sábado, 18 de setembro de 2010

Você não me conhece. Estudo no colégio equipe de viçosa. Dizem que você é muito inteligente, pelas suas respostas posso concordar.

Obrigado pelo elogio e pela participação. Divulgue este formspring e meu site entre seus colegas do Equipe:
www.ruckert.pro.br

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Bertrand Russell disse que não se poderia ser feliz sobre a infelicidade dos outros mas que seria preciso tolerar a felicidade dos outros. O que acha?

Bertrand Russell é meu guru. Mas não é o caso de se "tolerar" a felicidade do próximo e sim de desejá-la tão intensamente quanto a nossa. Isso é que é ser aquilo que muitas religiões chamam de "santo". O ideal de uma vida. Viver para que o mundo se torne mais justo, mais harmônico, mais fraterno, mais feliz, não para uns, mas para todos. Não em nome da glória de nenhum deus, mas em nome da própria humanidade, da própria natureza, da própria vida, do próprio Universo. Não para garantir a salvação eterna, mas para conquistar a própria paz, alegria, realização, felicidade e recompensa por se viver a vida plena e significativamente.

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Duvidar de tudo ou crer em tudo. São duas soluções igualmente cômodas, que dispensam, ambas, de refletir.

Acho que duvidar metodicamente não dispensa refletir, pelo contrário. Ao duvidar e não aceitar qualquer assertiva como verdadeira sem conferir aí é que se vai refletir sobre a validade ou não do que se está dizendo. Crer, sem duvidar é que dispensa refletir. Pode-se até crer em algo sem provas, mas apenas depois de se refletir sobre os indícios de plausibilidade daquilo que é proposto para crer. Para mim o ceticismo é a condição básica para filosofar.

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sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Lindas essas lesmas! Nem dá pra acreditar que existem! Queria eu um dia ve-las de perto!

Quem é você?

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Viva o anarquismo. Ernesto, poderia me dar alguns "discursos do metodo" para por a anarquia em pratica na sociedade atual? Sei que (entre aspas) "é uma utopia", mas eaí?

O anarquismo pode ser gradualmente implantado se as pessoas se dispuserem a dedicar parte do seu tempo a trabalhar de graça em benefício da coletividade. Se se dispuserem a compartilhar seus bens, abdicando da propriedade. Se tomarem a iniciativa de resolver os problemas da cidade por sua conta, sem apelar para o poder público. Por exemplo, catar o lixo, varrer as ruas, consertar os canos, roçar os matos. Quanto menos se envolver o governo em tudo, melhor. Fazer as coisas de forma espontânea, sem institucionalizar, sem criar sociedades, ongs e nada disso. Só reunir as pessoas e trabalhar, procurando conseguir tudo sem o uso do dinheiro, por doações e serviço voluntário, sem registro, sem contabilidade, sem pagar imposto. Isto é anarquismo, ou seja, fazer tudo de forma eficiente e eficaz sem organização formal. Ninguém é dono de nada. Todo mundo trabalha, uns pelos outros, ajudando-se mutuamente. Ninguém ganha nada com isso. Ninguém é preguiçoso, ninguém cobiça nada.

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Deus é uma entidade subjetiva, e nao objetiva

Sim, mas quem crê em sua existência considera que seja objetiva. Como subjetiva trata-se de um conceito, que só existe nas mentes. Não se questiona a existência do conceito de Deus, mas sim do ente objetiva e substancialmente considerado, fora das mentes. É isto que os ateus, como eu, consideram que não existe.

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Religiões que pregam que devemnos ser bons para que possamos alcançar o reino dos céus, são ridículas. Não podemos fazer o bem esperando algo em troca.

É isto aí. Assim penso. O bem é um valor em si mesmo e tem que ser buscado sem se condicionar a recompensa nenhuma, sequer a salvação eterna. Porque o bem, a verdade, a justiça são condições para a existência harmônica, pacífica e fraterna da coletividade das pessoas humanas. Condicionar a bondade a qualquer recompensa é uma atitude mesquinha e egoísta. Apesar do egoísmo, aparentemente, ser um fator favorável à sobrevivência individual, na verdade, considerando que todos nós somos membros de uma sociedade e só seremos beneficiados se a sociedade como um todo assim o for, vê-se que o egoísmo obra no sentido de prejudicar a coletividade e, em decorrência, a cada um de seus membros. Somente o desprendimento e o espírito de colaboração e solidariedade, ao invés da competição e da fruição de vantagens é que pode levar ao aumento do bem estar e da felicidade coletivas.

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