domingo, 28 de junho de 2015

Ernesto, você me indicou o livro "Física conceitual" do Paul Hewitt. Irie comprar. Mas até onde exatamente esse livro vai? O conteúdo? Depois desse tem algum outro que eu possa comprar para seguir na física?

Ele vê toda a física do Ensino Médio de uma forma mais conceitual. É muito bom para se entender mesmo de física. Mas não é um livro preparatório para o ENEM nem para vestibulares.

você usa ou conhece alguém que use camiseta do tipo "I S2 Paris" ou "LA" ou propaganda de qualquer outra cidade? E, se você ou alguém que você conheça ama alguma cidade mesmo sem nunca ter estado lá, você poderia comentar a respeito do motivo para esse amor? E, se possível doe uma foto sobre ///////‎

Uma pessoa pode, perfeitamente, se enamorar por uma cidade que não conheça ao vivo, apenas por ter visto fotos e descrições dela. Isso é normal. Então vai gostar de usar uma camiseta que proclame esse amor. Mas tem muita gente que usa camisetas sem que, de fato, se identifique com o que está escrito nela. Algumas pessoas nem sabem o que está escrito, quando é em outras línguas. Usam só porque acharam bonita, ou porque acham que faz sucesso.

Ernesto, por que aumentou o interesse de parte da comunidade científica em tentar validar as supercordas como uma teoria de fato? Vejo vários debates calorosos ultimamente acerca desse assunto que, até pouco tempo, nem se falava tanto.‎

Porque foi investida muita reputação, dedicação, tempo, esforço e dinheiro para o desenvolvimento dessa hipótese na expectativa de que fosse confirmada como uma teoria válida, não só porque prometia unificar a gravitação com as demais interações, mas porque apresenta um grande beleza formal. Todavia o critério de validação de uma proposta de teoria para que seja tida como tal são os fatos experimentais e observacionais. Até o momento não se achou nenhuma característica da proposta teoria que pudesse ser testada como um diagnóstico diferencial, isto é, que apenas a teoria das cordas (ou hipercordas) pudesse explicar. Então ela está em suspenso. Mas o prestígio de muitos cientistas ficará bem abalado se se concluir que ela não é válida. Daí os esforços em procurar validá-la.

Desculpe, não percebi que foi cortado. É um trecho pequeno, deixei em meu blog, primeiro da página. http://www.percepolegatto.com.br/pense-nisso/‎

De fato, à medida que a evolução vai se processando, ela se dá em cima de tudo que já ocorreu, portanto cada ser vivo tem uma espécie de "memória" de sua história evolutiva, gravada em seus genes. Mas não é uma memória que possa ser evocada e trazida à consciência. É um registro do que aconteceu. Claro que, parte do comportamento de cada ser, advém do comportamento daqueles que o precederam na escala evolutiva. A evolução é uma alteração nos genes, alteração essa que se faz sobre o que existe. Mas isso não tem nada a ver com trocas de calor. As mutações que provocam as alterações genéticas, que são o que principia um processo evolutivo, acontecem por razões químicas ou nucleares, estas provocadas por radioatividade. Irreversibilidade não é uma característica só de fenômenos térmicos.

Para cursar agronomia, é preciso de muita compreensao de matemática e química. Eu me sinto atraida pelo curso, mas tenho receio por ele ser bem das exatas (algo que não é de meu interesse). Você acha que devo desistir por essa preocupação?‎

Agronomia mistura exatas e biológicas bastante. Se não te apetecem as exatas, pois agronomia é um tipo de engenharia, curse biologia ou outro, da área de humanas, como administração.

Eu sei que você não fez doutorado, mas como é a rotina de um doutorando? Quanto tempo por semana deve, em média, dedicar às suas atividades de pesquisa e docência? Sobra tempo para "curtir a vida"?‎

Um doutorando não precisa ter atividade docente nenhuma. O que ele tem é que cursar as disciplinas do doutorado e trabalhar no desenvolvimento da pesquisa de sua tese. Claro que sobra tempo para curtir a vida. Você pode dedicar, de modo satisfatório, umas 60 horas semanais ao doutorado. Sobram 108, das quais você usa umas 49 para dormir, umas 19 para manutenção da vida (comer, bahar etc) restando 40 para o lazer.

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Professor, eu queria saber qual a melhor forma de desapegar, ou seja, não gostar de uma mulher mais. Pois sinto que apesar de gostar dela, ela não é a pessoa ideal pra mim. Como faço pra parar de sentir isso? já tentei de várias formas e não consigo, e isso é agoniante por dentro.‎

Mas você não precisa deixar de gostar. É só gostar sem manter um relacionamento amoroso. Fica só com a amizade e procure gostar de outra também, com a qual ache viável ter um relacionamento amoroso. Vocês podem até fazer sexo, se quiserem, sem compromisso de relacionamento nenhum. Enquanto isso ela também pode encetar outro amor pelo qual fique viável um relacionamento. O que precisa se estabelecer é que os amores e os relacionamentos não precisam ser exclusivistas.

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