Postagens do pensamento, textos, poemas, fotos, musicas, atividades, comentarios e o que mais for de interesse filosófico, científico, cultural, artístico ou pessoal de Ernesto von Rückert.
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sexta-feira, 26 de janeiro de 2018
Ernesto, para você, o quanto a leitura é importante para o próprio desenvolvimento?
Muito. Praticamente toda a minha visão de mundo, todo o meu conhecimento, minhas posturas, minhas convicções, meu modo de ser tiveram sua origem a partir de leituras que sempre fiz, sobre as quais sempre refleti para assimilar, cotejar, contestar e, no que fosse conforme ao que concluí, adotar como parte de mim mesmo. Claro que, além disso, houve o exemplo das pessoas com quem convivi, especialmente meus pais, professores e outras, inclusive as que, mais recentemente, interagi pela internet. Mas uma parte imensamente significativa de tudo o que sou se deve a tudo o que li e estudei. Não especialmente o que estudei por ser conteúdo escolar mas, principalmente o muito que estudei que não era conteúdo escolar nenhum, que é a maior parte de meus estudos. Mesmo no que se refere aos estudos escolares, desde a pré-escola até a pós-graduação, jamais me ative apenas à bibliografia adotada e indicada, sempre me municiando de vários textos complementares e suplementares para sustentar meu aprendizado e fazê-lo mais profundo e abrangente do que o exigido pela escola. Com isso, desde criança, fui formando minha biblioteca, que hoje já está chegando aos sete mil livros, além de mais de dez mil revistas, cinco mil discos, dois mil vídeos, centenas de partituras e de gravuras, dezenas de mapas e mais além. De fato, não li tudo isso, mas já li, pelo menos, um terço, sendo que muitos desses livros não são de leitura corrida, mas de consulta. Eu diria que um terço desse material é de matemática e física, um terço de literatura e artes (especialmente música e pintura) e um terço de outros conhecimentos gerais. Seguramente de um quinto a um quarto de todo dinheiro que já ganhei na vida eu apliquei em minha biblioteca.
quinta-feira, 31 de agosto de 2017
Professor, qual gênero literário mais te agrada? o senhor já leu algum livro de ficção científica?
Já li centenas de livros de ficção científica e este é, talvez, segundo gênero que mais aprecio. O primeiro é o drama psicológico e de conflitos de costumes, como os romances de Dostoiévski ou Machado de Assis. Também gosto de romances policiais, como os de Agatha Christie ou Conan Doyle.
sexta-feira, 7 de outubro de 2016
Gosta de Sherlock Holmes? 24/02/2016
Muito. Já li a coleção toda três vezes. A primeira nos anos 60, depois nos anos 70 e depois nos anos 80 do século passado.
Já leu algo da obra do recém falecido Umberto Eco? 24/02/2016
Sim: Em que creem os que não creem. E já assisti o filme "O Nome da Rosa".
quinta-feira, 8 de setembro de 2016
Arte renascentista e superior a qualquer outra manifestaçao de arte.naoo que nao haja boa arte fora a renascentista,mas quem nem ela imbativel.concorda? 14/01/2016
Depende. Não acho que a pintura renascentista seja melhor do que a pintura academicista do século XIX. Mesmo a arquitetura, apesar de gostar muito da renascentista, prefiro a gótica e a neo-clássica e, mesmo, o barroco europeu. Quanto à música, a renascentista é bem inferior, por exemplo, à romântica, ou mesmo a clássica tardia, como a de Beethoven e, até, a Barroca. A literatura renascentista tem grandes expoentes, como Shakespeare, Moliere e Cervantes. Mas eu não acho que eles sejam superiores a Goethe, Victor Hugo, Dostoiévski, Tolstoi, Charles Dickens e outros. Em suma, a arte renascentista foi muito importante por romper com a dominância religiosa sobre a arte e, de fato, produziu obras de grande valor e qualidade. Mas não considero que estejam acima de todas as outras.
terça-feira, 28 de junho de 2016
Ernesto, poderia me dar uma definição do que é "literatura brasileira" ? 01/11/2015
Literatura produzida no ambiente cultural brasileiro por escritores brasileiros ou estrangeiros que aqui se radicam e assimilam a cultura brasileira. Também pode ser produzida no exterior, se o for dentro do contexto literário vigente no Brasil e, certamente, em língua portuguesa. Quanto à literatura produzida por brasileiros indígenas em seus idiomas, eu não tenho conhecimento de sua existência, mas, havendo, considero melhor denominá-la de "literatura indígena brasileira" do que de "literatura brasileira".
quinta-feira, 16 de junho de 2016
O que você acha sobre as opiniões do escritor Olavo de Carvalho? 22/10/2015
Busque no Google:
inurl:wolfedler Olavo de Carvalho
inurl:wolfedler Olavo de Carvalho
segunda-feira, 13 de junho de 2016
Qual seu tipo de literatura preferida? 16/10/2015
Gosto muito da literatura clássica do período romântico tardio e do realismo inicial. Especialmente a russa, a francesa, a inglesa e a americana. Mas também gosto de ficção científica, se for de alto nível e sem guerras e matanças. E gosto de romances policiais como os de Conan Doyle e Agatha Christie. E, finalmente, adoro divulgação científica (é o que mais leio), especialmente quando escrita por quem também domina qualidades literárias invulgares. Como Carl Sagan. Leio muito, também, livros históricos e filosóficos. Adoro filósofos com veia literária, como Hume, Bertrand Russell e Nietzsche. Já de Kant, Hegel e Heidegger eu não gosto. Gosto de Montaigne e Voltaire. Dos modernos, gosto de Conte-Sponville. Mas não gosto de Sartre, de Foucault, de Lacan, de Jung. De Freud, mais ou menos. E, por incrível que pareça, adoro ler livros técnicos mesmo, de cosmologia, de física, de matemática, de biologia.
Você gosta de Tolstoi? O que acha do conto "A morte de Ivan Ilyich"? 16/10/2015
Sim. Já li dois romances dele: Ana Karenina e Guerra e Paz (traduzidos). Mas não li esse conto.
terça-feira, 7 de junho de 2016
Professor já pensou que não é reconhecido como deveria? Mesmo que não busque esse reconhecimento. Apenas um exemplo. Da Vinci é lembrado até hoje! Professor será lembrado daqui 500 anos? Eu acredito que deveria ser lembrado. O quê precisamos fazer para sermos lembrados? 12/10/2015
A internet é um meio muito efêmero para garantir a lembrança por séculos. Esta só acontece a partir de preservação de obras escritas em livros de papel mesmo. E eles têm que ser publicados por editoras de prestígio, especialmente em países de grande influência cultural, como Inglaterra, França, Estados Unidos, Alemanha, Itália, Rússia ou alguns poucos outros. Livros brasileiros só vão ser levados em conta depois que forem traduzidos e publicados nesses países. Não adianta esbravejar. Culturalmente o Brasil é um país de terceira categoria mesmo. Os de segunda categoria são Espanha, Holanda, Suécia, Áustria, Japão e mais alguns. O que eu penso é, realmente, escrever para publicar em papel e não só na internet.
quinta-feira, 2 de junho de 2016
O que acha das ideias do livro "O Príncipe" de Nicolau Maquiavel? 08/10/2015
Não concordo com quase nada.
terça-feira, 17 de novembro de 2015
Já leu Crime e Castigo? O que achou?
Sim. Há décadas. Muito bom. Uma das obras que me fez fã de Dostoievski, ao lado dos Irmãos Karamázov e de O Idiota, bem como de vários contos. Inclusive uma das razões para que eu desse a meu filho o nome de Dimitri, um de seus personagens, ao lado de uma homenagem ao compositor Dimitri Shostakovich. Sou um grande fã da cultura russa. Mas não do socialismo soviético, mesmo sendo um comunista convicto.
segunda-feira, 8 de junho de 2015
que escritores mais te agradam na literatura contemporânea?
Tolkien, Doris Lessing, Ursula Le Guin. Que me lembre de momento. Depois completo a lista.
sexta-feira, 5 de setembro de 2014
Professor, o que o senhor acha do ensino da literatura nas escolas?
Acho que não devia se limitar apenas à literatura de língua portuguesa mas se estender às literaturas mais importantes do mundo, como a francesa, a russa, a inglesa, a italiana, a norte-americana, a grega e latina clássicas e outras relevantes. Acho também que os estudantes deveriam conhecer outras artes como a pintura, a escultura, a arquitetura, a música e as demais. Sua história, suas mais notáveis expressões. Senão fica uma turma de pessoas que saem da escola sem cultura. Cultura é algo extremamente enriquecedor. E não se pode ficar restrito ao universo brasileiro e de língua portuguesa. Cultura é um fenômeno mundial. Conhecer a cultura de vários países abre a mente para a existência de outras concepções de mundo e aumenta a tolerância, favorecendo a paz e a harmonia mundiais.
domingo, 13 de julho de 2014
O que é literatura?
É a arte de promover o prazer estético por meio da palavra, em texto, falado ou escrito, em prosa ou verso. Mais especificamente, é a arte de escrever e o produto dela, seja ficcional ou não. Nietzsche foi um filósofo literário e Bertrand Russell ganho o Prêmio Nobel de Literatura por seus escritos filosóficos.
terça-feira, 16 de julho de 2013
Eu escrevo poemas, e por esses dia estava falando com meu professor de português e ele não soube me esclarecer uma questão, então pensei se o senhor poderia. Qual a diferença entre poemas e poesias?
Poema é a forma da obra literária colocada em versos, com ou sem rima ou métrica. Mas sempre de modo a configurar um ritmo declamatório. Poesia é o caráter da obra literária que lhe confere um aspecto lírico, épico, satírico ou outro que desperte emoções e sentimentos. Um poema pode não ter poesia nenhuma e um trecho em prosa pode ser completamente poético. Em suma, poema é a forma, poesia é o conteúdo.
Oq é "eu-lírico"?
Em um poema é a pessoa que está dizendo as coisas. Nem sempre o escritor coloca-se a si mesmo como quem diz o que está dizendo. As opiniões, os sentimentos, as vivências expressadas não são, necessariamente, do escritor, mas de alguém por quem o escritor passa e que fala através do texto. Isso é mais amiúde em poesia, daí o nome "eu-lírico". Mas acontece, também, em prosa. Sempre, é claro, em obra de ficção. Em ensaios, quem se expressa é o próprio autor.
segunda-feira, 15 de julho de 2013
http://pensador.uol.com.br/frase/MzIwNTQ4/ |segundo o eu-lírico, pq não é possível atingir toda vdd? Qual o seu conceito sobre vdd?
Essa é uma concepção poética do eu-lírico que Drummond está encarnando nesse poema. O que ele quer dizer, no meu entendimento, é que o que cada um considera que seja verdade depende do seu ponto de vista, que pode ser outro, para outra pessoa. E não apenas dois, mas vários. Filosoficamente, verdade é a adequação entre a realidade e o que se diz a respeito dela. A verdade não é uma propriedade lógica nem ontológica. É epistemológica. Todavia, não há como se ter certeza de que se tenha o conhecimento cabal do que uma coisa ou um fato de fato seja, em si. A razão é que todo conhecimento requer a apreensão do objeto (que pode ser um fato) a ser conhecido pelo sujeito que o vai conhecer. E essa apreensão pode apresentar erros, tanto de sensação quanto de percepção. O que cada um considera que seja a realidade, sem estar mentindo, é a sua verdade subjetiva, mas pode estar equivocada. Para se ter a melhor aproximação da verdade, há que se tomar as maiores cautelas para que sejam evitados erros dos sentidos e de interpretação. Além disso é fortemente recomendado se tomar um consenso geral de muitas verdades subjetivas para que se tenha um resultado que se possa ter como objetivo, ou seja, independente do sujeito. Todavia isso jamais poderá ser garantido. Mesmo assim é preciso se trabalhar com essa verdade provisória, pois o ceticismo pirrônico é totalmente estéril. A dúvida, considerada como ferramenta de busca da verdade, é a forma mais correta de proceder. Crenças são inevitáveis, mas nenhuma crença pode ser dogmática, isto é, todas elas têm que estar abertas a serem abandonadas, uma vez que novos indícios, evidências ou provas mostrarem a sua inadequação. Assim progride o conhecimento. Não que seja impossível se ter a verdade, mas que é muito difícil se ter uma garantia de que se a tenha.
domingo, 14 de julho de 2013
Você gosta de Sir Arthur Conan Doyle?
Muito. Já li toda a coleção de Sherlock Holmes três vezes: nas décadas de 60, 70 e 80. Também gosto muito da Agatha Christie, de quem já li quase tudo. Mas o que eu gosto mais mesmo é de ficção científica. Menos das histórias com muitas guerras e matanças.
Perguntam-me os livros que estou escrevendo.
Um deles é o segundo volume do livro de minhas respostas no Formspring. O primeiro está disponível em http://pt.scribd.com/doc/76733718/Pergunte-me . Como já respondi mais de onze mil, considerando que eu rejeito uma terça parte, ainda tem assunto para mais uns dez volumes. Esse já está escrito. Falta só selecionar, revisar, organizar, editar e publicar. No primeiro, o que me consumiu muito tempo foi a elaboração dos índices e do glossário. O segundo livro é "Física para Filósofos". Este eu já comecei e o que já escrevi está disponível em http://pt.scribd.com/doc/80588829/FISICA-PARA-FILOSOFOS . Quero pegar este primeiro. Também vou mandar o "Pergunte.me" para uma editora convencional, de papel. Logo que sair eu aviso aqui. Convido-os a vê-los e mandar críticas, inclusive sobre o glossário.
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