Todo licenciado deveria fazer bacharelado e todo bacharel fazer licenciatura. Deveria haver uma única habilitação para os cursos acadêmicos na graduação. Um licenciado sem bacharelado é incompleto e um bacharel, que será pesquisador e também lecionará, sem didática, é um desastre. Se as disciplinas pedagógicas são mal dadas, isso é um problema conjuntural a ser resolvido. Para ser historiador você tem que ir até o doutorado. Então poderá trabalhar em Universidades e Instituições. Mas tem que ser muito bom para vencer os concorrentes nos concursos. Para isto não faça uma faculdade roskoff. Curse uma das cinco estrelas do Guia do Estudante: USP, UNICAMP, UFSC, UFRGS, PUC-RS, UFRJ, UFF, UFPR, UFPE, UFMG, PUC-MG, UFG, UNB, UFC. Enquanto faz a graduação, participe de pesquisas como bolsista de iniciação científica. Entrose-se com os alunos e professores da pós-graduação, mesmo que eu recomende que a graduação, o mestrado e o doutorado devam ser feitos em instituições diferentes, para evitar a endogenia, limitadora e prejudicial. Estude bem além do que é exigido. More na biblioteca e enfurne-se em museus. Visite sites de história na internet e veja documentário no You Tube e nos canais por assinatura. Monte apostilas com artigos da Wikipédia (melhor em inglês). Namore e case-se com uma historiadora. Viva, respire e sonhe história. Faça de seu trabalho seu lazer, isto é, frua um imenso prazer em estudar e pesquisar história. Quem faz uma separação entre a vida profissional e a pessoal não consegue se realizar. Escreva muitos artigos e os publique em revistas conceituadas. Mas bons artigos. Não escreva mediocridades, trivialidades nem originalidades descabidas. Imponha-se perante os colegas e professores por sua erudição. Mas não seja chato, convencido nem pernóstico. Seja assertivo, isto é, nem humilde nem seboso.
Todavia, lecionar na Educação Básica pode ser uma boa opção. Se você for uma pessoa dinâmica, inovadora, criativa, dedicada, responsável, competente, inconformista, você conquistará seu lugar e poderá ser contratado por uma boa rede particular que, em certos casos, paga até 20 mil por mês ao professor de excelência comprovada.
Postagens do pensamento, textos, poemas, fotos, musicas, atividades, comentarios e o que mais for de interesse filosófico, científico, cultural, artístico ou pessoal de Ernesto von Rückert.
domingo, 20 de março de 2011
Penso em fazer vestibular para Bacharelado em História, mas tenho muito medo do mercado de trabalho ser restrito. Desisti da Licenciatura, pois a situação das salas de aula é cada vez mais decadente. O que o senhor acha?
Aren't you a nihilist?
No, I'm an atheist not nihilist. This means that I have an ethic posture and I think that there are things that are wrong to do.
O universo tem algum formato?
Pelas observações mais recentes o Universo deve ser infinito, portanto não tem formato, extendendo-se indefinidamente em todas as direções. Todavia, se ele for finito, seu formato deve ser ou esférico ou um elipsóide de revolução mas não um elipsóide de três eixos. Em minha tese de mestrado, mostrei que a possibilidade de uma massa não nula para o fóton conduz a esse resultado, mesmo que ela seja menor do que o limite experimental detectado de 1,8E-54kg. Pode-se supor, contudo que seja, de fato, nula e assim, um Universo finito será esférico. Mas não se trata de um volume tridimensional limitado por uma superfície esférica bidimensional e sim uma superfície esférica tridimensional, que estaria imersa em um espaço quadridimensional imaginário. Note que não estou dizendo um espaço-tempo quadridimensional mas um espaço euclideano quadridimensional imaginário, concebido apenas para se poder operar matematicamente. A superfície esférica tridimensional imersa nesse espaço é que é o próprio espaço tridimensional fisicamente existente. Desta forma, mesmo sendo finito, ele não possui limite. Se se avançar geodésicamente para frente, isto é, numa linha de mínimo comprimento entre pontos, voltar-se-ia ao ponto de partida. De fato isto não acontecerá, pois, enquanto isto o tempo passa e o Universo se expande, aumentando o raio dessa tri-esfera.
formspring.me
Tudo que existe é feito de átomos? Há apenas matéria no universo?
O Universo é constituido, substancialmente, de três tipos de entidades: matéria, radiação e campo. Matéria é o que é feito de átomos, moléculas e íons, que são feitos de elétrons, prótons e nêutrons, estes últimos de quarks. Além desses há outras partículas instáveis que podem aparecer, como os mésons e híperons. Estas partículas são chamadas férmions e gozam de indestrutibilidade de número, exceto quando aniquiladas pela partícula de anti-matéria correspondente. Radiação são os fótons da luz e de todas as demais ondas eletromagnéticas, bem como outras partículas mediadoras das interações. Elas são chamadas bósons e podem ser formadas e destruídas à vontade. Campos são as entidades que preenchem o espaço, emanadas de partículas portadoras de cargas causadoras de interações, que levam essa interações a serem sentidas por outras partículas portadoras de cargas do mesmo tipo de interações. Campos são considerados como constituídos por partículas virtuais, isto é, passíveis de se tornarem partículas reais, pois todas as partículas reais são quantizações, isto é, concentrações localizadas, de algum tipo de campo, como os fótons o são de campos elétricos e magnéticos. Sempre que um campo é perturbado por qualquer alteração em suas configurações, há o surgimento de quantizações que propagam essas alterações ao resto do espaço. Além desses componentes substanciais, o Universo é feito, também, do espaço e do tempo, unidos na entidade espaço-tempo, que é um componente puramente formal, advindo do conteúdo substancial e de sua dinâmica. Ou seja, só há espaço se houver conteúdo para preenchê-lo e só há passagem de tempo se o estado do conteúdo do Universo se modificar. Não há espaço vazio no Universo. Vácuo há, mas não é vazio. Vácuo é um espaço sem matéria, só com radiação e campo. Essas entidades possuem vários atributos, em si mesmas ou em sua relação espaço-temporal, como extensão, localização, massa, energia, carga, translação, vibração, rotação e outros deles derivados, como densidade, temperatura etc. Esses atributos, em geral, são quantificados por grandezas numéricas e geométricas, da mesma forma que as interações que eles experimentam, como força, impulso, trabalho, calor, intensidade, pressão e outras. De forma diferente do que se costuma dizer, energia não é um constituinte do Universo e sim um atributo dos constituintes. Isto é tudo do que é feito o Universo que, como se pode perceber, não é só feito de matéria.