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terça-feira, 13 de março de 2018
Eu frequentava uma igreja há um tempo e fiquei abismado com tanta baboseira que eles falaram. Alguns disseram que não se pode comer nem peixe fêmea, pois, assim, infeririam hormônios femininos
Decerto que, ao se comer algum animal do sexo feminino, também se ingere os hormônios femininos que estiverem presentes nos tecidos dos órgãos que foram ingeridos (em geral, músculos, mas não só). Todavia, qual o problema? O teor será mínimo e a sua presença no organismo humano temporária. Por outro lado, em geral se ingerem animais ora femininos, ora masculinos. Pior do que isso são os antibióticos que se ingere ao comer animais criados com tecnologia, tanto femininos quanto masculinos.
quinta-feira, 4 de maio de 2017
Novo estudo sugere que religiosos são menos inteligentes e ateus são majoritariamente psicopatas. hhttp://bigthink.com/paul-ratner/new-study-says-religious-people-are-less-smart-but-atheists-are-psychopaths-5?utm_campaign=Echobox&utm_medium=Social&utm_source=Facebook#link_time=1458855514
Pode ser que, estatisticamente, isso seja verdade. Todavia conheço muitos religiosos inteligentíssimos e muitos ateus que não são nem um pouco psicopatas. Em verdade, sinceramente, minhas observações não confirmam esse estudo, pelo menos quanto à psicopatia dos ateus. Quanto à média de inteligência há que se distinguir os ateus que o são por reflexão e convicção (esses, em média, são mais inteligentes) dos ateus que eu chamo de "ateus práticos", que não refletem sobre o assunto, nem se afirmam como ateus, mas levam a vida sem considerar que deus exista. É o caso da maioria dos criminosos inveterados. Não acho que esses sejam, em média, mais inteligentes do que o todo da população (na média). Todavia não conheço estudos. Por outro lado, esse tipo de estudo, se feito uma só vez e com uma amostra pequena e restrita a um grupo não abrangente, para mim, não tem muita validade. Tem que fazer com pessoas do mundo todo, de todas as classes sociais, de várias faixas etárias, equilibrado entre os sexos, de todas as religiões, em amostra bem grandes e que sejam proporcionais à fração da humanidade que aquele grupo representa. Nem sempre esses estudos são feitos assim.
sexta-feira, 8 de janeiro de 2016
Perceba que há grandes semelhanças entre os ensinamentos destas duas religiões. As verdades das religiões são mutualmente excludentes? Será que o mundo seria melhor sem elas? Penso que não, pois pelo caminho relativista moral ateísta, não há princípios objetivos para assegurar a prática da virtude.
Estou supondo que você esteja se referindo ao islamismo, ao cristianismo e ao judaísmo. Realmente há semelhanças entre os ensinamentos morais delas, mas também há diferenças. Todavia não acho que seja preciso religião nenhuma para levar ao mundo ensinamentos morais que sejam baseados em uma ética correta. Penso que o mundo seria melhor sem religião nenhuma mesmo. Que a conduta das pessoas fosse balizada apenas por princípios humanistas. Que as pessoas praticassem o bem e repudiassem o mal por seu valor intrínseco e não porque seriam prescrições ou proibições de nenhuma entidade trans-humana e nem porque redundariam em qualquer prêmio ou castigo. Isso é que seria a verdadeira virtude (o que eu chamo de "santidade ateísta"). A constatação de que a moral é relativa não é uma noção ateísta. É uma constatação sociológica e antropológica. De, fato, quer se considere ou não que Deus exista, há códigos morais diferentes entre si, a maioria deles, justamente, elaborados por crenças religiosas distintas. A relatividade da moral, portanto, é intrínseca às concepções teístas. Os princípios que as religiões se baseiam para nortear sua moral não são propriamente objetivos mas caem na noção de objetividade advinda de um "consenso de subjetividades", dos seguidores de alguma particular religião. Ou seja, a moral não é subjetiva, não é particular para cada um, mas é uma noção coletiva dos seguidores daquela crença. Todavia não é baseada em princípios gerais, realmente objetivos, isto é, totalmente independente dos sujeitos. Se assim o fora, todas as religiões teriam que professar o mesmo código moral, o que não é o caso. Por outro lado, o ateísmo, este sim, prescreve um código moral que seja, de fato, objetivo e, nesse caso, com a pretensão de não ser relativo. O código humanista de moral que o ateísmo prescreve é aquele que se baseia na ética filosófica, aplicável a todo ser humano, independentemente de sua filiação ou não a qualquer crença religiosa ou ideológica. É o código da ação correta fundamentada na prática do bem e na rejeição ao mal. Isso é que é uma moral impoluta. E note que o bem e o mal não são relativos. São muito bem definidos e identificados.
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015
"Religião não provoca violência, ou melhor: provoca tanta violência quanto qualquer identidade de grupo. O homem mata em nome da fé, mas também em nome de ideologias políticas, da nação, de etnias, da escolha sexual, do estilo de roupas e músicas." Concorda?
Sim, é isso mesmo. Dentre outras razões, essa é uma das que eu deploro no fato de se aderir a uma religião, ideologia, nacionalidade, etnia ou o que seja (ou mesmo time de futebol) de modo fanático, sem abertura para considerar a possibilidade de estar enganado. Sou ateu e anarquista, mas sempre considero a possibilidade de estar errado. E não hostilizo quem não pense como eu. Até admiro se for sincero, mas tolerante. Só não aceito que seja fanático.
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015
http://ask.fm/wolfedler/answer/123393564189#_=_ Sem falar nos santos, que são adorados por toda parte.Inclusive cada um tem a sua área de ação; tem o justo, do amor, da chuva, da justiça, do sei-lá-o-que. É como se fosse um politeísmo mesmo.E é incrível como as pessoas não percebem o ridículo disso,
Os santos católicos e ortodoxos são como os deuses hinduístas. Uma proliferação imensa. Mesmo no hinduísmo eles não são propriamente deuses. Só Brahmam é o deus. O resto é como os anjos, arcanjos e santos. Eles intercedem. Nesse sentido o protestantismo é mais coerente, mesmo que ainda admita a trindade. Aí é que eu prefiro o islã.
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015
então Charlie Hebdo não devia zombar das religiões?
Acho que não só ele, mas jornais humorísticos do mundo inteiro têm que satirizar tudo o que se vê de criticável não só em todas as religiões, mas em todas as ideologias políticas e em tudo o mais. Note que ele não zomba da religião ou da ideologia, mas de aspectos realmente criticáveis que elas apresentam, e todas os possuem. Isso é bom e as pessoas não devem se sentir ofendidas, a não ser que compactuem com esses aspectos negativos de suas convicções. De qualquer modo a sátira é boa para que as pessoas pensem se não estão aderindo a convicções equivocadas. Isso é válido para o islã, para a cristandade, para o ateísmo, para o socialismo, para o capitalismo, para o anarquismo, para as ditaduras, para a democracia, para tudo.
sexta-feira, 14 de novembro de 2014
Banir a religiao atraves do alunado não seria doutrinar eles não?
Não. Porque o modo de fazer isso não é doutrinário e sim pela apresentação das propostas de todas as religiões, seguida de uma discussão crítica em que todos os pontos de vista são confrontados, de modo que a pessoa possa, por seu próprio discernimento, optar pela descrença ou pela crença nesta ou naquela proposta religiosa. Isso tem que ser feito em uma disciplina de "religiões" (no plural), para mim importantíssima, que tem que ser ministrada por uma pessoa profunda conhecedora de todas elas mas não adepta de nenhuma. A proposta ateísta também tem que ser apresentada, mas sem nenhum viés preferencial. O que eu tenho certeza é de que, se todas as religiões forem estudadas em profundidade, nos seus aspectos filosóficos, científicos, históricos, teológicos, éticos, litúrgicos e tudo o mais, bem como o ateísmo, não há como a pessoa não optar, racionalmente, por este último. Sem a menor doutrinação.
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