Postagens do pensamento, textos, poemas, fotos, musicas, atividades, comentarios e o que mais for de interesse filosófico, científico, cultural, artístico ou pessoal de Ernesto von Rückert.
Clique no título da postagem para ver os comentários a seu fim e inserir um.
Clique no título do Blog para voltar a seu início.
Para buscar um assunto, digite a palavra chave na caixa do alto, à esquerda, e clique na lente.
Veja lá como me encontrar em outros lugares da internet.
Visite meu canal no you-tube.
Pergunte-me o que quiser no ask.
As perguntas e respostas do ask e as que dera no formspring antes são publicadas aquí também.
Mostrando postagens com marcador Inteligência. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Inteligência. Mostrar todas as postagens
quinta-feira, 23 de novembro de 2017
Ouvir novas músicas aumenta a inteligência?
Pode aumentar. Depende do modo de ouvir e que tipo de música. Para aumentar a inteligência é preciso "escutar" música e não apenas "ouvir". Isto é, tem que ouvir sem fazer mais nada em paralelo. Prestando a máxima atenção ao desenrolar melódico, ao fraseado musical, à harmonização, ao ritmo, aos timbres orquestrais. Às soluções que o compositor e o arranjador conseguiram para expressar as emoções que pretendiam com a construção da música. À elaboração temática e seu desenvolvimento, com as transições entre temas e frases musicais. Tem que aplicar a inteligência à compreensão da música em sua totalidade. Só ouvir sem essa reflexão toda pode ajudar um pouco, se a música for uma música elaborada, tipo Bossa Nova ou Música Clássica.
quarta-feira, 30 de novembro de 2016
Esse teu amigo da faculdade com QI 180 ainda está vivo? Qual o nome dele? 16/03/2016
Sim. Chamava-se Maria José. Se não fosse 180, pelo menos 160 seria.
Quando muitos estudantes lhe pedem dicas acerca os Vestibulares, tu recomendas que estudem muito, por horas até o extremo. Estudar muito, não é sinônimo de estudar bem. Nos Vestibulares não vencem os que estudam muito, e sim os que estudam melhor. 15/03/2016
Em verdade os que vencem facilmente os vestibulares não são os que estudam mais, mas os que são mais inteligentes, pois aprendem quase sem estudar. Mas isso não depende da vontade da pessoa e nem de esforço. Mesmo que a inteligência possa ser aprimorada (e pode mesmo), em sua maior parte ela é inata. Pessoas muito inteligentes, desde os primeiros anos de escola, na tenra idade, aprendem facilmente tudo o que é ensinado na própria aula, não precisando de quase estudo nenhum fora da aula. Então isso vai fazendo um acumulo de conhecimentos e habilidades cognitivas que faz com que elas enfrentem com facilidade os desafios que vão aparecendo à medida que se avança no nível de escolaridade. E, fatalmente, elas lograrão sua aprovação para os cursos superiores. Todavia isso não significa que pessoas com menos inteligência não o consigam. Mas, nesse caso, há que se dedicar mais ao estudo. Mas você disse certo. Não é tanto o tempo de estudos, mas, principalmente a forma de estudar que faz diferença. Diferentemente do que muitos consideram, não é fazendo muitos exercícios e problemas que se dominam as matérias, especialmente as ciências exatas. É entendendo muito bem os conceitos, a teoria, sabendo fazer demonstrações, sabendo onde cada fórmula se aplica ou não. Eu tinha um colega na faculdade que resolvia centenas de exercícios e problemas e eu resolvia só uns e me focava em saber muito bem a teoria. Minas notas eram melhores do que as dele. Sempre bati nessa tecla em meu trabalho como professor. Isso também vale para ciências biológicas, humanas e idiomas. Muitos professores de português discordam de mim, mas eu digo que é mais importante saber muito bem a gramática do que escrever muitos textos. Bem... assim é o meu modo de encarar o aprendizado e sempre me dei muito bem com ele, pois sempre fui o melhor aluno da sala, exceto na faculdade, em que era o segundo, pois tinha uma colega cujo QI deveria ser uns 180 e o meu é só 140.
Qual seu QI? 14/03/2016
Os testes que já fiz variaram nas faixas dos 130 e 140. Posso considerar uns 142.
terça-feira, 29 de novembro de 2016
Uma pessoa que lê e estuda muita Matemática, pode ter um QI elevado no futuro? 14/03/2016
Matemática, em geral, não se lê, sempre se estuda. Estudar matemática contribui para o aumento da inteligência sim. Especialmente o estudo de conteúdos novos, ainda não vistos. O bom é fazer muitas demonstrações e deduções que puxem bastante pelo raciocínio. Isto é, que sejam difíceis. Coisas fáceis não colaboram para o aumento da inteligência. Não se atenha ao que é pedido na escola. Busque outros assuntos.
A Leitura pode aumentar drasticamente o QI ? 14/03/2016
Pode aumentar sim, mas não drasticamente. Digamos uns 11% (poderia dizer 10%, mas não gosto de números redondos). É preciso, contudo, que a pessoa desenvolva o costume de ler, cotidianamente, de uma a duas horas, com uma leitura interativa com o texto, isto, é, discutindo mentalmente com ele, e não se furtando de buscar o significado de toda palavra que não conhecer antes de prosseguir. Isso se a leitura for de romances ou textos ligeiros. A leitura de textos filosóficos e científicos, que requeira muita reflexão para seu entendimento, pode desenvolver mais ainda a inteligência. Mas tem que ser regular. Do mesmo modo que o exercício físico para a manutenção da saúde do corpo.
Uma pessoa "Burra" porem esforçada, pode ser um "intelectual"? 13/03/2016
Sim. A burrice apenas faz com que o aprendizado seja lento, mas não o impede.
o que é a burrice? 13/03/2016
Baixa inteligência, isto é, dificuldade de entendimento e compreensão. Dificuldade em solucionar problemas de qualquer ordem (da vida mesmo). Dificuldade de expressar o pensamento. Dificuldade em fazer avaliações. Dificuldade em tomar decisões. Ou tomada de decisões erradas. A burrice prejudica o aprendizado, pois a pessoa burra custa muito mais a adquirir o conhecimento, a desenvolver habilidades e, com isso, vai acumulando deficiências que acabam levando a uma barreira intransponível, especialmente em matemática, que é um conhecimento cumulativo. A burrice tem um forte componente genético, mas também é resultante da baixa interação com o mundo exterior na tenra infância. Crianças que não enfrentam desafios e que não são expostas a uma variedade de estímulos sensoriais não desenvolvem bem suas capacidades cognitivas. Todavia ela pode ser diminuída a qualquer tempo da vida se a pessoa passar a enfrentar desafios cognitivos e a ter uma variada interação sensorial com o mundo, especialmente associando os vários sentidos. Isso, contudo, requer um grande esforço de vontade, ou seja, nenhuma preguiça. O problema é que, em geral, a burrice ocorre paralelamente a um baixo nível de força de vontade e de sensibilidade sensorial.
Já reparou que todo mundo que tem hábito de leitura há bastante tempo costuma ter desempenho escolar impecável? Por que isso acontece? Maior concentração em relação aos que não possuem o hábito? 13/03/2016
Acontece que ter o hábito de leitura decorre de uma predisposição mental para se comprazer com bens intelectuais, de ter uma facilidade de compreensão verbal que são as mesmas que precisa se ter para o bom desempenho escolar, pois esse depende da facilidade de entendimento e compreensão de abstrações e da disposição para se debruçar em textos para estudar, tendo a capacidade de compreendê-los. Assim, não é o hábito de leitura que faz a pessoa ter uma boa aprendizagem e sim que ambos decorrem de uma mesma característica mental. Isso tem relação direta com o nível de inteligência nos aspectos voltados para a verbalização e a lógica. Essa inteligência pode ser desenvolvida, mas se a pessoa não a tem como dado inato, seu desenvolvimento vai requerer um esforço de vontade bem grande, que muitos não se dispõem a ter. Porque um fato inconteste é que o aprendizado, do qual decorre o bom desempenho acadêmico, se dá quase somente quando a pessoa desfruta um grande prazer em ler e estudar, bem como em se aplicar a solucionar questões e problemas desafiantes. Quem não gosta de estudar, dificilmente aprende.
segunda-feira, 17 de outubro de 2016
Professor, eu gostaria de saber se, uma pessoa com um QI alto, por ventura pode vir a ter dificuldades na escola e, algum problema psicológico (?) 28/02/2016
Sim. Os problemas psicológicos não possuem correlação com o nível de inteligência. Tanto pessoas mais quanto menos inteligentes podem apresentá-los.
terça-feira, 11 de outubro de 2016
Seguindo os métodos de Pierluigi Piazzi uma pessoa pode realmente ficar mais inteligente? 27/02/2016
Pode sim, em certa medida. Os exercícios neuróbicos e os conselhos do Pier são capazes de fazer subir o QI de uma pessoa de 10% a 20%, se ela se dedicar com afinco ao projeto de ficar mais inteligente. Note que isso é um programa de tempo integral, a ser levado durante o tempo todo em que se estiver acordado, ao longo de meses a fio. E depois tem que continuar pelo resto da vida, pois a inteligência pode diminuir também, se não for constantemente estimulada. É um programa que não admite o menor resquício de preguiça.
Quais tipos de livro que mais aumentam a inteligência? 27/02/2016
Os mais desafiantes, os que contêm tramas complicadas, que exigem grande atenção na leitura, que desafiam a mente a querer adivinhar o que vai acontecer. Os que possuem um linguajar que requer constantes consultas ao dicionário. Em suma, os livros que deem muito trabalho para serem lidos. Livros de divulgação científica são muito bons para desenvolver a inteligência, desde que não sejam elementares. Daqueles que você precisa ficar voltando atrás para reler o que já leu para entender o que está lendo.
Tenho 14 anos amo ler, jogar xadrez e estudar Matemática e Física. Futuramente eu posso ter um QI elevado ? 27/02/2016
Se você demonstra esse pendor, provavelmente você já tem um QI elevado.
Aprender latim pode tornar uma pessoa mais inteligente? 27/02/2016
O aprendizado de qualquer idioma novo é um grande estímulo para o aprimoramento da inteligência. O Latim, o Grego e o Alemão são especialmente bons para isso, em razão de sua dificuldade para os falantes de português.
quarta-feira, 5 de outubro de 2016
Professor, você acha mesmo que se não tivesse estudado tudo o que já estou, estaria com a mesma inteligência que possui? Inteligência não é nenhum fator genético, o próprio Pierluigi diz isso. E diz além: filhos de pais inteligentes são inteligentes, até os adotados. Porém, tem o Savant, Asperger... 23/02/2016
O que o PierLuigi diz é que inteligência não é "SÓ" um fator genético e que pode ser aprimorada por um treinamento. Mas é um fator genético também e, inclusive, ele é preponderante. Claro que, se a pessoa já possui esse fator, e faz bom uso de sua inteligência, especialmente dedicando-se ao estudo e ao enfrentamento de desafios cognitivos, então ela se desenvolverá muito mais. Mas, mesmo sem isso, a pessoa que tem uma inteligência de nascença, ainda a manterá pela vida. Note que inteligência não significa conhecimentos.
Assim como o professor Pier, acredito que você seja superdotado (levando em conta também as suposições que você já tratou aqui no ask sobre os seus testes de QI realizados). Nunca teve vontade de fazer o teste e ingressar na MENSA? 22/02/2016
Sim. Mas andei assuntando quem são os participantes da Mensa Brasil e me decepcionei com o caráter vaidoso deles. Acho que o fato de ser dotado de uma inteligência mais elevada deve ser usado para o bem do mundo sem jamais se gabar disso, pois, em sua maior parte, tal inteligência não resulta de nenhum esforço pessoal mas é um dom gratuito com o qual se é agraciado por acaso. Vi muitos mensanos depreciarem pessoas menos inteligentes. Para mim inteligência é algo valioso, sem dúvida, mas muito mais valioso do que a inteligência é o caráter. Mas... ainda vou pensar no assunto. Quem sabe eu não boto pra quebrar aqueles que sejam convencidos e lhes mostro como estão errados em se gabar de serem inteligentes.
Por que você acha que, possivelmente, Olavo de Carvalho é mais inteligente que você? 22/02/2016
Claro que "possivelmente" ele pode ser ou mais ou menos inteligente do que eu. Isso não significa que eu ache que ele seja nem mais nem menos inteligente do que eu. Mas possivelmente é óbvio que ele possa ser, já que se considera uma mera possibilidade.
segunda-feira, 26 de setembro de 2016
Por que, geralmente, pessoas inteligentes são antissociais? 16/02/2016
Já respondi isso, mas repito. Isso não é verdade. O que acontece é que, em geral, pessoas inteligentes são mais cultas e têm interesses por assuntos que a maioria das pessoas não se interessa, não se interessando, por outro lado, pelos temas que o comum das pessoas se interessa. Então ela se sente deslocada entre os outros e, como, em geral, são educadas, vão levando a conversa em monossílabos, sem se entusiasmarem pelo tema. Daí parecer que são antissociais. Mas basta que o tema da conversa se torne interessante para ela, que ela se entusiasma e participa calorosamente. Geralmente pessoas inteligentes têm a tendência de levar o assunto da conversa para o lado filosófico ou científico. Para uma discussão polêmica. Nunca se comprazem em "jogar papo fora". Isso não é esnobismo. É porque a cabeça delas vive fervilhando de reflexões e contestações sobre qualquer assunto que se apresente. Então, se elas começam a falar, são tidas por esnobes. Se se calam, também. Como não conseguem levar a conversa em um nível fútil, acabam se afastando do grupo e preferindo contemplar a natureza ou, até mesmo, a paisagem social que se apresenta a seus olhos, sob um prisma analítico. Não tem jeito. Todo intelectual acaba sendo um solitário, pois a fração de intelectuais na sociedade é muito baixa. Leia isto:
http://www.ruckert.pro.br/blog/?p=4528
http://www.ruckert.pro.br/blog/?p=4528
Quanto mais inteligente uma pessoa mais chata ela é? 15/02/2016
Um fato é inteiramente independente do outro. O que acontece é que, em geral, as pessoas inteligentes também são mais cultas e muitas pessoas de baixa inteligência não acompanham as conversas das pessoas inteligentes e, assim, as consideram chatas. Mas as pessoas inteligentes e cultas, entre si, consideram suas conversas muito interessantes, estimulantes e extremamente agradáveis. O conceito do que seja ou não chato é relativo. Muitos, como eu, detestam futebol e adoram ópera. Outros detestam ópera e adoram futebol. Então como dizer o que é chato: futebol ou ópera?
sexta-feira, 23 de setembro de 2016
Como vai a sua inteligência emocional? 14/02/2016
Mal. Minha inteligência emocional é totalmente discordante do padrão vigente na sociedade atual. Sou uma pessoa extremamente afetiva e amorosa. Muito mesmo. Mas parece que a sociedade considera que ser assim é um defeito. É uma demonstração de fraqueza, se não uma demonstração de "boiolismo", caso em que, absolutamente, não me enquadro. Sou constrangido em manifestar meu afeto pelas pessoas porque acham que estou fazendo assédio sexual ou, até, pedofilia. Então me retraio e aparento ser uma pessoa fria e insensível, quando sou exatamente o contrário. Não me adapto a esse mundo em inúmeros aspectos, sendo este um deles. Ou seja, queria ser franco a aberto para dizer e expressar meus sentimentos de afeição pelas pessoas que gosto. Nossa sociedade é muito fechada nesse aspecto. Quem ama de modo livre e sincero a todos por que sente amor é tido como libertino, prevaricador, devasso ou termos similares. Como não sou nada disso, então me fecho. Mas isso me angustia, me deixa triste, amargurado, deprimido. Da mesma forma com relação à franqueza. Quero poder dizer tudo o que me vem à cabeça com toda franqueza, de modo educado, certamente. Mas sou impedido de emitir opiniões francas por uma pretensa "educação", que não concordo. Para mim todo mundo teria a obrigação de ser inteiramente franco e ninguém poderia se sentir melindrado por ouvir verdades. Isso não significa que eu esteja sendo hostil. Mas eu quero poder dizer que não gosto do que não gosto sem o menor problema. Acho que eu deveria ter nascido em outro mundo.
Assinar:
Postagens (Atom)