, gananciosos, invejosos, desonestos, cruéis, preconceituosos. Bem como libertinos, devassos, promíscuos. A esquerda genuína é uma concepção do bem, de tudo o que seja nobre, elevado, altruísta, virtuoso.

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Cultivar a verdade, ou melhor a busca pela real dimensão e entendimento dos mais diversos assuntos, gera clareza mental. Considero a busca pela verdade, e pelo aprendizado do que é verdade, capaz de abrir a mente e gerar uma certa felicidade. Esse exemplo, é uma virtude "intelectual"? 17/12/2015

Sim, a busca da verdade, a sua sustentação, a sua proclamação e a sua defesa são altas virtudes. As virtudes se agrupam em três classes. As relacionadas com a verdade, como a sinceridade, a justiça, a honestidade e similares; as relacionadas com o amor, como a bondade, a gentileza, a compaixão, a solidariedade e similares e as relacionadas com a bravura, como a bravura mesmo, a coragem e similares. A prática de todas elas é motivo de grande satisfação e felicidade.

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Observando as pessoas, percebi que em Viçosa elas olham com um certo "nojo" para os desconhecidos, certo que não vale generalizar. Concordo com você, é necessário manter as virtudes. As virtudes melhoram as capacidades mentais? Vejo pessoas virtuosas aproveitando muito mais o intelecto, e a vida. 16/12/2015

Nunca reparei isso nas pessoas de Viçosa. As virtudes, por si só, não melhoram as capacidades mentais. Exceto as virtudes voltadas especialmente para isso. Todavia é preciso se praticar virtudes para que o mundo fique um lugar bom de se viver. Toda a maldade existente na sociedade e todo o prejuízo que pessoas causam a outras se deve, apenas, porque não são virtuosas. A prática da virtude, realmente, aumenta a qualidade de vida, a alegria, a felicidade. Mesmo que não aumente a inteligência ou a cultura. Mas cultivar a inteligência e aprimorar a cultura também são virtudes, mesmo que não sejam virtudes ligadas aos relacionamentos entre as pessoas. Para mim um dos objetivos mais altos do processo educativo tem que ser o cultivo da prática de virtude na juventude. Mas não uma prática policialesca, calcada em punições e ameaças de danação eterna. Uma prática desejada e levada a termo com alegria e grande prazer. Com toda a liberdade e assumida voluntariamente. Sem abdicar de gostos e prazeres que não façam mal nenhum aos outros. Por exemplo, antigamente era considerado pecado fazer sexo sem ser casado. Ora, se sexo é gostoso e se as pessoas querem fazer com liberdade, sem nenhum constrangimento, por que não fazer? Quem seria prejudicado? Roubar já é diferente, pois causa prejuízo ao roubado, mesmo que ele seja ladrão e se esteja roubando o que ele roubou. A não ser que se esteja recuperando o roubo para devolver ao legítimo dono (que pode ser a própria pessoa).

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

P.C> Ser bom hoje em dia é um defeito ou uma qualidade? 13/12/2015

Hoje, ontem e sempre, ser bom é uma qualidade. Não há como ser um defeito. Não ser bom é que é um defeito e ser mau é um grande defeito. Pode ser que ser bom dê prejuízo. Mas se ser mau der lucro e ser bom prejuízo, deve-se desejar ter o prejuízo e repudiar o lucro.

terça-feira, 9 de agosto de 2016

O próprio fato de existir, viver e consumir energia já é um ato que catalisa o fim do universo, portanto é impossível que o ser humano seja inteiramente bom 08/12/2015

Nada disso. O que você está dizendo não tem nada a ver com bondade e maldade. Você está se referindo a características físicas da existência, no caso o fato de que os processos metabólicos que mantêm a vida provocam um aumento na entropia do Universo, bem como a degradação de seu nível de energia (isto é, promovem a redução da diferença de níveis de energia entre sistemas, o que, fatalmente, levará à impossibilidade da ocorrência de qualquer transformação). Se bem que isso é muito mais abundantemente provocado pelos processos astrofísicos de grande escala do que pelos processos vitais, que representam uma fração ínfima das transformações de energia do Universo. Bondade e maldade, por outro lado, pertencem a outro tipo de categoria. Não são características físicas de sistema nenhum. São propriedades qualitativas de ações realizadas e sofridas por seres dotados de mente e consciência. Note que não se vinculam a qualquer pretensa existência de entidades sobrenaturais, como almas e deuses. Mas também não são físicas. São valores e valores são uma categoria que só pode ser conferida a ocorrências dentro de uma perspectiva de uma percepção mental. Em suma: Não havendo mentes no Universo, não há valores, dentre os quais bondade e maldade. Não há relação de causação nenhuma entre variação de entropia ou de nível de disponibilidade de energia com a realização de ações boas ou más.

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Educação é quase tudo na vida ? 23/11/2015

Não, mas é muito. Todavia há o que seja mais. Como a solidariedade, a amizade, o amor, o apoio mútuo, a colaboração, o consolo, o caráter, a bondade, a retidão, a justiça, a honestidade, a sinceridade, a bravura, a coragem e várias virtudes do tipo. Tudo isso pode muito bem ser o apanágio da vida de uma pessoa completamente ignorante e analfabeta. Até mesmo burra. Seu valor, contudo, será maior do que o de outra inteligente, culta e detentora de muito conhecimento que seja falsa, malvada, cruel, desonesta, invejosa, soberba, aproveitadora, mesquinha, invejosa, e de mau caráter.

quarta-feira, 6 de julho de 2016

não acha que se todos aderirem ao anarquismo, e sendo assim, vivendo sem leis, tudo vivaria uma grande bagunça? 12/11/2015

Claro. Por isso é que a anarquia não pode ser implantada e sim alcançada no ápice de um processo civilizatório evolutivo ao longo de séculos. Então ela surgirá espontaneamente e nem se saberá a data em que começou. Para chegar lá será preciso ir abolindo todo o crime, toda a desonestidade, toda a cobiça, toda a preguiça, toda a ganância, todo o egoísmo. Isso é uma tarefa hercúlea a ser levada a cabo por um processo educativo tenaz e persistente, séculos a fio. Colaboração, compartilhamento, solidariedade, responsabilidade, desprendimento, dedicação ao bem comum. Tudo isso são virtudes a serem cultivadas e que a escola tem a obrigação de incutir na infância e na juventude. Da mesma forma que sinceridade, honestidade, justiça, bem como bravura, coragem, destemor, fortaleza, empenho. Só então é que a anarquia florescerá radiosa na humanidade.

Acha que o Niilismo pode ser uma postura filosófica coerente para com o conhecimento científico, quando adotada para cunho pessoal? 11/11/2015

De modo nenhum. O niilismo não se justifica face a nenhum conhecimento disponível. O niilismo é a negação de valores, especialmente éticos e estéticos. Tal negação é nociva ao convívio social harmônico das pessoas. Claro que a sociedade assume valores equivocados que precisam ser negados mesmo. Mas isso não significa que qualquer valor tem que ser negado, por princípio. O conhecimento científico, filosófico e humanístico não leva a concluir tal disparate, de modo nenhum. Pelo contrário, ele mostra que é preciso que valores como a verdade, o amor e o que disso decorre, como a honestidade, a solidariedade, a justiça, a compaixão, a colaboração, a sinceridade, a fraternidade, a tolerância (exceto em relação ao mal) e todas as virtudes devam ser cultivados em prol do estabelecimento de um mundo aprazível, pacífico e feliz para todos.

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