domingo, 30 de novembro de 2014

de onde vieram esses elementos das explosões que deram origem ao universo??‎

Do campo indiferenciado primordial que surgiu. O surgimento do Universo foi, justamente, o surgimento desse campo, acompanhado pelo surgimento do espaço e do tempo, pois o espaço já surgiu se expandindo. Logo depois, as flutuações de densidade do campo deram azo às quantizações do campo em quarks, léptons, glúons, fótons e os bósons da interação fraca. A seguir os quarks se confinaram em prótons, nêutrons e híperons. Isso tudo se deu tanto como partículas quanto como antipartículas. Só mais tarde é que as partículas fermiônicas de matéria se desacoplaram das bosônicas das interações e sobrou um saldo de matéria em relação a antimatéria. Quanto ao surgimento desse campo primordial, ele se deu sem ter do que provir, isto é, de nada.

Professor, falando em pó de estrelas... Nascemos com uma massa X e numero de atamos X. De onde vem os outros atamos ao decorrer da vida enquanto ganhamos massa e peso?

Do alimento que consumimos.

Professor, como o senhor define CERTEZA e CONVICÇÃO?‎

Certeza é quando se sabe que algo esteja conforme a realidade, isto é, seja verdade, sem nenhuma sombra de dúvida. Convicção é quando não se tem certeza, mas se considera que, por tudo o que se sabe, aquilo é que representa a correta descrição da realidade. Mas a convicção pode estar errada e, assim, se novas informações se tornarem disponíveis, a pessoa pode mudar seu pensamento. A certeza é imutável, pois, por definição, já está garantidamente conforme a realidade. Certeza é algo extremamente difícil de se obter. Em geral, quando as pessoas dizem estar certas, elas apenas estão convencidas de que estejam certas, sem garantia inconteste disso.

Como é essa história d q somos pó das estrelas?

É que os elementos químicos, à exceção do hidrogênio e parte do hélio e do lítio, não foram formados no surgimento do Universo, mas só muito depois, no interior das estrelas (até o ferro) e em suas explosões (acima do ferro). Ao explodirem elas espalham seu conteúdo no gás intragaláctico que, ao se condensar, formará novas estrelas e planetas que contêm esses elementos, como é o caso do Sol e da Terra. Portanto os átomos de nosso corpo foram formados nos núcleos de estrelas que depois explodiram, exceto o hidrogênio, que foi formado no surgimento do Universo.

Professor. O senhor acredita em meritocracia? pq?‎

Não é uma questão de acreditar. Acontece que, comprovadamente, qualquer função em qualquer organização, quando exercida por quem tenha a competência e a dedicação necessária, será muito mais bem levada a cabo. Assim, o preenchimento das colocações de trabalho tem que ser pautado por razões de mérito dos pretendentes. Da mesma forma, a contrapartida em remuneração deve refletir o mérito de quem trabalha, como forma de estímulo a que mantenha e aumente sua dedicação e seu empenho em se capacitar cada vez mais. Isso não visa apenas o lucro mas, principalmente, a qualidade do serviço prestado à população, que é o que é mais importante. Mas é preciso que a apuração do mérito não seja meramente uma formalidade, capaz de ser burlada, mas uma aferição real.

Acerto

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Como se formaram as estrelas e galáxias de primeira geração?‎

Primeiramente surgiu o conteúdo substancial do Universo em forma de campo puro, não quantizado. Com ele surgiu o espaço para abrigá-lo. Ao surgir, o espaço já surgiu se expandindo, com o que surgiu também o tempo, que reflete a evolução do estado do Universo. Por razões aleatórias, esse campo exibiu flutuações de densidade, que deram azo a quantizações, onde ele se densificou, aparecendo os quarks e os leptons, bem como suas antipartículas. Depois os quarks se uniram em bárions. Bárions e antibárions, léptons e antiléptons se aniquilavam produzindo fótons, que, colidindo, formavam bárions, léptons, antibárions e antiléptons. Enquanto isso o Universo ia se expandindo, inclusive, logo no início, sofrendo uma aceleração violenta da expansão, chamada inflação. Dentre os bárions, surgiram também híperons e estes exibiam decaimento. Todavia, o tempo de decaimento das partículas não era igual ao das antipartículas correspondentes, de modo que, quando elas passaram, pela expansão, a ficar mais afastadas, houve tempo para decaimentos antes da aniquilação e esta, então, não se deu, pois a partícula não era mais a correspondente da antipartícula. Isso aconteceu uns 380 mil anos após o Big Bang. A partir de então, o Universo deixou de ser como o interior opaco de uma única estrela e se tornou transparente, com uma sobra de matéria que não foi aniquilada de ordem de um bilionésimo do total de partículas e antipartículas. A sobra se transformou na radiação cósmica de fundo, ainda hoje detectada, até nos televisores. Antes disso, contudo, os prótons e nêutrons que se formaram, bem como os elétrons, puderam formar os átomos de hidrogênio (inclusive deutério e trítio), hélio e lítio. Isso ficou assim durante uns 600 milhões de anos. Enquanto isso se formaram condensações e rarefações dessa matéria do Universo. As condensações, pela ação da gravidade, tendiam a agregar mais matéria da vizinhança, estabelecendo um padrão de bolsões quase vazios e regiões mais densas. Durante a condensação, devido ao movimento aleatório, o gás, geralmente, ia condensando girando. Essas condensações se transformaram em galáxias, pois também havia condensações dentro das condensações, que se transformaram em estralas e planetas. (continua)Essas eram estrelas de primeira geração, que só continham hidrogênio e hélio e muito pouco lítio. Com sua evolução essas estrelas formaram elementos mais pesados, até o ferro, em seus interiores. Depois explodiram, espalhando seu conteúdo pela galáxia. Na explosão foram formados os elementos mais pesados do que o ferro. Desse material, por condensação, surgiram as estrelas de segunda geração, como o Sol. Algumas dessas também explodiram, possibilitando a formação de outras estrelas e assim por diante. Quanto mais maciça, menos tempo vive a estrela.

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