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segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
você é a favor da pena de morte? e da prisão perpétua? caso dependa, especifique as circunstâncias. [6]
Sou totalmente contra a pena de morte. Primeiro porque matar é errado, exceto em legítima defesa. Segundo porque a pena de morte não permite corrigir erros judiciais. Terceiro porque não cumpre o caráter corretivo que uma pena tem que ter. Quanto à prisão perpétua acho válida com uma alteração: ela poderia ser comutada para liberdade vigiada se o penado demonstrasse recuperação após um tempo mínimo, digamos, de vinte anos. Mas todas as penalidades teriam que ser cumpridas em regime de trabalho obrigatório, não apenas intelectual, e com acomodações dignas, mas não confortáveis. Celas monacais. Sem regalias de espécie alguma, seja para quem for. E com rigorosa igualdade de condições, independentemente da posição social ou da fortuna do penado. Com atividades de aprimoramento educacional e cultural, além de exercícios físicos. Além da privação da liberdade, nos casos de crime de corrupção, por exemplo, se teria que confiscar todos os bens e cassar os direitos políticos para o resto da vida. A legislação penal teria que ser bem mais rigorosa do que é. Com agravantes grandes para magistrados, políticos, funcionários públicos, religiosos, militares e todos que teriam a obrigação de serem exemplos de probidade, lisura e comportamento ético para o povo.
Crie um pós-morte. Ou seja, invente algo que supostamente acontece depois da morte (pode ser algo bem fantasioso). [8]
Depois da morte você deixa de existir. Você não tem mais consciência. Não sente nada. Não pensa nada. É como estar em um sono profundo sem sonhos do qual nunca mais se acorda. Não há dor nem alegria. Não se vê luz nenhuma. Nada... nada. Quem volta de experiências de quase morte, realmente, não morreu. Só parou de respirar e de bater o coração. Mas o cérebro ainda funcionava. Quando voltou às funções vitais o cérebro recobrou o que se passou. Daí as visões de um túnel com luz no fundo, de um lugar muito iluminado, de recordações de entes queridos. Mas tudo isso vem do cérebro. Inclusive as experiências fora do corpo. São alucinações.
Led Zeppelin é uma banda mais completa do que Beatles? Na sua opinião, qual banda é melhor?
A questão, para mim, não é ser mais completa, mas a que toca e canta as músicas mais bonitas. Esse é o critério. E, para mim, nenhuma banda de rock já superou os Beatles. É uma questão de criatividade melódica, harmônica, rítmica, tímbrica e, principalmente, poética. Além, é claro, de interpretação corretíssima. Sem falar na "mise en scene" e, até, na estampa.
Você já quis tanto algo e quando sentiu que estava perto de conseguir aquilo, bateu um medo por ser algo novo? O que acha que pode despertar esse medo?
Nunca tive um medo desse tipo. Quanto quero algo, meu único temor é não conseguir, por razões alheias à minha vontade. Não tenho medo nenhum de novidades e nem de mudanças. Pelo contrário, gosto muito. O que não signifique que despreze o velho e já estabelecido. Ou que teriam que renunciar ao que existe para assumir a novidade. Tudo acrescenta. O novo não exclui o velho. Há pessoas que têm medo do novo porque não se sentem seguras em encarar novas posturas, novas atitudes, novas vivências. Mas eu fico sempre inventando moda para fazer novas coisas, aprender o que não sabia. Adoro isso.
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
A opinião das pessoas reflecte a realidade, ou apenas o que acham que é a realidade? Justifique. [3]
Se elas estiverem sendo sinceras, vai refletir o que acham que seja a realidade. Porque provém de suas percepções, que são as interpretações que dão ao que seus sentidos lhes revelam. Não só os sentidos podem falhar como as interpretações, que são baseadas nas vivências pregressas, podem se equivocar. Assim não há como se garantir que o que se pensa ser a realidade, seja-o mesmo. Isto é, pode-se não estar mentindo e nem falando a verdade. A apreensão da realidade em si mesma é muito difícil. O que mais se aproxima é um consenso entre opiniões abalizadas e verificadas com todos os critérios para evitar falhas de interpretação.
De que forma a autenticidade se traduz na prática? Livre interpretação. [3]
Em agir de acordo com o que se pensa, sem se importar com o que digam a respeito. Autêntica é a pessoa cujo comportamento seja um espelho de suas opiniões, concepções e convicções. De sua cosmovisão. Não digo de suas certezas, pois isso nunca se tem. O que a pessoa diz e o que faz tem que ser o que pensa, mesmo que isso lhe cause problemas e prejuízos. Essa é uma pessoa autêntica de fato. A que não transige por conveniência nem para agradar a ninguém. A que não teme, sequer prisão, a tortura ou a morte. Não é fácil, sem dúvida. Mas o mundo está precisando desses heróis. Porque os poderosos estão se locupletando a três por dois em cima do medo dos honestos e de bem. Os bandidos não têm nada a perder, mas os mocinhos têm, e muito: a liberdade, a honra, a vergonha na cara. Mas um ou outro só não adianta. É preciso que os bons se unam e enfrentem, que bradem, que clamem, que desobedeçam, que contestem. que se exponham. Que, enfim, afirmem a sua autenticidade.
sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
"O tempo não é afectado pelas nossas expectativas." Concorda? Argumente. [5]
Certamente que não. O tempo advém das sucessão das alterações, da ocorrência de eventos que modificam o estado das coisas. Tais ocorrências se dão ou porque foram determinadas por outras que lhes antecederam ou porque acontecem fortuitamente. Mas a rede de injunções é tão intrincada que não se pode fazer previsão do futuro, apenas tecer conjecturas sobre as maiores probabilidades. Expectativas, então, é que não significam nada, a não ser que, por causa delas, se empenhe em ações que visem provocar o acontecimento que se deseja. Mesmo assim não há garantia. Isso quanto ao que vai ocorrer no futuro. Quanto ao transcurso do tempo em si, este não depende em nada do que pensemos ou desejemos. Não há absolutamente nada que possamos fazer a respeito. Isso é inexorável. Trata-se de um fenômeno universal que não se importa nem um pouco com a existência de consciências que o contemplem. Ele passaria do mesmo modo se não houvesse ser consciente nenhum para observar essa passagem.
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