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quarta-feira, 17 de setembro de 2014
Filosofia pra quê?
Para entender o mundo, para bem viver a vida, para promover o bem, para ter sabedoria, para ser feliz.
Nada brilha mais que a vibe da sua alma ✌️
Depende de cada um. Há quem brilhe mais e quem brilhe menos. Até quem não brilhe nada. É preciso entender bem o que se está dizendo por "vibe da alma", uma vez que alma não existe e, mesmo que existisse, não sendo algo físico, não vibraria. Portanto são metáforas. Relativas a quê? Para mim, trata-se da disposição mental para agir. Isso é a "vibe da alma". Engloba também, o entusiasmo com a vida, o deslumbramento com o mundo, o desejo de consertar tudo, a capacidade de amar e de se dar. Isso é que faz uma pessoa brilhar. Quem não tem isso, não brilha. Não adianta ser rico, bonito nem inteligente. Pode ser isso tudo e ser opaco. Ou ser brilhante, vibrante, encantador. Mesmo que não seja rico, nem bonito, nem inteligente. Mas, tendo isso, será charmoso, será educado, será cativante, conquistará a todos.
Obrigada pela resposta. É verdade. Mas acho que não especifiquei direito: deixaria de estudar coisas que não são cobradas no vestibular... E nesse caso?
O mesmo. Não deixe de estudar o que não cai no vestibular. Mas estude menos para dar mais tempo para estudar o que cai no vestibular. Nesse caso, você tem que dedicar mais tempo ao estudo.
Por que quando há entre a força e o deslocamento um ângulo de 90º o corpo não realiza trabalho? Olha, sei que cos90=0, mas essa é só a explicação matemática. Gostaria de entender fisicamente.
Porque uma força perpendicular ao deslocamento nem muda o módulo da velocidade do corpo e nem o afasta ou aproxima do corpo aplicador da força. Então não aumenta nem diminui tanto a energia cinética quanto a potencial, seja de que natureza for. Como o trabalho é uma transferência de energia, se não se transfere energia, não se realiza trabalho. No caso do calor, ele não passa de uma média macroscópica de um grande número de trabalhos microscópicos. Portanto pode-se dizer que toda energia sempre é transferida por uma realização de trabalho.
O que leva à inflação? Por qual motivo o Universo se expande?
Não se sabe. O que se está buscando, por enquanto, é a compreensão de como isso se dá. A busca da razão pela qual isso acontece já é uma segunda etapa que ainda não foi feita. Isso é o que, normalmente, acontece em ciência. Todo fenômeno é estudado, inicialmente, em seu modo de ocorrência e, só depois, em sua razão de ocorrência. Quando isso acontece, essa razão se refere a um fato anterior, que requer, por sua vez, um estudo do modo e, depois, da razão. Isso vai levando a uma sucessão de explicações até se chegar a um ponto inicial de que não se tem como saber a razão, pois não há nada anterior para explicá-lo. Então só o que se sabe é que acontece e não há razão para que aconteça. A expansão do Universo parece ser um desses fenômenos primordiais de que não se tem nada precedente para explicá-la. No comportamento fundamental das partículas elementares também se chega a esses pontos iniciais.
O senhor entende de filosofia da ciência? Se sim, poderia me tirar uma dúvida sobre o problema da demarcação? Quais são os parâmetros para definir uma disciplina científica ou não?
Ciência é um conhecimento sistematizado e verificado, isto é, há todo um conjunto de saberes inter-relacionados e devidamente conferidos por meio de testes que verificam sua veracidade. Os conhecimentos científicos são preditivos e se pode conferir se as predições são verificadas. A ciência fornece um modelo explicativo da realidade que, por definição, tem que ser único, mesmo que seja provisório, como sempre é. O fato de haver mais de uma explicação conflitante para um mesmo fenômeno mostra que elas não são científicas e sim palpites. Ou o fato das predições não serem realizadas. Isso não significa que apenas o conhecimento científico seja válido. Há conhecimentos vulgares válidos que não são científicos por não se encaixarem em um modelamento explicativo sistematizado. Mas que podem ser aceitos como conhecimentos válidos por terem predições verificadas. Esses dois aspectos precisam existir para se considerar o conhecimento como científico: sistematização e verificação.
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