domingo, 7 de maio de 2017

Se a velocidade máxima para as interações físicas é c, isto significa que conforme uma partícula se aproxima desta velocidade, ela deixa gradativamente de interagir com o campo que a acelera. Não é este real motivo que nos faz erroneamente pensar que é a massa que aumenta infinitamente?

Enquanto a partícula não atingir a velocidade c (e ela nunca o vai) ela não deixa de interagir com o campo, pois a velocidade de propagação, tanto do campo elétrico quanto do gravitacional (que são os únicos de alcance ilimitado) é c. Portanto essa não é nenhuma razão para que a partícula custe mais a se acelerar, parecendo possuir maior massa. A razão é o fato de que a taxa de aumento de velocidade não é independente da velocidade, como supõe a mecânica newtoniana. À medida que a velocidade aumenta, cada novo aumento de velocidade se torna mais custoso pelo próprio fato de, tendo-se mais velocidade, tem-se mais energia e a inércia não é só uma função da massa, mas também da energia.

O que acha da arqueologia?

Fascinante, bem como a pré-história, a antropologia e a paleontologia. Gosto de saber como a humanidade foi se disseminando pelo planeta, após ter surgido. Como se formaram as línguas, como se desenvolveram as raças, como surgiram as diferentes culturas e civilizações. E como a vida se desenvolveu até chegar à espécie humana. Isso é um estudo extremamente cativante e delicioso de se dedicar.

Professor, pelo seu entendimento, a ciência é capaz de dar sentido ao mundo?

Não. A ciência busca explicar como o mundo é e funciona, mas não por que razão ou com que finalidade. Portanto ela não atribui sentido e significado a nada do que estuda. Em verdade não existe sentido e nem significado para o mundo existir e ser como é. Ele assim o é por coincidência de o ser. Não há uma razão para tal. Nem há propósito nenhum na existência do mundo, bem como da vida.

É preciso ter vocação/dom para ser professor?

Para ser professor não, mas para ser um bom professor, sim! Aliás para ser bom em qualquer atividade.

O fato de os cientistas atuais discordarem, não muda o fato de que, para Newton, havia sim uma correspondência. Newton nunca enunciou suas ideias de forma "precisa e racional" no sentido acadêmico de hoje. Foram terceiros! O foco de Newton nunca foi a ciência!


Eu não disse que Newton não achava que as leis que ele descobrira seriam obras de Deus. O que eu disse é que sua descoberta, em nada se deveu à consideração da existência de Deus. Ele as descobriu cientificamente, sem cogitar de nenhuma interveniência divina. Mas ele enunciou de foma precisa e racional sim, mesmo que não da forma como hoje é representada (notação vetorial, por exemplo). Ele as apresentou em texto corrido. E o seu objetivo era e foi a ciência sim, mesmo que ele visse na ciência uma comprovação da existência de Deus.

Tudo o que Newton fez na vida foi para provar a concepção teológica que ele acreditava. Newton enunciou suas descobertas sobre essa perspectiva; só que muitas bestas quadradas ignoram esse fato! "de forma precisa e racional" na visão de Newton, que incluía Deus. Entendeu? Meu Deus do céu! Desisto

O fato de Newton, como outros cientistas, considerarem verdadeira a existência de Deus não interfere, em absoluto, em suas descobertas científicas. Elas foram feitas por meio de experimentos e raciocínios que não levam em conta interveniência divina nenhuma, mesmo que o cientista considere que tudo seja parte de um plano de Deus. Tal consideração é gratuita e não advém de conclusão nenhuma que se possa tirar dos resultados das descobertas. É uma questão de fé. A ciência não mostra que Deus existe e nem que não existe. Ela não leva tal questão em consideração. Quem acha que Deus existe vê na beleza da ciência uma constatação dessa existência. Quem não acha, se maravilha com a beleza da própria natureza em seu funcionamento fundamental. Porque, as ocorrências complexas também exibem casos de extrema horripilância.

https://www.youtube.com/watch?v=GvXtvxH6lrc ... Como Richard Dawkins é ignorante, meu deus do céu! HAHAHAHAHA... Se eu fosse ele, ficaria uns 10 anos estudando Filosofia (Lógica, principalmente) antes de abrir a boca pra falar asnice!

O trecho de vídeo apresentado não permite tirar conclusão nenhuma, pois não mostra o que antecedeu e sucedeu. O que me parece é que se está se discutindo a viabilidade ou não do Universo ter surgido sem que fosse proveniente de nada. Ora, se ele nem sempre existiu, então só se pode considerar que surgiu sem ter de que provir, pois se houvesse algo de que provir, isso já seria o Universo. Tal consideração vale tanto para um surgimento fortuito como para um surgimento provocado por algum agente extrínseco ao Universo (Deus). Isso não significa que se diga que o Universo surgiu "do nada", pois "o nada" não é algo. O que se pode dizer é que o Universo surgiu "de nada", sem o artigo. Nada é só um pronome indefinido. Não é um substantivo. Não se refere a algo entitativamente existente. Esse pronome se refere, justamente à inexistência de qualquer coisa. A questão que se disputa não é essa e sim se tal surgimento tenha tido uma causa ou seja incausado. Há quem considere que toda ocorrência tenha que ter uma causa. Isso não é verdade. Há eventos que não são efeitos e eles são, até, majoritários. Os eventos macroscópicos é que são associados, normalmente, a causas. Mas os microscópicos não. Todavia pode-se ter eventos macroscópicos sem causa, como o surgimento do Universo.

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