segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Se você escolher uma das alternativas a seguir aleatoriamente, qual a chance de sua resposta estar correta? A) 25% B)50% C) 60% D) 25%

1/3. Pois existem 12 modos de se fazer a escolha, isto é, para cada uma das 4 letras, há a possibilidade de existirem 3 respostas certas. Ou seja, você escolhe A e a certa é 25%, escolhe B e a certa é 25% , C-25%, D-25%, A-50%, B-50% e assim por diante. Dessas 12 possibilidades, só 4 poderão ser verdadeiras: Se a certa for 25%, tem A ou D, se for 50% tem B e se for 60% tem C. Logo a razão do número de eventos favoráveis ao acerto para o número total de eventos é de 4 para 12, isto é, 1/3, que é a probabilidade.

Filosofia, Ciência, Arte, Cultura, Educação

domingo, 6 de novembro de 2011

Fim do princípio antrópico, Ernesto? http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=leis-fisica-variam-longo-universo&id=010830111103

Independentemente das conclusões desse experimento, sempre rejeitei o princípio antrópico como uma imensa presunção. Minha intuição sempre foi no sentido de que as leis da natureza podem variar com o tempo e o lugar. Outro fato que não acredito (mero palpite) é que seja possível obter-se uma teoria unificada de todas as interações. Para mim a natureza não é nada perfeita e nem exibe a elegância e simetria que muitos cientistas querem ver nela. Ela simplesmente é o que é, e nós temos que batalhar para descobrir como é que é. Mas não acho importante ficar insistindo em chegar a resultados de que se tem uma expectativa puramente teórica, se a realidade está mostrando que não é assim. Os investimentos poderiam ser melhor canalizados para outros estudos.

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Tudo que se inicia tem um fim, poderia ser esta a lei básica de tudo? . Se é inevitável o final da humanidade, então não existe propósito para sua existência?

Não, de forma nenhuma. Não é obrigatório que tudo que se inicia tenha que ter um fim, inclusive o próprio Universo. É claro que se pode concluir que a maior parte das coisas existentes terá um fim, mas não por necessidade e sim por contingências. Quanto ao propósito para a existência da humanidade, bem como de tudo o mais, ele não tem ligação nenhuma com o fato de deixar ou não de existir. Tanto num caso quanto no outro pode ter ou não ter propósito algum. De fato, todo o Universo, a vida e a humanidade, existem sem propósito nenhum. Estão aí porque, por acaso, surgiram, sem nenhuma finalidade além de, simplesmente, existirem.

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Cada pessoa enxerga as cores de forma diferente? Cada olho enxerga a cor diferente? O simples grau de miopia é capaz de mudar o comprimento de onda e consequentemente a cor ou to falando besteira?

As patologias oculares de natureza geométrica e refringente não alteram a frequência da luz levada à retina, o que não produz modificação na cor da luz captada pelas células sensoriais. Quanto a dizer que cor é percebida no cérebro da pessoa a partir do espectro de frequências que atinge a retina é uma questão não solucionada. Isto é, não se sabe como saber se o que eu vejo como vermelho é o mesmo que você vê. Mas os dois olhos de uma mesma pessoa têm a mesma percepção de cor, como você pode verificar olhando algo ora com um, ora com outro olho tapado. No entanto isto não impede que se possa estabelecer uma comunicação de percepções entre pessoas, independentemente do que, de fato, elas percebem, porque pode-se constatar uma consistência e uma persistência nos relatos de várias pessoas sobre o que se convenciona denominar de uma certa cor, incluindo todas as nuances de matizes, brilho e saturação.

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Leis são necessariamente universais e necessárias?? A gravidade, por exemplo, é necessária e universal?

As leis da natureza não são prescritivas, mas descritivas. Como não temos acesso à experimentação fora do âmbito de nossa vizinhança planetária, não podemos garantir que sejam universais. De fato a suposição de que assim o sejam é uma crença, suportada por considerações de plausibilidade. Quanto ao fato de serem necessárias, certamente que não o são. O comportamento da natureza é como é porque calhou de assim o ser. Não há nada que obrigue a que seja como é. Poderia ser completamente diferente. Inclusive, a concepção de múltiplos universos é justamente a de que outras possibilidades de Universo seriam admissíveis e ele ficou como é por uma mera coincidência.

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O que você pensa a respeito de Anarquismo?

Se você acompanha as respostas que dou neste formspring e o que escrevo em meus blogs (veja em www.ruckert.pro.br) poderá concluir que sou um defensor do anarquismo e faço de tudo para divulgá-lo e para que as pessoas já tomem atitudes que permitam à humanidade tornar-se anárquica dentro de poucas dezenas de gerações (em menos de mil anos). Para mim o anarquismo é a melhor forma da sociedade se estabelecer, a mais justa, a que melhor propicia a prosperidade generalizada, a harmonia, a fraternidade, permitindo às pessoas conferir significado a suas vidas e alcançar a felicidade, não só para uns, mas para todos. Para mim, inclusive, o anarquismo fica melhor ainda se acompanhado do ateísmo e da extinção das religiões. Grande parte das instituições atuais, no anarquismo, deixariam de existir espontaneamente, por absoluta falta de necessidade, como a propriedade, o dinheiro, os governos, as nações, as fronteiras, a família, as leis, as forças armadas, a polícia, a justiça formal, o sistema bancário-financeiro, e muitas outras inutilidades. Mas anarquismo não é desordem. Pelo contrário, é uma ordem muito mais perfeita, pois advém da adesão voluntária das pessoas. O caminho para o anarquismo, contudo, é muito mais uma mudança radical da postura pessoal do que do ordenamento político-econômico. Este só será obtido quando cada pessoa abdicar do egoísmo, da cobiça, da preguiça e de outros vícios e se tornar verdadeiramente altruísta e virtuosa. Isto não é uma utopia. Por meio da educação e da propaganda, sem nenhuma revolução cruenta, pode-se atingir esse estágio de super-civilização e esta é a tendência que se observa na evolução histórica. Só que, com um esforço deliberado, ao invés de esperarmos dez mil anos, poderemos esperar apenas mil.

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FELICIDADE



Na primeira vez, em minha vida atribulada
em que a Felicidade entrou em minha porta
eu era jovem, era virgem, idealista e sonhador.

Ela veio de olhos azuis, míopes, italianos.
E o mundo me sorriu, em mil venturas
que eu sorvia a cada dia, embevecido.

Mas aquele mundo era preconceituoso.
A Felicidade não era livre: tinha um senhor.
Então ela se despediu, deixando só desolação.

Porém ela me trouxe, em breve, um consolo,
de olhos de jabuticaba e jeito encantador.
Pelos quais liguei a minha vida, longamente.

Só que tínhamos nossos sonhos diferentes
e visões de mundo totalmente conflitantes.
E, de novo, Ela partiu, sem nem remorso.

Trabalhando, dia a dia, frente a frente,
de tez morena e mil cachinhos cor de mel,
mais uma vez, a Felicidade me apareceu.

Mas o amor que ela me dava era outro
e o amor que eu desejava ela já dava
a outro amor, que seu amor desmereceu.

Então, sozinho, eu vagava e velava pela teia.
E dentro dela novamente me acenava
a Felicidade, numa figura especial.

Me pareceu ter encontrado, finalmente,
alguém a quem poder doar, completamente,
eu por inteiro, sem nenhum porém em mente.

Nova vida construí, e fui feliz, inteiramente.
Os dias passam, e com eles, pouco a pouco,
expectativas diferentes vão surgindo.

E tudo aquilo que era só encantamento,
no dia a dia vai levando, lentamente,
ao desencontro dos desejos tão sonhados.

Assim você Felicidade, que eu queria
que amiga fosse todo dia, a vida toda,
a mim de novo deu adeus e foi-se embora.

Mas Tu pareces insistir em me buscar.
E novamente, pela rede me revelas,
linda dona de olhos verdes, em cabelos de cerveja.

Agora sim, não posso mais me equivocar.
Porque em tudo, ao que parece igualamos:
atividades, preferências, concepções e ideais.

Ainda mais que as palavras confirmavam
mil promessas de venturas inefáveis,
garantidas se esse amor eu abraçasse.

Só que das sombras do passado, já esquecido,
outro amor veio buscar os olhos verdes,
que por ele, eles quedaram, em nocaute.

E então, Felicidade, o que me deixas?
Uma amargura sem remédio e lenitivo
e a impressão de que jamais me acolherás.

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