segunda-feira, 25 de junho de 2012

Chegou o dia do "juízo final". Deus está julgando um por um pelas suas atitudes. Você vai para o céu ou para o inferno? Está feliz com seu julgamento?

Acho que iria para o céu, se houvesse. No tempo em que eu achava que havia eu queria morrer logo para ir para lá e ter papos eternos com Deus para ele me ensinar tudo a respeito de todas as coisas. Para poder ler todos os livros, ouvir todas as músicas, ver todos os filmes e conhecer e amar a todas as pessoas. Claro que, se houvesse isso, eu ficaria muito feliz.

O amor realmente muda as pessoas? Para melhor ou pior?

Muda, para melhor. Se o amor mudar para pior é porque não é amor, é egoísmo. Quando se acha um amor de verdade, fica-se enobrecido, altruísta, generoso, justo, honesto, desprendido, alegre, feliz, bondoso, correto, prestativo. O amor desperta todos os bons sentimentos e disposições. Afasta a preguiça. O amor é a locomotiva do trem das virtudes e seu limpa trilhos vai arrastando todos os vícios e toda a maldade. O mundo será consertado se todos passarem a amar e serem amados. Então o resto se resolverá pelas boas disposições e nenhum desejo de fazer mal nenhum. Por isso é preciso remover todas as barreiras que ainda, em nossa sociedade, impede o amor de se expressar livre e abertamente. Muitas já estão sendo retiradas, mas ainda há muitos preconceitos que impedem que amores se realizem. Como amores entre pessoas do mesmo sexo, amores entre jovens e idosos, amores inter-raciais, amores interconfessionais, amores internacionais, interculturais, amores entre pobres e ricos. Tudo isso a sociedade bloqueia, ou, pelo menos dificulta. Mas o maior entrave é a pluralidade amorosa. Isso é algo próprio da natureza humana que a sociedade bloqueia. Se fosse abertamente admitido por todo mundo muita infelicidade seria evitada, inclusive muito crime por ciúme e posse amorosa. Isso não pode existir. Todo mundo tem que reconhecer que ele e o seu amado ou amada podem amar a outros também e todo mundo se entender.

Qual(is) assunto(s) mais te interessa(m)? Tipo, de pesquisar, ler coisas sobre, tentar se informar ao máximo, etc. /retrocessos

Me interesso por quase todo tipo de conhecimento. Adoro estudar, especialmente física, matemática, astronomia, cosmologia, informática, engenharia, biologia, evolução, neurociências, psicologia, filosofia, sociologia, história, geografia, linguística, idiomas, pedagogia, literatura, música, pintura, teatro, cinema. Não gosto de administração, economia, negócios, direito, contabilidade, propaganda, moda. Gosto de trabalhos manuais como mecânica, eletrotécnica, marcenaria. Conserto tudo em minha casa. Adoro escrever poesia e ensaios, cantar, compor música, pintar quadros, ler romances, ver bons filmes, escutar música, especialmente clássica. Mas não vejo televisão em geral, e não pratico esportes de tipo nenhum. Nem assisto. Mas gosto muito de conversar. Ao vivo e pela internet. Gosto também de boa comida, vinho, cerveja, whisky, cognac. Porém o que mais gosto é de namorar e amar.

Opinião: "Homeschooling"

Totalmente válido, para mim. Não há necessidade de se frequentar escola. Mas acho completamente recomendável. Só não acho que tenha que ser obrigatório. Como no caso do voto. Eu nunca deixaria de votar. Mas acho que tem que ser facultativo. Em geral, acho que quanto menos obrigações houver, melhor. Quase tudo na base da consciência. Que se arque com as consequências. Nada de paternalismo. Mas deve haver aconselhamento e propagando para se votar, para se ir à escola, para se comportar eticamente, para se ser solidário, Da mesma forma que há propaganda para se comprar isto ou aquilo, ou fazer uso deste ou daquele serviço.

Por favor, esboce uma refutação aqui da quarta via de São Tomás.

Quarta via
Ser perfeito: verifica-se que há graus de perfeição nos seres, uns são mais perfeitos que outros, qualquer graduação pressupõe um parâmetro máximo, logo deve existir um ser que tenha este padrão máximo de perfeição e que é a causa da perfeição dos demais seres.

Não é verdade que qualquer graduação pressuponha a existência real de um parâmetro máximo. Este pode ser apenas um ideal abstrato de comparação. Não precisa existir, de fato. Isso é uma suposição inteiramente gratuita que não decorre de nenhuma necessidade lógica e nem há evidência concreta da existência de tal padrão.
Por outro lado, não existe uma causa de perfeição. Isso é outra consideração inteiramente doxista. Os níveis de perfeição dos seres advêm de motivos inteiramente fortuitos, nada indicando que sejam produto de algum atrator de perfeição que lhes desse causa.
E, finalmente, mesmo que, sem que seja necessário, houvesse, por acaso, um tal parâmetro máximo, ou uma causa atratora, o que implicaria que se identificasse tal causa com o conceito de Deus que se têm, pelo menos, nas religiões abrahãmicas? Ou seja, porque essa causa seria uma pessoa, porque seria benevolente, porque seria onipotente, porque seria onisciente, porque seria onipresente, porque seria transcendente e teria todos os demais atributos essenciais que permitiriam identificá-la com Deus? Porque não seria uma causa inconsciente, impessoal e contingente?

O que é mais importante: A sociedade, a família ou o indivíduo?

O indivíduo. A sociedade existe em função do indivíduo. Isso não significa que se deva permitir que o indivíduo faça o que quiser em detrimento da sociedade, pois ela tem que ser preservada, justamente para poder dar apoio a todos os indivíduos. Assim, muitas vezes o indivíduo tem que ser sacrificado em seus desejos para o bem da sociedade. Quanto à família é só uma estrutura que surgiu para que se pudesse cuidar dos indivíduos enquanto não conseguissem cuidar de si mesmos. Especialmente na espécie humana, isso leva bem tempo. Mas, se a sociedade se organizar de modo que esses cuidados possam ser feitos sem a existência de família, ela não é necessária. Mas é necessário que os adultos, mesmo não sendo parentes (especialmente pais) deem às crianças todo o afeto e cuidado que elas requerem. Note que reconhecer que a sociedade existe para servir aos indivíduos, não implica em considerar que indivíduos não tenham que servir à sociedade. Essa relação é de mutualismo. Justamente por ser constituída de indivíduos (no caso humano, de pessoas) a sociedade só cumpre o seu papel se as pessoas a ela servirem com desprendimento. Assim, umas às outras se doando, mesmo sem saber especialmente a quem, as pessoas conseguem obter muito maior satisfação do que o teriam vivendo cada um apenas por e para si.

Vc acha coerente a preocupação de certos países europeus em barrar a imigração? Seja por motivos econômicos (falta de postos de trabalho) ou por motivos culturais (descaracterização dos costumes nacionais). Ou tudo isso é uma pitada de xenofobia?

Não é uma pitada. É Xenofobia mesmo. Não acho que a presença de estrangeiros descaracterize a cultura local. Quanto aos postos de trabalho, em geral os estrangeiros ocupam aqueles que os locais rejeitam. Como acontece com nordestinos em São Paulo.Acho que a miscigenação de culturas é uma boa coisa para abrir os horizontes e permitir uma visão menos preconceituosa de outras culturas.

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