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domingo, 14 de abril de 2019
Por que os físicos não gostam de química?
Porque, em geral, a consideram muito técnica e prática e não básica e fundamental. Os fenômenos básicos que dão conta de explicar os fenômenos químicos, são físicos. A química, em si mesma, não é uma ciência básica e sim uma ciência prática e aplicada. Por outro lado, a Química, comparada com a Física, é extremamente fácil, envolvendo uma matemática muito elementar. Daí os físicos a considerarem colocada em um patamar mais baixo. Mesmo que ela, tecnologicamente, seja capaz de apresentar muitos resultados espetaculares para o desenvolvimento de materiais e dispositivos. Mas não para o entendimento profundo do funcionamento do mundo.
terça-feira, 3 de julho de 2018
os elétrons da camada superior requerem menos energia? Mas a energia dos elétrons não é proporcional ao nível de energia que se encontram?
Depende de que energia você está falando. Os elétrons exteriores possuem menos energia de ligação, isto é, para arrancá-los do átomo é requerido um fornecimento menor de energia. No entanto eles possuem mais energia potencial de interação com o núcleo. Considerando que ao serem retirados do átomo, sua energia em relação a ele seja nula, a energia de ligação é igual ao simétrico da energia potencial, ou seja ao valor positivo da energia potencial (que é negativa devido a que a interação com o núcleo é atrativa). O valor absoluto da energia potencial diminui com a distância ao núcleo, então e energia de ligação diminui. Mas como a energia potencial é negativa, quanto menor for o seu valor absoluto, maior ela é.
Mas os raios x chegam a atingir a camada k e as vezes a L. Quando um elétron é removido da camada K, ela é logo preenchida por outro elétron e libera outro fóton. Mas por que somente as camadas k e L? As outras são até mais fáceis de retirar elétrons.
Porque os elétrons das camadas superiores requerem menos energia para serem arrancados e se o fóton não tiver a energia certa, ele não arranca ou não promove para um nível mais alto. A interação dos fótons com os sistemas ligados, como átomos e moléculas só acontece se o fóton for totalmente absorvido. Ele não perde parte de sua energia. Ou toda ou nenhuma. Nos átomos de número atômico grande, os elétrons das camadas interiores são mais ligados ao núcleo e podem ter energia de ionização ou para pular para as camadas mais altas compatíveis com as energias dos raios X.
quarta-feira, 23 de maio de 2018
Sobre a definição, conceito e significado do próton:
Conceito: Próton é uma partícula constituinte do núcleo dos átomos (nucleon), positivamente carregada.
Definição: Próton é um férmion que é um bárion, um tipo de hádron, uma partícula sub-atômica constituída de dois quarks up e um down, além dos glúons que os unem, com a massa de 1,67E-27 kg e a carga positiva de 1,6E-19 coulombs, de spin 1/2, isto é, cujo módulo é (1/2) h/2π, em que h = 6,6E-34kgm²/s. Seu número bariônico é 1, seu número leptônico é 0, seu isospin é 1/2, sua paridade é positiva, sua carga se situa em um raio de 0,875 fm, experimenta as interações gravitacional, eletromagnética, forte e fraca, possui uma antipartícula, o antipróton, de carga oposta.
Significado: A descoberta do próton, em 1920, por Rutherford, deu um grande impulso à química teórica, por conseguir explicar a tabela periódica em termos no número de prótons dos núcleos, bem como a neutralidade dos átomos., Como a mais leve partícula carregada de razoável massa, adquiriu importância como projétil lançado sobre outros prótons e outros núcleos a fim de, pelo espalhamento produzido e pela cascata de outras partículas formadas, proceder ao estudo das propriedades e composição da matéria em seu nível mais íntimo.
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Definição: Próton é um férmion que é um bárion, um tipo de hádron, uma partícula sub-atômica constituída de dois quarks up e um down, além dos glúons que os unem, com a massa de 1,67E-27 kg e a carga positiva de 1,6E-19 coulombs, de spin 1/2, isto é, cujo módulo é (1/2) h/2π, em que h = 6,6E-34kgm²/s. Seu número bariônico é 1, seu número leptônico é 0, seu isospin é 1/2, sua paridade é positiva, sua carga se situa em um raio de 0,875 fm, experimenta as interações gravitacional, eletromagnética, forte e fraca, possui uma antipartícula, o antipróton, de carga oposta.
Significado: A descoberta do próton, em 1920, por Rutherford, deu um grande impulso à química teórica, por conseguir explicar a tabela periódica em termos no número de prótons dos núcleos, bem como a neutralidade dos átomos., Como a mais leve partícula carregada de razoável massa, adquiriu importância como projétil lançado sobre outros prótons e outros núcleos a fim de, pelo espalhamento produzido e pela cascata de outras partículas formadas, proceder ao estudo das propriedades e composição da matéria em seu nível mais íntimo.
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Por que estudamos o átomo no colegial em Química se os grandes cientistas dessa área (Bohr, Rutherford, Thomson) eram físicos? Dá mesma forma que também se estuda transformações termodinâmicas em física e química nos cursinhos....Qual o motivo?
É que a Química necessita desses conhecimentos, mesmo de modo mais rudimentar e, assim, os vê antes da Física, que, em sua forma de abordagem, requer todo o domínio prévio da mecânica (para a termologia) e do eletromagnetismo e da mecânica (para a física atômica). Além do mais, a termologia vista na química é voltada mais para o estudo energético das reações química e não dos processos físicos de trocas de calor em máquinas, como vê a física.
segunda-feira, 16 de abril de 2018
ha um vetor que orienta o fluxo eletrico do campo eletrico ou sao varios? e se o eletron nao gera campo eletrico, mas engole do proton, como que ha mensagem de interaçao entre dois eletrons?
Tanto o próton quanto o elétron geram campo elétrico. O elétron sofre uma interação por parte do campo elétrico do próton e o próton sofre uma interação por parte do campo elétrico do elétron. A intensidade dessas interações, medida pela força elétrica sofrida por cada um, é a mesma, possui a mesma direção, sentido oposto em cada um e atua na linha que une as partículas. Sua resultante não é zero porque não são forças que atuam no mesmo corpo.
domingo, 15 de abril de 2018
Mas no cômputo da massa de um átomo, leva em consideração a energia de ligação dos elétrons também. Vi um cálculo que Alan Guth fez para estimar a massa do átomo de hidrogênio no cálculo, os -13,6eV de energia equivalente foi considerado, fora a massa do próton.
A questão em que os elétrons não são relevantes é quanto ao fato de que até o Ferro as reações de fusão nuclear são exotérmicas, ou seja, liberam energia e do Ferro para frente são endotérmicas, ou seja, consomem energia. De qualquer modo, no interior das estrelas, em que essas reações acontecem, os núcleos que reagem se encontram separados dos elétrons. Só nas regiões mais frias é que eles começam a capturar elétrons para formar, primeiro íons com elétrons até átomos neutros, só na atmosfera. Por outro lado, a energia de ligação do elétron ao próton no átomo de hidrogênio são esses 13,6eV, mas a energia liberada na fusão de quatro prótons para formar um núcleo de hélio é de 23,73Mev, isto é dois milhões de vezes maior.
sexta-feira, 13 de abril de 2018
para eu achar a temperatura de um gas monoatomico, é só isolar o T do e=3/2kT? E voce diz densidade, mas onde esta a densidade de energia?
Esse "e" é justamente a densidade de energia (por molécula, átomo ou íon). A energia interna ou térmica do gás IDEAL (não se esqueça nunca disso, pois essa fórmula não computa energias potenciais intermoleculares, interatômicas ou interiônicas) é o produto desse "e" pelo número de átomos, moléculas ou íons. No caso do coeficiente 3/2 o gás é feito de átomos.
segunda-feira, 9 de abril de 2018
se as particulas se comportam como onda também, o núcleo do átomo onde existem os prótons e os neutrons também se apresentam como ondas?
Sim. Em verdade o melhor seria dizer que as partículas são concentrações quantizadas de campos. Todas. Ou seja, elétrons, prótons, nêutrons, quarks, fótons, glúons, neutrinos e as demais. Por quantizado se entende que a concentração se faz de modo a apresentar certos valores das grandezas que medem vários atributos que são apenas alguns valores permitidos que, quando estão reunidos em uma pequena região do espaço, essa região se torna sede de uma individualização do campo que consiste, então, em uma partícula. É o que acontece com a carga elétrica, o spin, a massa e outros atributos, como número leptônico, número bariônico, isospin, estranheza, carga de cor e por aí vai.
domingo, 18 de março de 2018
Ola professor estou prestes a fazer um técnico em Química. Você poderia me passar alguns livros para eu começar já um pouco na frente? Abraço e fique bem!
Química não é a minha área, especialmente se for técnica. Todavia, teoricamente, você pode se valer dos livros que mencionei dias atrás na resposta a uma questão.
Este é um bom livro para se estudar química? → http://i.imgur.com/tA6VqPH.jpg
Sim, é um bom livro. São dois volumes, que possuo. Mas eu prefiro o Atkins & Jones - Princípios de Química. Outro bom, também, é o do Mahan & Meyers - Química, um Curso Universitário. O bom é ter os três, porque, em cada assunto, um aborda aspectos que os outros não abordam. Aliás, seja qual for o assunto que se for estudar, nunca é bom se valer de um livro só. Três é o mínimo para ter um bom entendimento e uma ampla compreensão. Especialmente se eles discordarem entre si. Aí é que se vai ter que pesquisar para concluir qual está certo e, então, se aprende. A melhor forma de se aprender é se confundir, para dirimir a dúvida. Então se tem que estudar como se fosse um professor preparando aula para ensinar aquilo e estar preparado para responder qualquer pergunta e esclarecer qualquer dúvida dos alunos.
terça-feira, 13 de março de 2018
quando você diz que o universo é feito de campo, matéria e radiação, você diz que matéria são fermions e radiaçao bosons. Mas o que pensar dos elétrons da radiação beta? Eles são radiação também. Então radiação não é um feixe de bósons.
Os elétrons da chamada "radiação beta", não são radiação, são matéria. O nome foi dado por se tratar de um fluxo de elétrons em movimento que, a princípio, não foi identificado como sendo feito de partículas materiais. Então levou o nome de radiação que ficou, por tradição. Mas, a rigor, nem a radiação beta, nem a alfa, são radiação. Só a gama.
sábado, 27 de janeiro de 2018
Ernesto, em termos metafísico-ontológicos, o elétron é um ente, ser
O elétron é um ser e, portanto, um ente. Como também é uma coisa, um sistema, um corpo, um objeto.
sexta-feira, 26 de janeiro de 2018
Professor, quando dois fótons colidem e formam os pares de partícula e antipartícula, a situação de campo puro não quantizado intermediariamente a colisão dos fótons e a formação dos pares, é o que Lattes chamou de bola de fogo ou há uma comunicação entre campo eletromagnético e o campo da matéria?
Sim, é a bola de fogo. Mas a bola de fogo é um campo indiferenciado, que pode se tornar qualquer tipo de campo. Os fótons são campo eletromagnético sem carga e a partícula e antipartícula que se formam possuem cargas opostas. Essas cargas, contudo, podem ser entendidas como fontes e sumidouros de campos elétricos estáticos das duas partículas, que surgiram do campo eletromagnético dinâmico dos fótons (ou seja, o campo eletromagnético dos fótons, exceto quando eles são produzidos, não são provenientes de cargas, nem paradas nem em movimento, mas de variações de fluxo de campo elétrico e magnético que o fazem de modo oscilante).
Professor boa noite. Vi aqui em livro de química do 3 ano que , quando uma partícula alfa que tem massa semelhante ao Hélio consegue capturar dois elétrons do meio, ela passa a ser um átomo hélio. Isso é verdade ?
Sim. A partícula alfa é, exatamente, o núcleo do átomo de hélio.
sexta-feira, 19 de janeiro de 2018
Professor, a troca de calor por meio de condução envolve inúmeros trabalhos microscópicos por meio das moléculas, que colidem, transmitindo fótons? Mas e no caso de uma colisão, como que há energia cinética transmutada em térmica, em termos de vibração atômica e translação molecular?
Sim. Se uma molécula se agita, varia sua distância em relação às vizinhas. Isso provoca alterações no campo elétrico entre elas. As alterações de campo elétrico são propagadas por fótons (não necessariamente de luz visível). Então a propagação do calor por condução é, sim, feita por meio de fótons dentro do material que são absorvidos e emitidos pelas moléculas, íons ou átomos que o constituem. No caso de uma colisão, o que acontece, também é uma repulsão elétrica entre os átomos superficiais dos corpos que colidem, repulsão essa que comprime os átomos dentro de cada corpo e os desloca de suas posições originais, provocando movimento caótico deles que significa aumento da temperatura, que é transferido para o resto dos sistemas do mesmo modo que pelo aquecimento, isto é, por fótons internos. O mesmo se dá no caso do atrito.
quarta-feira, 17 de janeiro de 2018
Mas porque carrega-la novamente apos uma descarga se as reações químicas, no caso das baterias químicas, fazem o papel de promover essa separação das cargas. Qual é o papel da fonte no carregamento de uma bateria química?
Porque, para promover a separação das cargas as reações químicas transformam os reagentes em seus produtos, que não fazem separação de cargas. A recarga da bateria é o processo de restauração dos reagentes iniciais para que a separação de cargas possa voltar a acontecer. Ao fazer passar uma corrente, forçada por uma diferença de potencial oposta e maior do que a que a bateria estabelece, acontecem as reações em sentido oposto, promovendo a restauração da situação inicial. O carregamento de uma bateria não consiste em lhe fornecer cargas, pois estas entram por um lado e saem pelo outro (em sentido oposto ao que ocorre quando a bateria está suprindo um circuito). O que ele faz é restabelecer a energia química que promove a separação das cargas. A fonte que se usa para carregar uma bateria, justamente, fornece cargas com mais energia do que a bateria forneceria, só que nos pólos contrários, provocando, no processo de recarga, uma corrente inversa à que a bateria fornece. Nas baterias que não se recarregam, o processo de separação de cargas promove uma degradação da estrutura química da bateria, impossível de ser revertida.
Professor, na distribuição eletrônica do átomo, a sétima camada comporta no máximo 2 ou 8 elétrons? Há livros que representam com 2 e outros com 8, poderia me explicar o porquê dessa variação? Qual seria o correto?
https://pt.wikipedia.org/wiki/Diagrama_de_Linus_Pauling
https://en.wikipedia.org/wiki/Aufbau_principle
Quando cortamos algo ou arrebentamos, o que acontece é que a repulsão dos elétrons é tão grande que as moléculas acabam se separando (corte) ou que quando esticamos um elástico, a força intermolecular se torna pequena, de modo que é possível "arrebentar" na deformação plástica?
Depende do modo como a ruptura se deu. No caso de uma tração, o afastamento intermolecular vai fazer com que a força entre as moléculas diminua, até que não consiga manter a coesão. No caso de uma compressão, a força de repulsão é que aumenta, até que provoque o deslocamento e rearranjo da estrutura molecular, que pode levar à ruptura.
quarta-feira, 29 de novembro de 2017
Quando um eletron absorve um fóton ele é excitado. Depois de um tempo ele emite um fóton. Esse fóton que ele emite é o mesmo que absorveu?
Para começar, não é o elétron que absorve o fóton e sim o átomo. Um elétron isolado jamais absorve fótons. Essa absorção ocorre devido ao fato do elétron estar ligado ao resto do átomo pela interação elétrica. É esse campo, que ocupa o volume interno do átomo, que absorve o fóton e, com isso, excita algum elétron para um nível maior de energia. Uma vez absorvido, o fóton desaparece, isto é, deixa de existir. Quando o sistema retorna a uma condição de menor energia, um fóton é emitido. Esse fóton é outro. Ele surgiu nessa emissão.
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