Mesmo que o céu se despedace,
que a galáxia se esfacele,
que o universo se rasgue,
a poesia prevalece!
Se nada mais restar de nós,
se o tempo cessar o seu curso,
se nada, enfim, mais houver,
a poesia prevalece!
Pois os sonhos engendrados
nas mentes encasteladas
em surtos de insanidade…
Os ideais almejados
de um mundo tão encantado,
só na poesia florescem.
Ernesto von Rückert
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quinta-feira, 20 de dezembro de 2018
segunda-feira, 20 de agosto de 2018
MINHA HERANÇA
Às vezes quedo absorto,
olhando longe o vazio,
pensando a vida passada,
lembrando os anos vividos.
Será que foi proveitosa?
Será que deixo saudade?
Será que parto sem mágoa?
Será que fui bem amado?
À minha posteridade,
filhos da carne e da lousa
e aos por amor adotados,
quero passar minha herança.
Na vida não fiz fortuna
nem deixo bens de valor,
nada que valha dinheiro,
nada que seja poupança.
Mas deixo meu horizonte.
A vista descortinada,
do mundo belo e fraterno,
dos homens em harmonia.
Deixo a fé no trabalho,
orgulho da coisa bem feita.
Deixo a honra e a modéstia
de ter sido verdadeiro.
E a luta cotidiana,
contra toda hipocrisia,
A peleja altaneira
prá acabar a vilania.
E a ternura escondida
pela gente mais sofrida.
A raiva bem merecida,
da soberba presunçosa.
Derrotas acachapantes
frente ao vil e prepotente,
são folhas edificantes
de uma vida merecida.
Mas algo passo adiante
a toda a posteridade:
A flama da esperança
na tocha da humanidade.
Levem adiante sem medo
prá que essa luz poderosa
do bem, saber e justiça,
alto vá resplandecer.
E as trevas da ignorância,
os freios da iniquidade
e a peste da malqueirança
não mais poder hão de ter.
Ernesto von Rückert
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olhando longe o vazio,
pensando a vida passada,
lembrando os anos vividos.
Será que foi proveitosa?
Será que deixo saudade?
Será que parto sem mágoa?
Será que fui bem amado?
À minha posteridade,
filhos da carne e da lousa
e aos por amor adotados,
quero passar minha herança.
Na vida não fiz fortuna
nem deixo bens de valor,
nada que valha dinheiro,
nada que seja poupança.
Mas deixo meu horizonte.
A vista descortinada,
do mundo belo e fraterno,
dos homens em harmonia.
Deixo a fé no trabalho,
orgulho da coisa bem feita.
Deixo a honra e a modéstia
de ter sido verdadeiro.
E a luta cotidiana,
contra toda hipocrisia,
A peleja altaneira
prá acabar a vilania.
E a ternura escondida
pela gente mais sofrida.
A raiva bem merecida,
da soberba presunçosa.
Derrotas acachapantes
frente ao vil e prepotente,
são folhas edificantes
de uma vida merecida.
Mas algo passo adiante
a toda a posteridade:
A flama da esperança
na tocha da humanidade.
Levem adiante sem medo
prá que essa luz poderosa
do bem, saber e justiça,
alto vá resplandecer.
E as trevas da ignorância,
os freios da iniquidade
e a peste da malqueirança
não mais poder hão de ter.
Ernesto von Rückert
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segunda-feira, 2 de julho de 2018
Um dia eu queria...
Um dia eu queria...
que o mundo fosse outro mundo.
Um mundo sem desencontros.
Um mundo franco e honesto,
sem dores, sem desamores.
Um mundo em que toda gente
fosse feliz e contente
nem rico, nem pobre, só gente,
que vive uns pelos outros.
Gente que gosta de gente.
Gente que sempre que pode,
a toda gente que encontre,
passe calor e amizade.
Que nunca um amor verdadeiro
não possa se realizar.
Por mais empecilhos que tenha,
sempre um jeito se dê.
Nesse meu mundo sonhado,
pra mim nunca realizado,
tristeza não tem serventia,
pobreza não tem moradia.
Tudo é compartilhado.
Todos são civilizados.
Ninguém é dono de nada
e tudo é de todo mundo.
Até os amores sinceros,
puros, intensos, tão veros,
não são exclusividade,
podendo ser compartilhados.
Ninguém vai ser dependente
de outra pessoa na vida.
Pra todos, de cada um,
o pão será distribuído.
Não há ninguém pra mandar
e nem para obedecer.
Cada um que vai fazer,
aquilo que necessitar.
Governos, fronteiras, nações,
não vai nem sequer precisar.
Dinheiro e posse também,
por não se usar, nem terá.
É esse o meu ideal.
Meu sonho, minha imaginação,
que busco em tudo que faço
e quero de coração.
Ernesto von Rückert
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que o mundo fosse outro mundo.
Um mundo sem desencontros.
Um mundo franco e honesto,
sem dores, sem desamores.
Um mundo em que toda gente
fosse feliz e contente
nem rico, nem pobre, só gente,
que vive uns pelos outros.
Gente que gosta de gente.
Gente que sempre que pode,
a toda gente que encontre,
passe calor e amizade.
Que nunca um amor verdadeiro
não possa se realizar.
Por mais empecilhos que tenha,
sempre um jeito se dê.
Nesse meu mundo sonhado,
pra mim nunca realizado,
tristeza não tem serventia,
pobreza não tem moradia.
Tudo é compartilhado.
Todos são civilizados.
Ninguém é dono de nada
e tudo é de todo mundo.
Até os amores sinceros,
puros, intensos, tão veros,
não são exclusividade,
podendo ser compartilhados.
Ninguém vai ser dependente
de outra pessoa na vida.
Pra todos, de cada um,
o pão será distribuído.
Não há ninguém pra mandar
e nem para obedecer.
Cada um que vai fazer,
aquilo que necessitar.
Governos, fronteiras, nações,
não vai nem sequer precisar.
Dinheiro e posse também,
por não se usar, nem terá.
É esse o meu ideal.
Meu sonho, minha imaginação,
que busco em tudo que faço
e quero de coração.
Ernesto von Rückert
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quarta-feira, 16 de maio de 2018
AMOR E AMIZADE
http://www.ruckert.pro.br/blog/?p=4440
Não existe uma distinção precisa entre amor e amizade. Passa-se de modo contínuo de uma amizade, eu diria, asséptica para uma amizade amorosa, para um amor romântico e para um amor erótico, sem rupturas bruscas. Cada uma dessas situações engloba as anteriores. Isso pode acontecer entre pessoas do mesmo sexo ou de sexos diferentes. Como sou heterossexual, só vou considerar esse caso. Mas, tanto entre heterossexuais quanto entre homossexuais, pode haver o que eu chamei de amizade asséptica, isto é, que não envolve contato físico, tanto entre pessoas do mesmo sexo quanto de sexos opostos. Essa amizade se caracteriza por uma convergência de interesses, de concepções de mundo, por uma admiração recíproca, pela curtição da companhia, da conversa, de atividades conjuntas e coisas assim. Mas não envolve uma emoção romântica, o desejo de toque.
A amizade amorosa vai um pouco além por envolver um querer bem, um desejo da felicidade do(a) amigo(a), um cuidado com ele(a), uma dedicação maior a atender os seus desejos, mas, ainda, sem o romantismo amoroso. O amor romântico, além disso, é muito emocional e envolve uma ternura especial pela pessoa amada, um desejo de contato físico, mesmo sem sexo, ou seja, beijos, abraços e carinhos, com o contato da pele. E provoca palpitação cardíaca, sudorese, bambeira nas pernas, suspiros, saudade intensa e tristeza pela privação da companhia. Em suma, é o namoro. Nada há nessa atitude que exclua a amizade como admiração e curtição da companhia, do prazer de fazer coisas junto. Não é preciso que os namorados estejam o tempo todo namorando. Também podem estar fazendo outras coisas e, sendo namorados, com muito mais prazer ainda.
Finalmente temos o amor erótico, que envolver o contato sexual. Certamente que incluindo tudo o mais. Não é o sexo apenas pelo sexo. Isso pode haver também, mas não é o caso que eu estou considerando. Estou considerando o sexo no contexto do amor. Assim, cada um quer dar ao outro o máximo prazer sexual e se esmera para agradar o(a) amado(a) antes de si mesmo. Fazendo do sexo uma doação, por incrível que pareça, mais prazer ainda se consegue fruir dele. E, novamente, não há porque, então, quando acontece o sexo, a amizade ser excluída. Nesse estágio é que se atinge a máxima beatitude amorosa: sexo, romance e amizade. Nada há de mais ditoso na vida. Realizar-se plenamente no amor é o maior fator de felicidade que pode haver.
Mas é preciso um grande cuidado em não deixar acontecer o sentimento de posse. Uma condição essencial para o verdadeiro amor é que ele tem que ser inteiramente livre. Jamais existe amor por coação. Não se pode exigir reciprocidade no amor. Não se pode cobrar nada. Tem-se que deixar o(a) amado(a) livre para nos amar ou não. E, mesmo, para amar outros, além de nós. Ciúme é o carrasco do amor. Só existe amor livre. Qualquer coisa que condicione o amor faz com que ele deixe de ser amor.
Não existe uma distinção precisa entre amor e amizade. Passa-se de modo contínuo de uma amizade, eu diria, asséptica para uma amizade amorosa, para um amor romântico e para um amor erótico, sem rupturas bruscas. Cada uma dessas situações engloba as anteriores. Isso pode acontecer entre pessoas do mesmo sexo ou de sexos diferentes. Como sou heterossexual, só vou considerar esse caso. Mas, tanto entre heterossexuais quanto entre homossexuais, pode haver o que eu chamei de amizade asséptica, isto é, que não envolve contato físico, tanto entre pessoas do mesmo sexo quanto de sexos opostos. Essa amizade se caracteriza por uma convergência de interesses, de concepções de mundo, por uma admiração recíproca, pela curtição da companhia, da conversa, de atividades conjuntas e coisas assim. Mas não envolve uma emoção romântica, o desejo de toque.
A amizade amorosa vai um pouco além por envolver um querer bem, um desejo da felicidade do(a) amigo(a), um cuidado com ele(a), uma dedicação maior a atender os seus desejos, mas, ainda, sem o romantismo amoroso. O amor romântico, além disso, é muito emocional e envolve uma ternura especial pela pessoa amada, um desejo de contato físico, mesmo sem sexo, ou seja, beijos, abraços e carinhos, com o contato da pele. E provoca palpitação cardíaca, sudorese, bambeira nas pernas, suspiros, saudade intensa e tristeza pela privação da companhia. Em suma, é o namoro. Nada há nessa atitude que exclua a amizade como admiração e curtição da companhia, do prazer de fazer coisas junto. Não é preciso que os namorados estejam o tempo todo namorando. Também podem estar fazendo outras coisas e, sendo namorados, com muito mais prazer ainda.
Finalmente temos o amor erótico, que envolver o contato sexual. Certamente que incluindo tudo o mais. Não é o sexo apenas pelo sexo. Isso pode haver também, mas não é o caso que eu estou considerando. Estou considerando o sexo no contexto do amor. Assim, cada um quer dar ao outro o máximo prazer sexual e se esmera para agradar o(a) amado(a) antes de si mesmo. Fazendo do sexo uma doação, por incrível que pareça, mais prazer ainda se consegue fruir dele. E, novamente, não há porque, então, quando acontece o sexo, a amizade ser excluída. Nesse estágio é que se atinge a máxima beatitude amorosa: sexo, romance e amizade. Nada há de mais ditoso na vida. Realizar-se plenamente no amor é o maior fator de felicidade que pode haver.
Mas é preciso um grande cuidado em não deixar acontecer o sentimento de posse. Uma condição essencial para o verdadeiro amor é que ele tem que ser inteiramente livre. Jamais existe amor por coação. Não se pode exigir reciprocidade no amor. Não se pode cobrar nada. Tem-se que deixar o(a) amado(a) livre para nos amar ou não. E, mesmo, para amar outros, além de nós. Ciúme é o carrasco do amor. Só existe amor livre. Qualquer coisa que condicione o amor faz com que ele deixe de ser amor.
quinta-feira, 23 de novembro de 2017
SAUDADE
Saudade, quanta saudade…
Saudade da felicidade.
Da infância de minha vida.
De minha família querida.
E da infância de meus filhos,
com seus beijos tão melados.
Das tardes ensolaradas
nas férias tão encantadas.
Dos passeios saborosos
e os folguedos prazerosos.
Saudades dos meus amores.
De estar enamorado.
Saudades dos sonhos sonhados
de uma vida encantadora
num mundo embriagador
e um povo tão sedutor.
Saudades que vão passando
e a vida vai terminando
sem mais que deixar saudade
pro futuro já acabando.
Ernesto von Rückert
Saudade da felicidade.
Da infância de minha vida.
De minha família querida.
E da infância de meus filhos,
com seus beijos tão melados.
Das tardes ensolaradas
nas férias tão encantadas.
Dos passeios saborosos
e os folguedos prazerosos.
Saudades dos meus amores.
De estar enamorado.
Saudades dos sonhos sonhados
de uma vida encantadora
num mundo embriagador
e um povo tão sedutor.
Saudades que vão passando
e a vida vai terminando
sem mais que deixar saudade
pro futuro já acabando.
Ernesto von Rückert
quinta-feira, 31 de agosto de 2017
sexta-feira, 5 de maio de 2017
ESCOLHA DO AMOR
Por que dizer que o amor é triste?
Triste é não ter amor nenhum!
Pois tendo amor, mesmo só um,
gáudio maior, se ter, não existe.
Mas há quem negue, amando, amar,
se quem lhe ama, amor também
ter, dedicado, a outro alguém,
sem um nem outro abandonar.
Ou quem impede o amor que tem
de amar, também, um tanto e quanto,
um outro amor, que lhe convém.
Para o amor jamais trazer
tristeza à vida de ninguém,
nunca, a só um, tem que escolher.
Triste é não ter amor nenhum!
Pois tendo amor, mesmo só um,
gáudio maior, se ter, não existe.
Mas há quem negue, amando, amar,
se quem lhe ama, amor também
ter, dedicado, a outro alguém,
sem um nem outro abandonar.
Ou quem impede o amor que tem
de amar, também, um tanto e quanto,
um outro amor, que lhe convém.
Para o amor jamais trazer
tristeza à vida de ninguém,
nunca, a só um, tem que escolher.
sexta-feira, 7 de outubro de 2016
Essa linguagem técnica para falar sobre relacionamentos, por exemplo, é uma piada! Só não inventaram um robô para responder aqui no Ask porque já existe você, seu sistemático! Se você fosse um poeta mesmo, com certeza seria um parnasiano. 24/02/2016
Veja algumas poesias de minha autoria em:
http://www.ruckert.pro.br/blog/?cat=18
Tem de outros autores também, mas quando assim o for, é mencionado.
http://www.ruckert.pro.br/blog/?cat=18
Tem de outros autores também, mas quando assim o for, é mencionado.
sexta-feira, 26 de agosto de 2016
O que me falta 28/12/2015
Não tenho tempo pra nada.
Mas tempo não me faz falta,
pois uso o tempo que tenho.
Dinheiro tenho nenhum.
Mas isso é que não preciso.
Tudo que tenho me basta.
Saúde não vale nada.
Mas isso em nada me importa.
Boa é a vida que vivo.
Algo me falta na vida,
que em vão estou a buscar
e dou sem ter volta a mim.
Tudo que a vida permite,
há o que traz felicidade
e vale viver sem dor.
Isso é que quero achar
de alguém que queira me dar
e a quem feliz vou fazer.
quinta-feira, 18 de agosto de 2016
quinta-feira, 11 de agosto de 2016
quarta-feira, 3 de agosto de 2016
segunda-feira, 13 de junho de 2016
AMORES ACONTECEM 16/10/2015
Amores acontecem…
Não são buscados, não são desejados, não são planejados.
Surgem intensos, profundos, imensos,
doces, ternos, maviosos.
Nos envolvem, nos sugam, nos prendem
sem refresco, sem escape, sem piedade.
Não são buscados, não são desejados, não são planejados.
Surgem intensos, profundos, imensos,
doces, ternos, maviosos.
Nos envolvem, nos sugam, nos prendem
sem refresco, sem escape, sem piedade.
Não se importam com convenções nem compromissos.
Nem querem ser únicos, exclusivos, ciumentos.
Só que a vida é inimiga dos amores,
mas, sem eles, a vida não é vida.
Ela não quer que tenhamos mais de um.
Mas, de amor, não se conta a quantidade.
Nem querem ser únicos, exclusivos, ciumentos.
Só que a vida é inimiga dos amores,
mas, sem eles, a vida não é vida.
Ela não quer que tenhamos mais de um.
Mas, de amor, não se conta a quantidade.
Só que amor, para dar felicidade,
tem que ser sentido e ser vivido.
Todos, em completa realidade.
Assumidos com toda sinceridade,
vividos em plena intensidade,
proclamados com toda claridade.
tem que ser sentido e ser vivido.
Todos, em completa realidade.
Assumidos com toda sinceridade,
vividos em plena intensidade,
proclamados com toda claridade.
Que se arroste o mundo, tão medíocre!
Que se rasgue o véu gris da hipocrisia.
Que se afirme o valor de amar o amor!
O primeiro e mais sublime sentimento,
que impera sobre a vida sobranceiro
e a que devem, razão e juízo, vassalagem.
Que se rasgue o véu gris da hipocrisia.
Que se afirme o valor de amar o amor!
O primeiro e mais sublime sentimento,
que impera sobre a vida sobranceiro
e a que devem, razão e juízo, vassalagem.
Para o mundo ser feliz e abençoado
e tristeza a ninguém levar as lágrimas
de escolher, entre os amores, qual viver…
Decisão melhor não há que se tomar,
se se pode a alegria conhecer
de viver todo amor que acontecer.
e tristeza a ninguém levar as lágrimas
de escolher, entre os amores, qual viver…
Decisão melhor não há que se tomar,
se se pode a alegria conhecer
de viver todo amor que acontecer.
Ernesto von Rückert
Viçosa, Minas, outubro de 2015
Viçosa, Minas, outubro de 2015
sexta-feira, 20 de novembro de 2015
ENCONTRO TOTAL
Que melhor amiga pode ter em sua vida
homem que o que mais quer da vida é ser feliz,
do que aquela mulher que seu próprio coração
elegeu para amar o amor maior que puder dar.
Porque, em verdade, o verdadeiro amor só surge
por quem se tem admiração e amizade.
Aquela que nos faz venturosos os momentos
passados a curtir o que se tem em cumum.
De quem somos total complemento de seu ser,
que nos acha a melhor e mais perfeita companhia.
Que compartilha nossos projetos e ideais.
Vê a vida com nossa perspectiva.
Além disso tudo, nos encanta e nos fascina.
Nos enche de deslevo, ternura e tão desejo.
Nos cobre de mil carinhos, beijos e abraços.
E nos leva ao céu do amor em sensual conúbio.
Feliz, pois, é quem encontrou um tal tesouro.
Unindo, enfim, na mesma pessoa encantadora
que retribui, em luz, esse amor e encantamento,
bastando na vido o outro ao um e o um ao outro.
Ernesto von Rückert, agosto de 2015
homem que o que mais quer da vida é ser feliz,
do que aquela mulher que seu próprio coração
elegeu para amar o amor maior que puder dar.
Porque, em verdade, o verdadeiro amor só surge
por quem se tem admiração e amizade.
Aquela que nos faz venturosos os momentos
passados a curtir o que se tem em cumum.
De quem somos total complemento de seu ser,
que nos acha a melhor e mais perfeita companhia.
Que compartilha nossos projetos e ideais.
Vê a vida com nossa perspectiva.
Além disso tudo, nos encanta e nos fascina.
Nos enche de deslevo, ternura e tão desejo.
Nos cobre de mil carinhos, beijos e abraços.
E nos leva ao céu do amor em sensual conúbio.
Feliz, pois, é quem encontrou um tal tesouro.
Unindo, enfim, na mesma pessoa encantadora
que retribui, em luz, esse amor e encantamento,
bastando na vido o outro ao um e o um ao outro.
Ernesto von Rückert, agosto de 2015
quinta-feira, 17 de setembro de 2015
MINHA BODA
Não me será penosa, a vida, mas airosa,
se bem querer, porém, ao longo eu sempre ter.
Então não ter fortuna ou nada pra valer,
não me será dolosa, a sorte, tão honrosa.
Assim eu só quisera viver a quimera
de ter alguém amado e lindo a meu lado,
que o amor desejado, então me fosse dado,
tanto quanto pudera haver na primavera.
Aí eu bem seria alguém que só diria
que tudo que fizesse, por mais que quisesse,
jamais eu não faria, sem muita alegria.
Enquanto o tempo roda, tudo que me açoda,
ainda que pudesse haver maior benesse,
minha vida toda seria minha boda.
Ernesto von Rückert
se bem querer, porém, ao longo eu sempre ter.
Então não ter fortuna ou nada pra valer,
não me será dolosa, a sorte, tão honrosa.
Assim eu só quisera viver a quimera
de ter alguém amado e lindo a meu lado,
que o amor desejado, então me fosse dado,
tanto quanto pudera haver na primavera.
Aí eu bem seria alguém que só diria
que tudo que fizesse, por mais que quisesse,
jamais eu não faria, sem muita alegria.
Enquanto o tempo roda, tudo que me açoda,
ainda que pudesse haver maior benesse,
minha vida toda seria minha boda.
Ernesto von Rückert
terça-feira, 30 de junho de 2015
CONJUGAÇÃO DO AMOR
Viver, sem amor ter, não é viver,
nem ser, por merecer, sequer um ser.
É ter, sem nem querer, um só sofrer
de ver, com desprazer, se fenecer.
Pra dar, a alcançar, e aí mudar...
Contar, se desejar, de bem, um mar
e alçar, pra despejar, sobre um altar,
a eivar, sem sopesar, de tanto amar.
A ir, sem combalir, a seu porvir.
Carpir, pra espargir, sem dor sentir.
E vir, todo a bulir, ao vento ouvir,
sentir, o cor balir, pro amor parir.
A dor, que com ardor, se foi dispor.
Em cor, por bem do amor, se fez na flor.
Torpor, todo o calor, vindo do amor,
candor, do bosque em flor, tornou-se olor.
Ernesto von Rückert (2/6/15)
nem ser, por merecer, sequer um ser.
É ter, sem nem querer, um só sofrer
de ver, com desprazer, se fenecer.
Pra dar, a alcançar, e aí mudar...
Contar, se desejar, de bem, um mar
e alçar, pra despejar, sobre um altar,
a eivar, sem sopesar, de tanto amar.
A ir, sem combalir, a seu porvir.
Carpir, pra espargir, sem dor sentir.
E vir, todo a bulir, ao vento ouvir,
sentir, o cor balir, pro amor parir.
A dor, que com ardor, se foi dispor.
Em cor, por bem do amor, se fez na flor.
Torpor, todo o calor, vindo do amor,
candor, do bosque em flor, tornou-se olor.
Ernesto von Rückert (2/6/15)
segunda-feira, 8 de junho de 2015
O VALOR DO AMOR
Não quero nem mirra nem ouro.
Desdenho do incenso o olor.
Não prezo u'a coroa de louro.
Só quero da vida o amor.
Não vale a riqueza e a fama,
tampouco o saber e o poder.
É tudo jogado na lama,
se não se tem um bem-querer.
Vitórias repletas de glória
ou prêmios por bem merecer,
se evolam sem deixar memória,
não tendo a quem oferecer.
Mas tendo na vida o amor
que paz leve a seu coração:
sucesso perde o seu valor,
riqueza não tem precisão.
Ernesto von Rückert
Desdenho do incenso o olor.
Não prezo u'a coroa de louro.
Só quero da vida o amor.
Não vale a riqueza e a fama,
tampouco o saber e o poder.
É tudo jogado na lama,
se não se tem um bem-querer.
Vitórias repletas de glória
ou prêmios por bem merecer,
se evolam sem deixar memória,
não tendo a quem oferecer.
Mas tendo na vida o amor
que paz leve a seu coração:
sucesso perde o seu valor,
riqueza não tem precisão.
Ernesto von Rückert
sexta-feira, 29 de maio de 2015
TRISTEZA DO AMOR
Por que triste me deixa o amor, aflito,
se ventura maior é amar contrito,
não pedindo sequer, com pranto ou grito,
o exclusivo favor de ser restrito.
Não me dói ser amado em parceria,
nem me aflige meu bem, à revelia,
amar alguém também, que escolheria
comigo partilhar tanta alegria.
O que traz a meu peito tanta dor
é saber não poder tão grande amor
em seu peito encontrar, acolhedor,
sentimento igual por mim, com ardor.
Se assim fora, esta vida, tão penada,
só teria alegria na jornada,
por sorver a ventura apaixonada
de encontrar todo amor de minha amada.
Ernesto von Rückert
se ventura maior é amar contrito,
não pedindo sequer, com pranto ou grito,
o exclusivo favor de ser restrito.
Não me dói ser amado em parceria,
nem me aflige meu bem, à revelia,
amar alguém também, que escolheria
comigo partilhar tanta alegria.
O que traz a meu peito tanta dor
é saber não poder tão grande amor
em seu peito encontrar, acolhedor,
sentimento igual por mim, com ardor.
Se assim fora, esta vida, tão penada,
só teria alegria na jornada,
por sorver a ventura apaixonada
de encontrar todo amor de minha amada.
Ernesto von Rückert
quarta-feira, 29 de abril de 2015
Ernesto que poema é esse (empolgada de alegria). -Lindo demais. -Parabéns, adorei, poste mais vezes querido. A poesia "mexe" muito comigo...
Tem mais poemas de minha autoria em:
http://www.ruckert.pro.br/blog/?cat=18
(nem todos são meus, mas os que não são estão indicados)
http://www.ruckert.pro.br/blog/?cat=18
(nem todos são meus, mas os que não são estão indicados)
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