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sexta-feira, 26 de abril de 2019

https://www.facebook.com/UOL/posts/10154788392163239 | Defender o *PRETO* racista e estuprador ou a mulher BRANCA, arrogante e mal-educada? A esquerda buga.

Defender uma pessoa racista, estupradora ou o que quer que seja de malvadeza, bem como uma pessoa arrogante e mal educada, independentemente de sua raça, seu gênero, sua nacionalidade, sua religião, ou o que for, revela uma concepção malsã e inteiramente equivocada a respeito de como se deve ser em relação à vida em sociedade. Quem assim o fizer, seja de esquerda, direita ou centro, está manchando a reputação da ideologia que abraça e precisa ser repudiado pelo grupo em que se enquadra.

quarta-feira, 24 de abril de 2019

Professor, porque o senhor nunca fala sobre o racismo sisitemico? Em seus post, nas salas que você dá aulas , tem muitas pessoas negras? Ah, alguma mulher ou homem negro que o você goste?

Considero que todas as pessoas humanas sejam socialmente equivalentes, independentemente de raça, nível econômico, procedência territorial, religião, nível cultural ou o que mais seja. Assim, considero que a melhor forma de acabar com qualquer consideração de diferença a esses respeitos é, simplesmente, não tomar conhecimento de que possa existir e pensar, sentir e agir como não existindo, sequer falando a respeito. Ou seja, para mim toda pessoa é, simplesmente, uma pessoa, seja o que for. Eu só discrimino alguém, independentemente dessas características, se for um criminoso ou uma pessoa malvada. Essa, para mim, tem que ser rejeitada mesmo. Tenho amigos e amigas negros e negras, de várias religiões, de vários níveis sociais, de vários graus de cultura e, para mim, qualquer um é tão querido quanto qualquer outro.

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Você é mais emocional ou racional? 11/03/2016

Emocional. Mas sou muito racional. Muito mesmo. Então você imagina o quanto sou emocional. Apático é que não sou nem um pouquinho. Sou muito intenso em tudo o que vivo.

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Ser 100% racional pode ser problemático a longo prazo? 11/02/2016

Sim. Esse é o caso do Doutor Spock da Série Jornada nas Estrelas. Uma pessoa exclusivamente racional é uma aberração. O psiquismo animal, especialmente humano, é feito de emoção também. E, possivelmente, o aspecto emocional é preponderante. Isso foi o trajeto da evolução que permitiu a melhor adaptação, especialmente dos mamíferos e, dentre eles, mais especialmente ainda, os primatas, a serem mais bem sucedidos na sobrevivência selvagem. Hoje, que o homem é um primata que não vive mais na selva, mesmo assim, a sobrevivência social (que a evolução ainda não teve tempo de se dar conta, de tão recente que é) é grandemente favorecida pelo aspecto emocional. Decisões que não levem em conta a emoção, em geral, são funestas.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Professor, embasar qualquer fato ou coisa na racionalidade, significa diretamente dizer que essa coisa está certa? Não há como existirem duas coisas racionais numa discussão? Pergunto isso pois já vi muitos discursos racionais, mas, com debatedores caindo numa espécie de maniqueísmo, algo inesperado 03/02/2016

De modo nenhum. Um argumento é dito racional se ele se fundamenta em raciocínios. E raciocínios são processos mentais que levam a conclusões a partir de assertivas tidas como verdadeiras, de modo que a conjunção delas, pelo uso das relações lógicas, permite obter a conclusão racional que se chega. Todavia isso não garante a veracidade da conclusão por três motivos. O primeiro é que se pode ter feito um raciocínio logicamente incorreto, mesmo que se tenha partido de premissas verdadeiras. O segundo é que se pode ter encaminhado um raciocínio logicamente correto, mas se partiu de premissas falsas, portanto a conclusão não é verdadeira. O terceiro é que se cometeu os dois erros ao mesmo tempo. Note que a lógica não garante a veracidade das conclusões mas apenas a validade dos raciocínios. A veracidade das premissas sobre as quais o raciocínio se fundamenta pode advir de duas fontes. A primeira é que elas sejam conclusões de raciocínios anteriores, construídos de forma válida a partir de premissas verdadeiras. A segunda é que elas sejam assertivas faticamente confirmadas por observações e experimentos, com o uso de todos os cuidados para que sejam evitados enganos e não se tenha incorrido em falácias. De preferência que essa veracidade seja evidenciada por instrumentos isentos de juízos subjetivos de valor, como fotos, vídeos, gravações e medições instrumentais variadas. No caso de testemunhos pessoais, o bom é se ter a disposição vários testemunhos e que as testemunhas não tenham interesse nenhum no resultado da discussão. O melhor ainda é que essas verificações de veracidade sejam feitas por muitos diferentes sujeitos, de modo independente, sem que nenhum conheça o resultado do outro e, inclusive, pelo uso do recurso "duplo cego". Fazer ciência é uma atividade muito séria e muito criteriosa, que requer grande competência e, especialmente, grande modéstia. Nenhuma vaidade pode interferir no estudo. Nas discussões, também, os contendentes têm que estar dispostos a ceder e aceitar a derrota e jamais fazer uso de recursos erísticos. Se eles forem detectados, inclusive por algum membro da assistência, esse membro tem o dever ético de levantar o questionamento contra o contendor que os estiver usando, mesmo que ele seja favorável ao ponto de vista desse contendor.

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Há como traçar uma síntese entre racionalismo e empirismo? Por exemplo, observar um experimento empiricamente, mas interpretar aquela observação de maneira plausível usando a razão. Faz sentido? 15/10/2015

Certamente que sim. Aliás é o que se tem que fazer. Não se pode ser nem radicalmente empirista, nem radicalmente racionalista. É preciso se basear em observações e experimentações empíricas e, sobre elas, construir modelos racionais descritivos dos fenômenos que, inclusive, permitam a concepção de testes que, empiricamente, possam verificar a validade das conclusões racionais. É assim que a ciência funciona, com um permanente intercâmbio entre a teoria e a experimentação ou observação. Não há outra maneira de se proceder.

Já pensou que louco, se o coração falasse mais alto que a mente. Tu deixa teu coração falar e decidir?

Sim, em proporção maior do que minha razão. Daí eu ser louco mesmo. Mas acho que razão e emoção têm que contribuir para as tomadas de decisão. Eu, contudo, confio mais em minha intuição, que é comandada mais pela emoção do que pela razão. E olhe que eu sou uma pessoa muito racional. Muito mesmo. Penso os prós e os contra. Sei articular muito bem meu pensamento e prever todas as consequências. Mas não me importo com garantir resultados sempre favoráveis. Acho que a vida só tem sentido quando se correm riscos. Risco de ficar na miséria, risco de morrer, risco de ser abandonado, risco de ser desprezado, risco de ser motivo de chacota. Não deixo de fazer nada para não correr qualquer tipo de risco. Penso bem e faço o que acredito ser correto do ponto de vista de maximizar o bem do mundo e não alguma vantagem para mim. Por isso é que vivo levando prejuízo de todos os tipos. Mas isso é o que menos importa para mim.

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