Postagens do pensamento, textos, poemas, fotos, musicas, atividades, comentarios e o que mais for de interesse filosófico, científico, cultural, artístico ou pessoal de Ernesto von Rückert.
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domingo, 31 de março de 2013
concorda com este texto? há algum equívoco? "Um professor de economia em uma universidade americana disse que nunca havia reprovado um só aluno, até que certa vez reprovou uma classe inteira. Esta classe em particular havia insistido que o socialismo realmente funcionava: com um governo assistencialista intermediando a riqueza ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e justo. O professor então disse, “Ok, vamos fazer um experimento socialista nesta classe. Ao invés de dinheiro, usaremos suas notas nas provas.” Todas as notas seriam concedidas com base na média da classe, e portanto seriam ‘justas’. Todos receberão as mesmas notas, o que significa que em teoria ninguém será reprovado, assim como também ninguém receberá um “A”. Após calculada a média da primeira prova todos receberam “B”. Quem estudou com dedicação ficou indignado, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado. Quando a segunda prova foi aplicada, os preguiçosos estudaram ainda menos – eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma. Já aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que eles também se aproveitariam do trem da alegria das notas. Como um resultado, a segunda média das provas foi “D”. Ninguém gostou. Depois da terceira prova, a média geral foi um “F”. As notas não voltaram a patamares mais altos mas as desavenças entre os alunos, buscas por culpados e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela classe. A busca por ‘justiça’ dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações, inimizades e senso de injustiça que passaram a fazer parte daquela turma. No final das contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar o resto da sala. Portanto, todos os alunos repetiram aquela disciplina… Para sua total surpresa. O professor explicou: “o experimento socialista falhou porque quando a recompensa é grande o esforço pelo sucesso individual é grande. Mas quando o governo elimina todas as recompensas ao tirar coisas dos outros para dar aos que não batalharam por elas, então ninguém mais vai tentar ou querer fazer seu melhor. Tão simples quanto isso.” 1. Você não pode levar o mais pobre à prosperidade apenas tirando a prosperidade do mais rico; 2. Para cada um recebendo sem ter de trabalhar, há uma pessoa trabalhando sem receber; 3. O governo não consegue dar nada a ninguém sem que tenha tomado de outra pessoa; 4. Ao contrário do conhecimento, é impossível multiplicar a riqueza tentando dividi-la; 5. Quando metade da população entende a ideia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação."
De fato, é isso que acontece no socialismo. Por isso é que não sou socialista. Sou anarco-comunista. É muito diferente. E o caminho para se chegar nele não é o socialismo e nem a ditadura do proletariado, que propôs Marx. Comunismo só é comunismo se for anarquista e anarquismo só é anarquismo se for comunista. Teoricamente pode-se conceber um comunismo com governo e uma anarquia capitalista. Mas são péssimos, enquanto o anarco-comunismo é ótimo. Mas não dá para ser colocado em funcionamento por revolução nenhuma e, muito menos, num prazo curto. Requer centenas de anos de amadurecimento cultural, que tem que ser obtido por um longo e insistente processo educativo, inteiramente dentro da normalidade institucional, a ser mudada gradativamente até chegar lá. Pois se trata, principalmente, não de um sistema político-econômico, mas de uma cosmovisão pessoal de todos, que abole o egoísmo instintivo, bem como a preguiça e a cobiça e faz de cada pessoa um trabalhador diligente em prol dos demais. Medidas para se chegar lá são a pulverização do capital, de modo a que todos deixem de ser empregados e se tornem sócios dos empreendimentos. Todos serão tanto patrões quanto trabalhadores, mas ninguém assalariado e sim capitalista. Outra medida é a maximização da descentralização governamental, com o fracionamento dos estado até o nível das cidades-estado por todo o mundo. Isso obrigará a um sistema cooperativo internacional e à abolição das fronteiras. Também se terá que passar para a iniciativa das pessoas a maior parte do que os governos fazem, até que eles se tornem desnecessários. A princípio, contudo, atividades como segurança, justiça, educação e saúde teriam que ser controladas pelos governos. Mas isso não significa que todas as escolas devam ser públicas. Pelo contrário, é melhor que todas sejam particulares, mas terceirizadas pelo governo, de modo que todos estudem de graça e o governo controle as escolas. Até que não seja preciso mais governo. O mesmo com a saúde, a justiça e a segurança. Mas, repito, bem gradualmente, ao longo de séculos. Até que se possa abolir todos os estados, todas as fronteiras, todos os governos, toda a propriedade e todo o dinheiro.
Por que os religiosos afirmam com bastante convicção de que seus livros sagrados possuem a verdade absoluta? Seria ignorância, prepotência...?
Parte da ignorância e chega à prepotência. Em verdade esses livros foram escritos por líderes que pretendiam que o povo achasse que eram a palavra da divindade, a fim de que tivessem um comportamento social adequado aos propósitos desses líderes. Ou dos poderosos a quem eles estavam servindo, por conveniência. O povo, por ignorância e por medo, acatou. Com a formação de uma grande comunidade de praticantes da dita religião, a obediência às prescrições desses livros criou uma unidade grupal que sustentava (e ainda sustenta) a identidade coletiva contra estrangeiros e, mesmo, membros dissidentes internos. Por isso as "Guerras Santas" e a "Caça às Bruxas", com a condenação de hereges. Os diversos concílios religiosos tinham por meta a definição da ortodoxia, ou seja, da doutrina admissível como a correta para se dizer que se era membro da dita religião. Dissidentes que não fossem condenados eram banidos, fugiam ou fundavam outra religião, se amealhassem seguidores. Foi o que aconteceu com Buddah, Jesus, Maomé, Lutero, Kardec e vários outros. A fixação nos livros sagrados é uma forma de coesão para a comunidade religiosa. A difusão do livre-pensamento, do agnosticismo e do ateísmo é coisa de poucos séculos e não se configura em um movimento coeso, como, aliás, nem pretende ser. Todavia vem obtendo, ao longo do tempo, muitas vitórias, como a liberdade de crença e o estado laico. Mas isso ainda não acontece em todo o mundo e, mesmo, onde existe, ser ateu ainda é objeto de discriminação social.
Para o senhor qual seria o problema com o pragmatismo? Resultados não são muito importantes? Ele poderia ser utilizado sem problemas em quais áreas então?
Sim, resultados são muito importantes, mas não são mais importantes do que princípios. O problema do pragmatismo é colocar os resultados na frente dos princípios. Ou seja, dizer que os fins justificam os meios. Bem como atribuir valor a tudo em função de sua utilidade. Inutilidades também têm valor, se bem que o conceito do que seja útil não é pacífico. Eu, por exemplo, estudei cosmologia. Para que serve? Se ninguém souber como o Universo surgiu, como se estrutura e como evolui, isso faz alguma diferença para a prosperidade, a paz, a justiça e a felicidade do mundo? Penso que não. Então cosmologia é inútil. Mas supre a curiosidade humana. De modo geral, as artes são inúteis, exceto para a sobrevivência do artista. Mas se se tiver uma visão mais ampla da utilidade, elas são úteis para prover alegria e felicidade. Todavia, mesmo com essa visão ampliada da utilidade, não se pode agir visando a utilidade se essa ação ferir princípios éticos. Ou, de outra forma, os princípios éticos não podem ser estabelecidos com base nos fins das ações, se bem que devam considerá-los. Mas os meios também têm que ser éticos. O mocinho não tem o direito de usar todas as armas do bandido, mesmo para vencê-lo.
É verdade que a Verdade Ontológica é a verdade absoluta e que verdades lógicas são exemplos verdades ontológicas? E que as verdades ontológicas não se aplicam ao mundo natural?
Se você considerar que o que se entende por verdade ontológica seja a afirmação do que, de fato, algo venha a ser, na própria realidade, ela é a absoluta. Uma verdade lógica pode não ser ontológica, já que a veracidade de uma conclusão não se baseia, apenas, na validade do raciocínio, mas na veracidade das premissas. Então se pode concluir, corretamente, uma inverdade se se raciocinar corretamente sobre premissas falsas. As verdades ontológicas se aplicam ao mundo natural sim. O único problema é que, em relação ao mundo natural, não há como se ter garantia da veracidade de uma assertiva sobre ele, já que elas são empíricas, isto é, obtidas pelos sentidos e estes não são de todo confiáveis, nem sequer a interpretação mental das sensações. O que se toma como verdade objetiva é um consenso, sempre provisório, entre muitas verdades subjetivas. Note que o que se chama "mentira" é o desacordo entre o que se diz e o que se acha que seja a verdade e não a verdade mesma. Portanto alguém pode não estar mentindo e nem dizendo a verdade. Quando uma proposição se refere a puras abstrações, ela pode ser veritada de forma absoluta, pois o mundo das ideias é arbitrariamente definido. Então só se tem que verificar, logicamente, se o que se está dizendo decorre corretamente das definições dos termos que sejam usados. É o caso da consistência, por exemplo, da Geometria de Lobatchevsky, mesmo que ela não tenha aderência nenhuma com a realidade do espaço físico.
Ernesto, por enquanto, o que sabemos sobre a Origem da Vida?
Qual a sua opinião a respeito das novas regras para as domésticas?
Concordo plenamente. Acho que todo trabalhador tem que ser regido pelas mesmas regras legais. Só que, para mim, isso é o tipo de serviço que nem deveria existir. Acho que as pessoas que moram nas casas é que devem fazer o serviço doméstico, em rodízio. E acho que as casas deveria ser maiores e habitadas por mais pessoas. Não entendo para que alguém precisa de um motorista. Cada um dirija o seu carro ou ande de ônibus. Não importa que seja muito rico. Aliás, nem deveria existir ninguém muito rico. Quem conseguisse ganhar muito que aplicasse o dinheiro para gerar empreendimentos que dessem trabalho a muita gente e ficasse com menos para si.
Professor, sei que é pedir demais, mas o senhor poderia me esclarecer sobre: evolucionismo, abiogênese e a teoria do Big-bang? Abraço.
A Teoria do Big-Bang é a que busca explicar como o conteúdo do Universo, já existente, teve seu espaço expandido tão violentamente, expansão que continua até hoje, tendo passado de uma violenta aceleração inicial para um regime de desaceleração e, agora, de aceleração novamente. Mas a Teoria do Big-Bang não explica e nem procura explicar o surgimento do conteúdo primordial que começou a ter o seu espaço expandindo. Note que a expansão cósmica não é um afastamento entre as partes do Universo mas um inchamento do espaço entre elas, sem que elas saiam do lugar. Não é um movimento, nem foi uma explosão, no início.
A abiogênese é o processo de formação de matéria viva a partir da matéria inanimada. Ainda não se tem uma proposta bem assentada sobre isso, de modo que não há uma "Teoria". O assunto ainda é objeto de pesquisa e proposição de hipóteses, das quais a mais promissora é a de Oparin-Haldane.
O evolucionismo é a teoria que explica como uma espécie viva, já existente, evolui para se transformar em outra, por meio das mutações e da seleção natural. Essa é uma teoria sobejamente confirmada.
A abiogênese é o processo de formação de matéria viva a partir da matéria inanimada. Ainda não se tem uma proposta bem assentada sobre isso, de modo que não há uma "Teoria". O assunto ainda é objeto de pesquisa e proposição de hipóteses, das quais a mais promissora é a de Oparin-Haldane.
O evolucionismo é a teoria que explica como uma espécie viva, já existente, evolui para se transformar em outra, por meio das mutações e da seleção natural. Essa é uma teoria sobejamente confirmada.
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