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quarta-feira, 6 de julho de 2016

Em algumas respostas suas vc disse que gosta de programar. Em que linguagem vc programa? Por que programa, e que tipos de programas vc faz? 12/11/2015

Antes eu programava em Fortran, para os mainframes. Depois, com o advento dos microcomputadores tipo PC, em geral passei a usar programas já prontos. Mas faço uso do Visual Basic for Applications para criar personalizações, especialmente em planilhas do Excel. Também faço uso de programação dedicada em aplicativos de computação algébrica. Usei muito o Derive, no tempo em que era para DOS. Os programas que eu fazia eram para cálculos de tensores, usados em Relatividade Geral. Mas também usava recursos para solução de equações diferenciais parciais. No Excel eu desenvolvi várias planilhas usadas em administração escolar, como ajuste de notas à distribuição normal de probabilidades. Desenvolvi programas para conversão de notas entre escolas com critérios diferentes de aprovação, bem como diferentes divisões de pontos ao longo do ano. Isso tudo é feito por meio de matrizes, que, inclusive, incluem regressão quadrática para conversão das notas no caso do ponto de corte ser diferente. Programas estatísticos de regressão para casos não abrangidos nos programas que já se tem prontos, eu também desenvolvi. Como, por exemplo, regressão para curva logística ou funções hiperbólicas. No curso de Eletromagnetismo e Ótica a gente desenvolvia programas para Difração de Fresnel, por exemplo (que cai em integrais de sen(x^2) ou cos(x^2)). Outra coisa que mexi muito foi com programação para a calculadora algébrica HP-48 (ou 49 ou 50) e, agora, estou experimentando programar para a HP-Prime e para a Texas TI Nspire. Sempre, contudo, para solução de problemas físicos e matemáticos ou estatísticos. Nunca mexi com banco de dados financeiros, contábeis ou comerciais em geral. O que eu quero aprender a programar e ainda não sei é processamento de imagens, vídeos e sons. Como converter arquivos wav em mid, com a separação dos instrumentos musicais em uma sinfonia, por exemplo. Já existem programas para isso, mas ainda não são bons. Gostaria de estudar os códigos desses programas. Mas não tenho tempo. Só quando eu me aposentar mesmo. Pois não é nada que eu iria mexer para ganhar dinheiro.

terça-feira, 5 de julho de 2016

Professor Ernesto, se fosse possível vermos, como seria o cenário de uma mensagem sendo transmitida vi e-mail? 08/11/2015

Tudo o que é transmitido por meio digital é uma sequência de bits 0 e 1 que só apresenta significado quando decodificada de acordo com a instrução que ela também traz (se é texto, som, imagem, vídeo). Essa carreira de bits tem um conjunto que identifica o seu início e outro que identifica o seu fim. A seguir os bits que identificam o tipo da mensagem e, então, a própria mensagem.

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Entre os cursos de Engenharia da computação, Ciência da computação, Sistemas de Informação e Tecnologia da informação, qual o senhor recomendaria? 01/10/2015

Engenharia da Computação, sem a menor sombra de dúvida, porque o engenheiro sabe tudo sobre computação, se precisar, completa com algumas disciplinas do curso de ciência da computação. Sistemas de Informação e Tecnologia da Informação são cursos mais restritos, quase em nível técnico. Como engenheiro, tanto se pode projetar circuitos de hardware, como software complexos, como os que controlam uma nave em viagem espacial. Projetar os chips dedicados a controlar o funcionamento de veículos e diversos aparelhos, bem como sistemas (softwares) como os para o controle de vôos de uma torre de controle de um aeroporto. Ou de navegação de um submarino. Ou programas de reconhecimento de voz e transliteração em texto. Programas de tradução instantânea pela voz. Programas de conversão de sons em partituras musicais, Programas para projetar peças mecânicas e as construir em impressoras 3D. Programas de inteligência artificial para a construção de robôs. Por exemplo, robôs que fazem cirurgias. Programas e circuitos que põem a funcionar um tomógrafo, um aparelho de ressonância magnética, Um scanner de emissão de pósitrons. Programas e circuitos que controlam aceleradores de partículas como o Large Hadron Collider. É um mundo muito mais fascinante, muito mais deslumbrante, muito mais criativo. Sistemas de Informação e Tecnologia da Informação estão mais voltados para a área administrativa e contábil (por exemplo bancária). Ou banco de dados, mas, em geral, comerciais e não científicos. Há quem goste desse tipo de assunto, mas eu acho extremamente tedioso e desinteressante.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Qual sua especialidade na programação? Ou qual tipo de linguagem programas?‎ Bruno da Silva

Só trabalho com Visual Basic em Bancos de Dados e planilhas. Mas já usei Fortran, no tempo em que não havia microcomputadores, só mainframes. E já trabalhei com html para fazer páginas da web. Hoje em dia não estou mais atualizado com java, csv, php e esses recursos. Em verdade não crio programas, mas uso a programação dentro de programas. Também faço uso de linguagens próprias de computação algébricas, na solução de problemas matemáticos com o Derive, por exemplo. Mas é só para a construção de macros para trabalhar com cálculo tensorial, por exemplo. Ou cálculo com formas diferenciais e cálculo variacional. Isso é muito usado em Relatividade Geral.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Como começar a aprender programação? tipo do zero?‎ Ana Fabiana Sousa

É mais fácil começar com Visual Basic for Aplications (VBA), usada para macros do Excel. Primeiro você tem que saber trabalhar com fórmulas no Excel e no Word. Depois aprender a fazer macros neles. Então entra no VBA. Depois passa para Delphi e, então, para C++. Por fim aprenda assembler e programação em linguagem de máquina. Vale a pena, também, aprender linguagem de comandos de linha do Linux e do DOS (que se pode usar na linha de comando do Windows). Tem que ser bem fissurado por esse tipo de coisa para aprender a fundo mesmo.

terça-feira, 16 de julho de 2013

Existe algum algoritmo para se encontrar padrões? De tal forma que fosse possível programar um computador para resolver problemas desse tipo, como por exemplo achar o n-ésimo termo de uma dada sequência?‎

Claro. Isso é muito comum e já existem rotinas prontas nas diversas linguagens de programação para isso, como C++ ou Delphi. Até mesmo planilhas e bancos de dados, como o Excel e o Access contam com essas rotinas em fórmulas ou macros. É só consultar a ajuda, ou, se for o caso, a ajuda do Visual Basic, que está incluído no Excel e no Access.

Quero me tornar um cientista, um pesquisador, porém minha área não é Física, Química ou Biologia e sim, Ciência da Computação. Acha viável esse caminho? Devo fazer minha Pós Graduação no Brasil? Abraço!‎

Claro que é viável. Recomendo fazer graduação e mestrado no Brasil e doutorado e pós-doutorado no exterior. Sugiro que você pesquise algorítimos de análise harmônica de sons para separação de instrumentos musicais e de vozes de pessoas distintas em um som gravado com vários instrumentos ou várias pessoas falando. Muito interessante. Ou então interfaces de aquisição de dados diretamente por meio de sentidos biológicos. Ou dispositivos integrados de processamento paralelo com módulos de aprendizado, tipo as células de Purkinge do cerebelo. Bem como interface de comando motor de órgãos mecatrônicos (braço e perna artificial), diretamente por instrução do sistema nervoso. São linhas interessantíssimas de pesquisa.

A informatica é o futuro ?‎

Acho que o futuro, em termos de tecnologia, ultrapassará, em muito, apenas a informática, havendo uma integração de todas as formas de tecnologia. Assim, no meu entendimento, a excessiva especialização deverá mudar para um domínio mais abrangente de conhecimentos e habilidades, que está começando a acontecer com a mecatrônica, mas se ampliará para biotrônica, biomecatrônica, com interface ótica, acústica e tudo o mais, incluindo a engenharia civil. São novas avenidas que se abrem e quem for fascinado por conhecimento e quiser ser um inventor tem que se enveredar por aí, sem pensar no que vai ganhar com isso, mas apenas na contribuição que vai dar. Isso é que dá satisfação à vida. O interessante não é desenvolver o que já existe, mas inventar o que ainda não existe. O que seria? Não se sabe. Pense em um dispositivo que tira fotos e faz filmes a partir do que o seu olho vê, diretamente conectado a seu nervo ótico. Pense em um telefone celular que manda mensagem diretamente a partir do seu cérebro, com um transmissor e receptor na sua cabeça. O Nicolélis já está começando a fazer isso.

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