Gosto muito, bem como da Nana Mouskouri e da Françoise Hardy. Também gosto da Enya, da Lorena McKennitt, da Emma Shapplin, da Sarah Brightman, da Celine Dion, da Sarah McLachlan e outras cantoras do tipo.
Postagens do pensamento, textos, poemas, fotos, musicas, atividades, comentarios e o que mais for de interesse filosófico, científico, cultural, artístico ou pessoal de Ernesto von Rückert.
domingo, 17 de abril de 2011
"Não existe matéria. É tudo vibração." Já passou isso pela sua cabeça? Já ouviu falar de Nassim Haramein?
Isto é uma questão de conceito. Existe matéria sim, mas em que consiste ela? A matéria é um conglomerado de férmions, que são os quarks e os léptons, que formam os prótons, nêutrons e elétrons, que formam os átomos, que formam as moléculas e todas as estruturas materiais. Esses férmions são partículas de spin semi-inteiro que possuem a conservação de número, isto é, não são criadas nem aniquiladas, exceto em sua interação com a antimatéria. Os bósons, de spin inteiro, como os fótons, são criados e aniquilados aos borbotões. Mas o que é uma partícula elementar, como um quark ou um lépton? Uma quantização de um campo de matéria. E uma quantização nada mais é do que uma concentração do campo em uma pequena região em que ele fica localizado e apresenta todas as propriedades que são características da partícula em questão: massa, carga, spin e outras. Ora, a massa é homóloga à energia, isto é, trata-se de um certo modo de apresentação da energia, vinculado de forma irremovível à partícula elementar. Se uma partícula não for elementar, mas composta de outras, a massa inclui a energia de ligação entre elas, que é a que é libertada nas reações nucleares como energia cinética das partículas emitidas, bem como da radiação (fótons) que também podem ser emitidos. Essa energia da massa de repouso é, de certa forma, associada a vibrações e rotações internas da partícula, num modelo pictórico em que o spin é visto como uma rotação intrínseca. Inclusive, na teoria das cordas, a massa e as outras propriedades das partículas advém dos modos de vibração do anel de corda que é a partícula, ainda considerando que a corda pode ser um cilindro enrolado em anel (um toro) que pode ter vibrações superficiais também. Assim as partículas que constituem a matéria são, exatamente, campos vibrantes. Mas não existe vibração e nem energia que não sejam vibração e energia de algo. Há algo que vibra e possui energia. Este algo é o campo, que é a entidade básica que constitui substancialmente o Universo, pois matéria e radiação são feitos de campos quantizados, na forma de férmions ou bósons, respectivamente.
Além de átomos,de que mais o universo é formado ?
Os átomos constituem a matéria. Além dela o Universo é constituído de radiação, que inclui a luz e as ondas de rádio e de campos de força (gravitacional, elétrico, magnético, nuclear), que não são matéria, nem feitos de átomos, mas que são físicos e reais, possuindo energia e estendendo-se pelo espaço.
Alguns homens estudam e são pobres, outros não estudam e tem riquezas, estudar seria no máximo para ganhar dinheiro, para ter poder aquisitivo para poder consumir para poder ter prazeres e prolongar a vida, estudar fora disso pra que?
Para fruir o prazer do conhecimento, a satisfação de saber, de vencer os desafios cognitivos, de sentir-se capaz. Para elevar-se acima da mediocridade geral e obter reconhecimento por isto. Para ser diferente. Há uma satisfação em dominar conhecimentos e habilidades mentais muito semelhante ao prazer de se sentir fisicamente forte e ágil. Informação, conhecimento e competência intelectual são fontes de poder na estrutura civilizada da sociedade. Mas não é o poder que mais recompensa quem tenha gosto pelo estudo: é o próprio conhecimento. A pobreza do sábio advém de sua própria sabedoria, pois quanto mais se sabe e conhece, mais se considera que não é a riqueza que dá sentido e realização à vida.
O senhor faz ou já fez uso de bebida alcoólicas? Acha que isso interfere no aprendizado e na memorização?
Costumo tomar um cálice de vinho ao almoço todo dia. Pessoas que fazem uso excessivo de bebidas alcoólicas (alcoólatras mesmo) sofrem redução de sua capacidade de memorização. Mas moderadamente não. O problema é que quem gosta de beber considera que moderadamente é muito além do que moderadamente de fato é. Moderadamente é o máximo de 250 ml de vinho ou 500 ml cerveja ou 50 ml de bebida destilada por dia.
Como o Sr. acha que a humanidade irá acabar? Se matando em guerras ou com algum desastre natural?
Não acho que as guerras acabarão com a humanidade, mesmo que possam matar muitos, mas nem todos. Pode ser que um desastre natural, como a queda de um grande meteorito, possa inviabilizar a vida humana no planeta. Todavia o que eu acho que deve acontecer é que ela venha a ser extinta pelo fato de ter surgido alguma nova espécie trans-humana, dentro de algumas dezenas de milhões de anos, que será mais apta e acabará fazendo a nossa se extinguir por redução da natalidade. É o que está acontecendo com os descendentes de europeus na Europa, cuja taxa de fertilidade é mais baixa do que a dos imigrantes. Certamente dentro de poucos séculos não haverá mais humanos descendentes dos europeus originais na Europa. Isto poderá acontecer com a própria especie, depois que surgir uma nova mais apta. Em algumas dezenas de millhões de anos isto vai acontecer.