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domingo, 18 de março de 2018
http://ask.fm/wolfedler/answers/140075306781 esse "espírito maligno de competição" ao qual você se refere pode muito bem ser contido de modo a não ser maléfico a partir do processo educacional que você tanto preconiza.
Mas é isso que eu quero. Que a educação ensine as pessoas a colaborar e não a competir. Que o que se tenha que vencer são as próprias limitações e não derrotar ninguém. Que todos se ajudem para todos prosperarem e não que se queira ser melhor do que os outros. Esse tipo de sentimento é nefasto para a construção de um mundo bom.
segunda-feira, 2 de outubro de 2017
Sobre educação, qual pensa ser o modelo ideal? A educação formal presencial é um modelo a ser mantido e reformado ou revogado? A educação padronizada/massificada é totalmente eficaz, só parcialmente eficaz ou não é de forma alguma? A discrepância de habilidades e inclinações das pessoas é relevante?
O modelo ideal de educação é o que se pratica na "Escola da Ponte" em Portugal. Uma educação anarquista. Uma beleza! Inteire-se disso.
sexta-feira, 2 de dezembro de 2016
Ter dificuldade em algumas disciplinas durante a graduação é um indício de que há uma probabilidade muito baixa de se trazer importantes contribuições pra área após formado? Ou ter tido dificuldades na graduação não implica em ser um pesquisador "ruim", ou insignificante para a área? 20/03/2016
Dificuldades na graduação não implicam, necessariamente, que se vá ser um pesquisador ruim. Depende da razão dessas dificuldades. Se forem realmente estruturais em relação à compreensão do âmago da Física, podem. Mas se forem acidentais, relativas a aspectos secundários, não. De qualquer modo, é preciso superá-las.
Professor, poderia me indicar um bom ''Guia do Professor'' para lecionar Física no Ensino Médio? Na verdade eu ainda nem entrei na faculdade mas gostaria de me preparar desde já. 18/03/2016
Já lecionei "Didática Especial de Física" para a Licenciatura em Física e, em verdade, nunca achei nenhum livro texto específico sobre o assunto. Tinha que me valer de notas que eu mesmo elaborava. Infelizmente isso está tudo encaixotado e nem sei onde achar. Uma boa recomendação são os Guias do Professor da coleção do PSSC, que não são apenas o mesmo livro do aluno com as respostas dos exercícios, mas outro livro completamente diferente, com orientações para lecionar cada capítulo. Mas tem que estudar acompanhado do livro do aluno também. Cada um deles têm quatro volumes e é possível encontrá-los em sebos.
O conhecimento de matemática de um bacharel em física é muito inferior a de um bacharel em matemática? Suficiente para realizar pesquisas em biomatemática, com a devida especialização? 18/03/2016
Não é muito inferior não. É, até, bem próximo e, em alguns aspectos, inclusive mais avançado. Lecionei "Métodos Matemáticos da Física" vários anos para o Bacharelado em Física da UFV, e a disciplina era optativa para o Bacharelado em Matemática. Os alunos de Matemática que de vez em quando a cursavam, achavam-na muito mais puxada do que as disciplinas do curso deles. Acho que dá para cursar biomatemática sim.
Um bom professor universitário precisa possuir licenciatura? Ou a licenciatura auxilia apenas no ensino básico/secundário, não fazendo muita diferença no ensino superior? 18/03/2016
Não precisa. Mas é muito conveniente que faça as disciplinas pedagógicas de forma avulsa, em especial Psicologia da Aprendizagem, Didática Geral e Didática Especial, pois, mesmo professores da graduação e da pós graduação precisam ter didática, além do conhecimento do conteúdo que lecionam.
Ernesto, Quando eu era aluno de eng. estudei superficialmente todas as físicas gerais. Aprendi todos os conceitos essenciais. Agora, estou no bacha em física. seria melhor eu rever o conteúdo ou partir direto para a mecânica clássica, eletro e quântica? Ressalto que tem exer. q n consigo responder. 18/03/2016
Se você viu a Física Geral superficialmente, para acompanhar as disciplinas específicas de Mecânica Clássica e Analítica, Eletromagnetismo, Ótica, Mecânica Quântica, Mecânica Estatística, Termodinâmica e outras, no nível da segunda metade do Bacharelado, é preciso que faça uma boa revisão da Física Geral. Mas pode ir fazendo à medida que for sendo preciso para o estudo dessas matérias. Só que, é claro, vai ter que ter uma dedicação de tempo muito maior ao estudo. Uma disciplina importantíssima são os "Métodos Matemáticos da Física". Não descuide dela. Quanto à Física Geral, sugiro que você a revise pelo "Curso de Física de Berkeley" ou pelo "Alonso & Finn", que agora tem uma edição em volume único, em português, de Portugal, muito conveniente. É um excelente livro.
O livro Curso de Física de Berkeley é suficiente para preparar para seleção de mestrado em física na usp, unicamp, etc? Ele também é suficiente para os programas de pós-graduação no exterior, como o GRE? 18/03/2016
Não. O Curso de Física de Berkeley é um curso de Física Geral para os períodos iniciais do Bacharelado em Física. Mesmo sendo excelente, ainda não tem a abrangência e o aprofundamento exigidos pelos cursos específicos de Mecânica Clássica (incluindo Mecânica Analítica, que o Berkeley não aborda), Eletromagnetismo, Mecânica Quântica, Mecânica Estatística, Ótica e outros que são vistos na parte profissionalizante do Bacharelado em Física e que, normalmente, têm os seus conhecimentos avaliados para a admissão ao mestrado. Nesse caso é preciso estudar pelos livros específicos de cada disciplina dessas, dentre os vários que são adotados nos Cursos de Bacharelado em Física das diversas universidades.
Estou estudando agora geometria molecular. Porém, não é explicado qual diferença cada tipo de geometria faz na molécula, quais as consequências químicas/físicas se a geometria é plana, linear etc. É ensinado apenas como saber qual o tipo de geometria. Isso torna o estudo entediante e até frustrante. 17/03/2016
Isso é o primeiro passo, necessário. Uma vez sabido vai se passar a estudar o que você quer saber.
quinta-feira, 1 de dezembro de 2016
Qual a importância do conhecimento Matemático na sua vida? Teve alguma cituação que você persebeu que devia estudar mais Matemática? 17/03/2016
A Matemática foi uma ferramente essencial para que eu pudesse desenvolver minha pesquisa em Cosmologia, a respeito das consequências de uma possível massa de repouso para os fótons. Atualmente, em que não trabalho mais com Cosmologia, uso a Matemática cotidianamente (certamente que de modo muito mais simples) para desenvolver os sistemas de controle acadêmico que são usados no colégio em que trabalho. Sem contar que, como professor de Física que fui ao longo da vida, especialmente nos anos finais do Bacharelado em Física, empreguei fartamente a Matemática no desenvolvimento de tudo o que ensinava. A situação que me levou a perceber que tinha que aprender mais Matemática foi, exatamente, quando comecei a elaborar minha tese de Mestrado.
https://ask.fm/wolfedler/answers/135079900445 Economia é a melhor área para esse perfil de *ESTUDANTE*. O problema é a doutrinação dos professores marxistas, mas aí é de responsabilidade do estudante não virar somente aluno. Quem é só aluno, em qualquer área, com certeza será medíocre na profissão. 16/03/2016
Nem sempre. Eu, por exemplo, também gosto muito tanto de exatas quanto de humanas. Mas não gosto de economia nem sociologia. Nem gosto de Química. Gosto de Física, Matemática, Astronomia, Cosmologia, Filosofia, Linguística, História, Música, Literatura, Pintura. Concordo plenamente em que o estudante não possa ser um cordeiro passivo que só absorva o que os professores passem e diga amém. Todavia nem todos os cursos de economia são de viés marxista. Em meu entendimento um economista precisa conhecer todas as vertentes do pensamento econômico, e não só como informação por alto. Tem que saber como funciona tintim por tintim uma economia capitalista e uma socialista. E, digo mais, como funcionaria (porque não existe) uma anarco-comunista. Como seria uma economia sem moeda e sem escambo. Sem governo e sem leis. Só que ultra sofisticada, cultural e tecnologicamente. Porque isso é uma possibilidade real. E envolve toda uma ciência econômica, porque economia não é a ciência do dinheiro e sim a ciência da produção e alocação de bens.
Gosto MUITO de Humanas e de Exatas... Tenho mais vontade de seguir a área de exatas, mas bem mais facilidade com humanas... O que devo fazer? Devo ir pra área de exatas, por ser o que mais quero, mesmo tendo bem mais dificuldade? 16/03/2016
É o que eu recomendo. Inclusive, exatamente, por ser mais difícil, você precisa acompanhar um curso formal. As humanas você pode aprender de forma diletante.
quarta-feira, 30 de novembro de 2016
Ernesto, meu professor zerou minha questão de física porque eu não fiz na ordem.Na letra a ele pedia o tempo de queda, e na letra B a velocidade inicial. Mas eu achei a velocidade inicial para poder achar o tempo e ele me disse que não, que tinha que fazer a letra A primeiro, mesmo o resultado igual 16/03/2016
Esse professor é uma pessoa bitolada, que não admite que alunos sejam criativos e façam as coisas de modo diferente do que ele preconizou. Isso é péssimo. Pelo contrário, todo professor tem que estimular, justamente, a capacidade inventiva do aluno em produzir novas formas de abordagem das questões. Se estiverem certas, claro que têm que ser consideradas e, inclusive, o aluno parabenizado por sua criatividade. Se não estiverem certas, há que se cortar o ponto, mas deve-se considerar a inventividade do aluno como algo positivo. O professor, então, na aula, deveria comentar a solução e mostrar em que ela se equivocou.
Quais os melhores cursinhos que o senhor indicaria para nós mortais? *-* 16/03/2016
Como eu trabalho no Anglo, indico o Anglo. Mas, em verdade, não importa que cursinho você faça. Eles só servem para indicar o que se tem que estudar. O que resolve é o esforço pessoal em se dedicar a estudar sem preguiça e com muita atenção. O bom é estudar o conteúdo de cada aula antes dela ser dada, para tirar as dúvidas com o professor.
Estive observando as notas de corte do ENEM, e de um ano para o outro existe um aumento relativamente alto da nota de corte... Física, em uma universidade aqui, por exemplo, a nota de corte era 650 em 2013, 680 em 2014 e 705 em 2015... Qual será as consequências disso no futuro? 15/03/2016
Isso é ótimo, pois significa que, cada vez mais, o nível dos estudantes está melhorando. Assim é que tem que ser mesmo. A consequência será que os profissionais formados pelos cursos vão ser cada vez mais competentes. Isso é ótimo para o povo da nação. Quem não lograr obter os pontos vai ter que se esforçar para conseguir um escore melhor na próxima tentativa. O que não pode acontecer é o nível do exame baixar para que o ponto de corte abaixe também.
Quando muitos estudantes lhe pedem dicas acerca os Vestibulares, tu recomendas que estudem muito, por horas até o extremo. Estudar muito, não é sinônimo de estudar bem. Nos Vestibulares não vencem os que estudam muito, e sim os que estudam melhor. 15/03/2016
Em verdade os que vencem facilmente os vestibulares não são os que estudam mais, mas os que são mais inteligentes, pois aprendem quase sem estudar. Mas isso não depende da vontade da pessoa e nem de esforço. Mesmo que a inteligência possa ser aprimorada (e pode mesmo), em sua maior parte ela é inata. Pessoas muito inteligentes, desde os primeiros anos de escola, na tenra idade, aprendem facilmente tudo o que é ensinado na própria aula, não precisando de quase estudo nenhum fora da aula. Então isso vai fazendo um acumulo de conhecimentos e habilidades cognitivas que faz com que elas enfrentem com facilidade os desafios que vão aparecendo à medida que se avança no nível de escolaridade. E, fatalmente, elas lograrão sua aprovação para os cursos superiores. Todavia isso não significa que pessoas com menos inteligência não o consigam. Mas, nesse caso, há que se dedicar mais ao estudo. Mas você disse certo. Não é tanto o tempo de estudos, mas, principalmente a forma de estudar que faz diferença. Diferentemente do que muitos consideram, não é fazendo muitos exercícios e problemas que se dominam as matérias, especialmente as ciências exatas. É entendendo muito bem os conceitos, a teoria, sabendo fazer demonstrações, sabendo onde cada fórmula se aplica ou não. Eu tinha um colega na faculdade que resolvia centenas de exercícios e problemas e eu resolvia só uns e me focava em saber muito bem a teoria. Minas notas eram melhores do que as dele. Sempre bati nessa tecla em meu trabalho como professor. Isso também vale para ciências biológicas, humanas e idiomas. Muitos professores de português discordam de mim, mas eu digo que é mais importante saber muito bem a gramática do que escrever muitos textos. Bem... assim é o meu modo de encarar o aprendizado e sempre me dei muito bem com ele, pois sempre fui o melhor aluno da sala, exceto na faculdade, em que era o segundo, pois tinha uma colega cujo QI deveria ser uns 180 e o meu é só 140.
Alguém que passa algo como 12 (até 18 já ocorreu) horas por dia estudando matemática, claro, com as pausas para descanso, pode ter seu desempenho afetado por não mudar de disciplina periodicamente? Mas deve-se considerar certo "vício" pela área e prazer que a pessoa sente nisso. 14/03/2016
Não acho interessante dedicar tanto tempo diário ao mesmo tema. Acho importante se ter um leque de interesses e passear entre eles. Acho que a concentração em um só assunto acaba saturando a mente, que passa a rejeitar o aprendizado. Se é um vício, como todo vício, não é bom. Porque o vício escraviza e tira a liberdade da pessoa para usar o tempo em outras atividades. Tudo que é bom, se se tornar vício, deixa de ser bom.
Qual a melhor forma de se estudar cálculos? 14/03/2016
Vá lendo o texto do livro acompanhando criteriosamente as definições e as demonstrações. Faça anotações em um caderno e, lida uma demonstração, feche o livro e a refaça por sua conta no caderno. Resolva primeiro os exercícios, voltando ao texto para tirar as dúvidas. Depois os problemas. Mas tem que dedicar um tempo regular todo dia (digamos 80 minutos). O bom é estudar o mesmo assunto em mais de um livro, para ver formas diferentes de abordagem. Por isso vá estudar em uma biblioteca. Se estiver tendo aula, anote as dúvidas para perguntar na próxima aula. Se não, procure alguém que saiba para dirimi-las.
Ao entender um assunto, eu preciso ensinar uma pessoa ou eu posso apenas escrever no caderno o que eu iria ensinar? 14/03/2016
Basta escrever o que iria ensinar. Mas se ensinar de fato, fica melhor ainda, porque a pessoa vai fazer perguntas, que você vai ter a obrigação de saber responder para poder dizer que entende do assunto. Se isso não acontecer, imagine todo tipo de pergunta que alguém poderia fazer e busque respostas para elas.
O que fazer para não esquecer de conteúdos estudados? 14/03/2016
Ao estudar, fazer como se fosse preparar uma aula do assunto para dar. Inclusive escrever um texto, como se fosse uma apostila sobre o assunto. Mas escrever sem consultar, de lauda própria. Se não estiver conseguindo. Pare e estude mais. Então volte e escreva. Ensinar e a melhor forma de aprender, porque você não tem a opção de não saber.
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