Anarquia não é nada simplória. É muito mais complexa do que um sistema com governo e com leis. Porque a ordem nasce da consciência de cada um. E o esforço coletivo para promover as ações sem que ninguém mande é muito mais complicado do que o sistema de chefias e comandos. Por isso a anarquia só vai surgir ao fim de um processo educativo muito longo, de muitas dezenas de gerações. Anarquia pode dar certo sim, mas não hoje. Requer uma mudança interior das pessoas. Há quem já esteja pronto para isso, como eu e outros. Mas ainda são poucos os que estão dispostos a trabalhar de graça, para o bem dos outros. Mas, se todos agirem assim, todos serão bonificados, uns pelos outros. Há que se abdicar da cobiça e da preguiça. Do egoísmo. Ser altruísta. Tudo o que digo não é brincadeira. É uma convicção forte que tenho sobre o futuro da humanidade a longo prazo.
Postagens do pensamento, textos, poemas, fotos, musicas, atividades, comentarios e o que mais for de interesse filosófico, científico, cultural, artístico ou pessoal de Ernesto von Rückert.
domingo, 11 de dezembro de 2011
A religião muçulmana vai dominar a Europa,Ernesto! e ai vc vai ter saudades do cristianismo ( isso se vc pudesse estar vivo na época, nem eu estarei, mas posso visualisar esse processo de invasão árabe na Europa )
Pode até dominar por alguns séculos, mas vai cair. É uma tendência evolutiva que se percebe na componente secular das séries temporais, como a da variação climática, que, mesmo que hoje esteja havendo aquecimento, caminha para uma nova glaciação em poucos milênios. O que se precisa é minar a fé dos muçulmanos com educação e ciência, como começou a acontecer na Turquia e está tendo um retrocesso momentâneo. A ciência e o conhecimento, cada vez mais difundidos, é que são os melhores remédios para o mal da fé. A liberdade é uma sobremesa deliciosa. Quem a prova não quer deixá-la mais. Guerras e religiões são entraves à liberdade, à cooperação, à harmonia mundial.
As coisas são como são e não do jeito que vc quer que sejam, Anarquia é canoa furada em rio cheio de piranha, para quem embarca nela, é como uma mulher menstruada entrar em lagoa cheia de piranha...
Eu sei que não são, mas o que eu quero é mudá-las. Isso é possível, pela educação. Mas leva milhares da anos. Não tem problema. A evolução da humanidade é nesse sentido: no sentido da igualdade e fraternidade, com liberdade, ordem e progresso. Não sou positivista, nem marxista, nem capitalista. Sou um tipo de socialista de mercado comunitarista. Isso é que é a forma de se chegar ao anarquismo. Sem revolução, pois revolução tem vencedores e vencidos e os primeiros têm que impor suas condições aos segundos. Anarquismo não pode ser imposto. Tem que ser assumido voluntariamente. E tem que ser no mundo todo. A humanidade chegará lá, pois ainda tem milhões de anos pela frente. Autoritarismo só é bom para quem manda. E esses têm que viver apreensivos para manter o seu poder. Não havendo poder todo mundo pode ser feliz de forma relaxada. Todo mundo no mundo todo. Sem religião para atrapalhar.
Ernesto, há tanto a se aproveitar na vida, tantas coisas prazerosas, desde o sexo até a comer algo de que se goste, ou mesmo assistir um bom vídeo, científico mesmo. Então... Por que será que tanta gente desperdiça suas vidas com a religião? Seria doença?
Considero que sejam duas as principais motivações para as crenças religiosas e uma para a filiação a uma religião. As pessoas creem principalmente que possuem uma alma imortal que poderá ir para o céu ou para o inferno, conforme suas ações ou sua fé. O medo do inferno é a principal motivação para a fé e para a manutenção da moralidade. O segundo fator da crença é achar que milagres possam acontecer por interveniência divina, em atendimento às orações e penitências e, como isso, resolverem as vicissitudes econômicas, amorosas e de saúde da vida. A filiação às religiões se dá mais por uma questão de aceitação social perante o grupo a que se pertence. Note que uma pessoa pode ser filiada a uma religião sem crer no que ela prega, como crer sem ser filiada. São coisas independentes, mesmo que aconteça muito ao mesmo tempo. É muito difícil alguém ter um comportamento moral elevado apenas por iniciativa pessoal. O ateísmo é muito mais exigente, em termos psicológicos, do que uma crença, porque não transfere responsabilidade nenhuma para ninguém. Cada um é responsável por tudo que lhe diz respeito e, também, por vigiar a sociedade para que o mal não venha a prevalecer, em detrimento do bem comum. Realmente, o desperdício de energia, tempo e dinheiro com as religiões e as crenças é formidável. Talvez maior do que com as guerras. Se essas duas coisas se extinguissem completamente do mundo, religiões e guerras, veja o quanto se poderia ganhar em qualidade de vida, educação, prosperidade, saúde, conforto e felicidade. E se, junto com o ateísmo, se adotar o anarquismo comunitarista, então é que a economia de recursos de toda ordem será maior ainda.
Crenças e religiões não são doenças. É só falta de esclarecimento, isto é, ignorância sobre o assunto. Por isso é que me empenho em difundir e divulgar o ateísmo e o anarquismo. Mas é preciso chegar no povão também. E convencer os ricos a repartir sua riqueza, criando oportunidades para que pobres deixem de o ser. Financiando escolas particulares gratuitas, planos de saúde para pobres, subsidiados por ricos, criando bibliotecas e museus, que poderiam usar o espaço dos templos. Escolas de artes e ofícios, algo como o SENAC e o SENAI. Mas não governamental, pois acaba sendo um ralo de dinheiro público, cujo encanamento de esgoto vai para os bolsos dos políticos corruptos.
O controle de natalidade tem de ser praticado, nascimento e morte...na Europa as mulheres passaram a ter menos filhos, isso resultou em mão de obra escassa e população velha em excesso, importaram turcos que tomam conta da Europa !
Esses turcos, na Alemanha. Os argelinos, na França, e gente de todo o mundo, na Inglaterra, assimilarão a cultura européia e passarão a ter poucos filhos, deixarão de ser muçulmanos e hinduístas e se tornarão ateus, como os cristãos da Europa estão se tornando. Ficarão ricos e também não vão querer fazer trabalho braçal. Quando não tiver mais ninguém para fazê-los, os ricos os farão. Simples assim. Os velhos também podem trabalhar. Eu não pretendo parar de trabalhar enquanto for vivo. E, mais, gosto muito mais de trabalhar de graça do que ganhando. Pelo bem da humanidade e das outras pessoas.
Todos serem doutores? quero ver se alguém vai estudar pra fazer trabalho de analfabeto, acho que vc nem conhece roça COMO EU CONHEÇO Ernesto, e vc sendo de Minas Gerais deveria conhecer, e saberia o quanto é sofrida a vida no campo.
Certamente, todos os camponeses desejam ser doutores. Num mundo justo, esses desejos serão atendidos e não haveriam mais camponeses. Nem pedreiros, nem lixeiros e nenhuma ocupação braçal, hoje exercida por pobres sem instrução. Num mundo justo não existem pobres nem ignorantes. Então as pessoas morrerão de fome porque ninguém plantará nada. Por necessidade os doutores, especialmente em agronomia e zootecnia, se tornarão lavradores e peões. Mas lavradores super sofisticados tecnologicamente. Já viu como são os lavradores e criadores da gado na Suíça e na Holanda, por exemplo? Têm curso superior, carro do ano, boas roupas, ótimas casas, de luxo mesmo. E fazem todo o trabalho braçal. Porque não? É isso que eu quero que aconteça no mundo todo, inclusive no Brasil e nos países hoje miseráveis da África. Que ninguém seja pobre. Que todos, sem exceção, sejam ricos, cultos, educados. E que façam o seu trabalho braçal de camponês, de pedreiro, de lixeiro, do que for, com todo o aparato tecnológico disponível, que, no futuro, será mais avançado ainda. Isso é perfeitamente possível, sem dominação de ninguém sobre ninguém. Sem patrão e empregado. Sem propriedade e sem dinheiro. Sem governo e sem lei. Por opção responsável de cada um.
Só queria dizer que nunca vi um ser tão deplorável como este das débeis frases sucessivas. Deve ter algum tipo de distúrbio, é o melhor que posso deduzir.
Sem dúvida, concordo plenamente. Só estou respondendo algumas de suas perguntas para deixar claro que pode haver alguém assim e o que penso de tais disparates.