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terça-feira, 3 de dezembro de 2013
Ernesto, tenho algumas curiosidades a respeito de algumas de suas preferências. Você gosta de design de um modo geral? Você cultiva algum tipo de planta ou similares? Acho o estilo minimalista bem "econômico" e elegantíssimo. Veja só: http://freshome.com/2013/07/08/best-minimalist-home-designs/
Minha casa é um verdadeiro jardim botânico, com árvores frutíferas, orquídeas, bromélias, inúmeras flores, horta de verduras e legumes. Tudo cultivado por minha mulher. Ainda temos um lago de peixes, dez cachorros e três gatos, todos vira-latas recolhidos da rua. Mas não aprecio o estilo minimalista. Pelo contrário, gosto de uma ambiente bem carregado de ornamentos. Gosto de rococó e art-nouveau, bem como neo-clássico, Chippendale e Luiz XV. Não gosto de bauhaus e nem de dadaísmo. Gosto de automóveis da década de 1950 e 1960. Pintura acadêmica, mas, também, impressionista. Mas não gosto do modernismo. Em termos de estilo, sou antiquado.
Você chegou a fazer menção em respostas anteriores ao budismo e a teologia islâmica. Você parece ser a favor da poligamia, mas isso por causa do islamismo? Já considerou nas religiões alguma ideia filosófica válida, que pelo seu crivo tornou-se mais refinada, isenta do dogmatismo e apta a todos?
O que eu prefiro no Islã em relação ao Cristianismo é a sua concepção teológica de um deus realmente único, sem pluripersonalidade. E nada de pecado original nem redenção. De resto, inclusive sua moral, para mim, o Islã é pior do que o Cristianismo. Isso em comparação, pois, em verdade, para mim, nenhuma religião é válida e nem eu acho que exista deus nenhum. Quanto ao budismo, o que eu aprecio é sua postura de compaixão, solidariedade, altruísmo. Mas não aceito nada de karma e sansara e, muito menos, que a extinção do desejo seja o remédio para o sofrimento.
A respeito da poligamia, minha posição não é a islâmica, é a anarquista. Esta considera tanto a poliginia quanto a poliandria e não faz limitação ao número de envolvidos. Porque não condiciona nenhuma união ao aspecto econômico. Também é uma concepção eudemonista e epicurista. Claro que é válida para toda a humanidade. Mas é preciso se libertar dos dogmas religiosos e das convenções sociais. Bem como da vinculação econômica das relações conjugais. Trata-se de uma postura maximizante da felicidade, uma vez que admite a realidade dos amores plurais e concebe a família como um grupo mais amplo de pessoas que se unem para suporte mútuo e compartilhamento de responsabilidades, da companhia, dos cuidados com a prole e da fruição do prazer de amar. Certamente que tem que ser acompanhada de uma cosmovisão totalmente desprendida de qualquer sentimento de posse e de ciúme. Uma concepção totalmente altruísta de se amar.
A respeito da poligamia, minha posição não é a islâmica, é a anarquista. Esta considera tanto a poliginia quanto a poliandria e não faz limitação ao número de envolvidos. Porque não condiciona nenhuma união ao aspecto econômico. Também é uma concepção eudemonista e epicurista. Claro que é válida para toda a humanidade. Mas é preciso se libertar dos dogmas religiosos e das convenções sociais. Bem como da vinculação econômica das relações conjugais. Trata-se de uma postura maximizante da felicidade, uma vez que admite a realidade dos amores plurais e concebe a família como um grupo mais amplo de pessoas que se unem para suporte mútuo e compartilhamento de responsabilidades, da companhia, dos cuidados com a prole e da fruição do prazer de amar. Certamente que tem que ser acompanhada de uma cosmovisão totalmente desprendida de qualquer sentimento de posse e de ciúme. Uma concepção totalmente altruísta de se amar.
Qual a concepção do Budismo? Biblioteca
Que o sofrimento decorre da existência do desejo e que a felicidade é alcançada pela supressão do desejo. Isto é o que consta das quatro nobres verdades. A superação do desejo pode ser obtida por meio do "caminho óctuplo". Além disso o budismo assimilou as concepções induístas de karma e sansara, acrescentando a noção de nirvana. Veja isto:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Budismo
http://pt.wikipedia.org/wiki/Budismo
http://ask.fm/wolfedler/answer/64650060829 Você quer dizer um múltiplo inteiro desse valor? Por que algumas grandezas não tem quantum? Rodrigo Appendino
Múltiplo inteiro é uma vez, duas vezes, mil vezes, um milhão de vezes. Mas não uma vez e meia, pi vezes, raiz de dois vezes. oito nonos de vezes. Isto é o valor do quantum multiplicado apenas por números inteiros. A quantização é um fato intrínseco da natureza que é modelado por uma descrição matemática em termos de onda estacionária, que só admite números inteiros de meios comprimentos de onda (como a corda de um violão). Isso acontece em sistemas que sejam ligados, ou presos por alguma interação. Mesmo a energia de uma partícula livre não é quantizada. Grandezas que medem atributos que não advenham de nenhuma interação não são quantizadas. É o caso do espaço e do tempo e das grandezas cinemáticas. A quantização é uma ocorrência dinâmica, isto é, decorrente de movimentos que se deem sob a ação de interações. Há propostas de modelos teóricos de descrição da realidade física que contemplam uma quantização do espaço e do tempo também, mas não são comprovados, pelo menos por enquanto
Qual sua especialidade na programação? Ou qual tipo de linguagem programas? Bruno da Silva
Só trabalho com Visual Basic em Bancos de Dados e planilhas. Mas já usei Fortran, no tempo em que não havia microcomputadores, só mainframes. E já trabalhei com html para fazer páginas da web. Hoje em dia não estou mais atualizado com java, csv, php e esses recursos. Em verdade não crio programas, mas uso a programação dentro de programas. Também faço uso de linguagens próprias de computação algébricas, na solução de problemas matemáticos com o Derive, por exemplo. Mas é só para a construção de macros para trabalhar com cálculo tensorial, por exemplo. Ou cálculo com formas diferenciais e cálculo variacional. Isso é muito usado em Relatividade Geral.
"A prioristico" - isso é uma forma caracteristicamente kantiana e cartesiana de se raciocinar. Esquece-se aqui que no campo da episteme, não se prova que a mente "constroi" os "modelos" da realidade num relacionamento sujeito-objeto. A mente em si percebe, e é percebida ao msm tmp, isso sim. †† Rodrigo Sobota ††
Jamais me preocupo se minhas concepções e forma de raciocinar se enquadram nessa ou naquela corrente de pensamento ou na filosofia de fulano ou beltrano. Leio de tudo, assimilo, remoo e digiro, refletindo e concluindo. Depois assumo as conclusões como minhas e esqueço a procedência. O importante não é o autor e sim a obra. O significado e não o nome. Kant fala de "Juizos sintéticos a priori". Não concebo que isso exista. Para mim todo juízo sintético é "a posteriori". Mas a mente não só percebe. Ela elabora sobre as percepções e conclui. O que ela não consegue é concluir a partir de algo que não tenha sido levado a ela pelos sentidos, pois isso não existe. Ela constrói os modelos explicativos sim. Isso é o que a ciência e a filosofia fazem e elas são construtos mentais.
Você teve alguma teoria relacionada a física publicada? Se sim, qual ou quais? Bruno da Silva
Formular uma teoria é algo, atualmente, para grandes equipes de poucas universidades e institutos do mundo. Como acabei enveredando pela administração acadêmica, não fiz mais pesquisa. Mas não parei de dar aulas. Meus estudos foram sobre a possibilidade da massa do fóton não ser nula e como detectar isso cosmologicamente.
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