Já fiz e me disponho a fazer, em escolas ou associações. Os temas que tenho preparado são os seguintes:
Origem, Estrutura e Evolução do Universo
Aprimoramento da Inteligência
O Significado da Vida
A Natureza da Mente
Música e Literatura
Caminhos para o Anarquismo
O Valor do Ceticismo
Filosofia Científica
A Conquista da Felicidade
Ontologia da Realidade
O Significado da Cor
Teoria das Supercordas
Física das Partículas Elementares
Educação Integral
Ensino de Física Moderna
Interpretações da Mecânica Quântica
Formação de Galáxias
Evolução das Estrelas
O Valor do Ateísmo
A Inexistência de Deus
Música e Dança
Como Fazer Poesia
Relações Amorosas
Geometria de Lobatchevsky
Cardinais Transfinitos
O que é a Física Quântica
O Conceito de Energia
Considerações sobre o Tempo
Meu Credo Anarco-cético-ateísta
Fazendo Divulgação Científica
Outros temas podem ser preparados. Para saber quais, veja na lista de categorias do meu blog www.ruckert.pro.br/blog. Caso queira, posso enviar um roteiro da palestra para que se inteirem do conteúdo e das opiniões que apresento, uma vez que, em geral, são polêmicas e contrárias ao que se aceita normalmente, como ateísmo, ceticismo, anarquismo, poliamorismo, relativismo etc.
É preciso combinar com uma antecedência mínima de duas semanas para que eu reprograme meus compromissos. Tenho cobrado R$300,00 por palestra mais a locomoção, refeição e hospedagem, se for preciso.
Postagens do pensamento, textos, poemas, fotos, musicas, atividades, comentarios e o que mais for de interesse filosófico, científico, cultural, artístico ou pessoal de Ernesto von Rückert.
segunda-feira, 30 de abril de 2012
Você faz palestras fora de Viçosa? E quais são os temas abordados?
Há lado bom quanto a ser um pessimista?
O pessimista acha que vai dar tudo errado e o otimista que vai dar tudo certo. Ambos estão errados. O correto é o realista, que examina cada caso e pondera as possibilidades e probabilidades de dar certo ou errado. Mas o pessimista pode ensinar ao realista porque ele acha que tudo vai dar errado enquanto o otimista porque acha que tudo vai dar certo. Assim o realista terá mais condições de refletir. Sou um realista com tendências otimistas porque confio em que a porção benévola do ser humano é mais forte que a malévola, na média da sociedade.
domingo, 29 de abril de 2012
Uma nova ditadura militar pode trazer melhorias para o Brasil ou apenas prejuízos?
Mesmo que pudesse trazer, do ponto de vista da economia e da segurança, isso é algo que não pode ser admitido de forma nenhuma. Ditadura é uma praga. Não importa se seja de direita ou de esquerda. Toda ditadura é execrável. Ninguém tem o direito de se julgar dono da verdade. Mesmo que a democracia tenha problemas, é só por meio dela que eles têm que ser resolvidos. Não só sabendo votar, mas candidatando-se para acabar com a politicagem e fazer da política a atividade nobre que ela é em sua essência. Acabar com os corruptos e gerir de forma eficiente e eficaz os recursos em benefício do povo. E, principalmente, acabar com os corruptores. Por na cadeia para o resto da vida, com trabalhos forçados, os empresários almofadinhas desonestos que compram políticos, juízes, policiais e outras autoridades para obter vantagens indevidas, ilegais ou ilegítimas. E os corrompidos também. Tudo dentro da democracia. Até que que as condições para o anarquismo surjam espontaneamente.
Você dedicaria a sua vida em busca de melhorias políticas, econômicas e sociais para o Brasil?
Não para o Brasil apenas. Minha visão é global. Eu quero melhorias para o Mundo, para a humanidade toda. Quero uma situação em que não hajam estados soberanos independentes e que todo o Mundo seja um todo unificado, sem pobreza, doença e ignorância em lugar nenhum. Mas, é claro, dentro disso estão contidas as melhorias da situação do Brasil, desde que elas não sejam buscadas numa perspectiva nacionalista, o que repudio. O que considero, contudo, é que todas as melhorias políticas, econômicas e sociais, estão atreladas á melhoria do nível educacional e cultural. Isso tem que ser prioritário, porque é o motor de todas as outras. E, nesse sentido, já dedico minha vida, há, pelo menos 44 anos a promover essa melhoria, não só por meio de minha atividade precípua de magistério, em que sempre uso o espaço da aula para a conscientização ética, pessoal, social, política e econômica dos alunos, mas também com meu trabalho de divulgação disso tudo em artigos de jornais e em postagens na internet, como neste site.
O que você acha de pessoas que têm a religião como único freio moral?
Que, de fato, não têm senso ético nenhum. Deixar de fazer o que seja errado para não perder a alma é exatamente o mesmo do que não cometer crime nenhum para não ser preso. No fundo ela gostaria de cometer o crime ou de pecar, só não o faz por medo da cadeia ou do inferno. Então não possui nenhum senso de ética introjetado em sua visão de mundo. Tem ética que não faz nada errado porque não quer fazer, porque vê que é algo que não se pode fazer, não porque vai trazer consequências más para ela mesma, mas porque não está de acordo com as ações que levem à maximação do bem estar coletivo, que promovam a felicidade, que não provoquem dor, prejuízo, embaraços, tristezas, ou nada de mal aos outros. Para quem tem esse senso no coração, não importa saber se há céu ou inferno, se há Deus ou não há, se vai para a cadeia ou não. O que importa é saber que está agindo corretamente segundo sua própria consciência e essa consciência lhe diz que mal é uma coisa que não se faz.
Será possível que um dia possamos entender e explicar matematicamente todas as questões hoje puramente trabalhadas nas Humanas?
Acho que não. Certamente que há muito, ainda, nas ciências humanas, que pode ser quantificado e, sempre que o puder, deve-se fazê-lo. Mas há aspectos que só podem ser entendidos qualitativamente. Então não há porque tratá-los quantitativamente. A quantificação (não confundir com quantização) é boa, mas não é um padrão a ser buscado a qualquer custo. Mesmo na física, há assuntos em que a quantificação não se aplica. Biologia e Filosofia são outros domínios não inteiramente quantificados. Mas é bom quantificar ao máximo.
Quando era criança qual profissão pensava em exercer quando crescesse?
Estava em dúvida entre ser arquiteto ou engenheiro mecânico porque vivia fazendo plantas de casas e projetos de automóveis, aviões, navios, locomotivas, tratores, guindastes etc. Na adolescência mudei para ser físico, astrônomo ou filósofo, porque queria saber tudo sobre como a natureza funcionava. Acabei cursando matemática, pois meu pai não tinha condições de me manter em Belo Horizonte e em Barbacena não tinha Física. Depois eu fiz mestrado em Física. Mas eu sempre quis ser escritor, especialmente um ensaista filosófico. Só agora é que estou conseguindo realizar esse meu sonho. Profissionalmente não me considero um pesquisador, mas um professor que já fez alguma pesquisa. Adoro ser professor. Acho que é a minha vocação mesmo. Mas também adoro pintar quadros, tocar piano, fazer poesia, programar no computador, cantar. Mas tem uma coisa que eu sempre exerci profissionalmente e não gosto: ser um administrador. Já ocupei inúmeros cargos de chefia e não sinto prazer, gratificação nem realização em exercê-los. Sou chamado porque dou conta muito bem do recado.