sábado, 18 de dezembro de 2010

já ouviu falar de elemento monoatomico orbitalmente reaamanjado? http://orgonio.com/ormus-ormes-ouro-monoatomico/

Consider que o ormus possa ser uma real situação de arranjo de metais em estrutura não metálica, semelhante a um gás nobre, só que sólido. Mas isto ainda está num estágio de proposta em fase de verificação mais rigorosa. O que não acho plausível é a interpretação esotérica que se tem feito do assunto, fato, até, prejudicial a um estudo sério da questão. Esoterismo não é nenhuma coisa válida, mas apenas crenças sem fundamento.

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Professor, vejo alguns blogueiros falando mal de "neo ateístas", existe alguma particularidade que diferencie o ateu do "neo ateu"?

Os néo-ateístas são ateus que resolveram fazer proselitismo de suas convicções. Tradicionalmente os ateus, em geral, não procuravam convencer os crentes de que estes estavam equivocados em suas crenças e nem contestavam, condenavam e atacavam publicamente as doutrinas religiosas. Os néo-ateus passaram a fazê-lo, da mesma forma que os religiosos e crentes até institucionalizam seu ofício missionário e divulgam em todos os meios de comunicação suas idéias, visando convencer a população, cada qual, da superioridade e vantagens de sua crença em relação às demais. Assim como missionários protestantes incomodam católicos, judeus incomodam muçulmanos, budistas incomodam hinduístas e vice-versa, ateus incomodam e são rejeitados por todos eles. No entanto, se se considera legítimo que religiosos de qualquer religião possam propagá-la, também é legitimo que se propague a posição de não se ter religião nenhuma e nem crer em deus nenhum. O que não se pode é faltar ao respeito e usar de ofensas nesse trabalho, tanto por parte de crentes quanto de ateus. É como na campanha eleitoral, em que tanto se deplora o comportamento dos candidatos que a fazem em termos de ataques pessoais aos adversários, em vez de proclamarem o valor e a vantagem de suas propostas. Ateístas e crentes que agem desta forma, com toda razão, devem ser denunciados e combatidos. Mas não os que propagam sua fé ou anti-fé de forma educada e baseada em argumentos convincentes.

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E=m.c²

Esta é uma equação muito incompreendida. O que ela diz é que, quando há transformação de massa em energia, o que ocorre em reações nucleares, os valores transformados se relacionam por ela, na qual "c" é a velocidade da luz no vácuo. Mas ela não diz que matéria é equivalente a energia. Matéria e energia são categorias diferentes de conceitos. Matéria é um dos constituintes do Universo, ao lado dos campos e da radiação. Energia é um atributo dos constituintes, bem como a grandeza que mede este atributo. Energia, pois, não é uma entidade e, logo, não existe "energia pura", mas apenas energia de algo. Assim não se pode falar em equivalência entre "matéria" e energia, mas sim entre "massa" e energia, pois massa também é um atributo e a grandeza que o mede. Que significam esses atributos?
Energia é o atributo dos sistemas que os capacitam a realizar trabalho macro ou microscopicamente falando (calor). Trabalho é a ação de uma interação que promove o deslocamento espacial dos sistemas interagentes, aproximando-os ou afastando-os. Os sistemas podem possuir energia por estarem interagindo (potencial) ou por estarem em movimento (cinética). As grandezas que a medem não são absolutas, mas dependem do referencial em relação ao qual o movimento é considerado e da escolha do "ponto zero" da energia potencial.
Massa é o atributo que quantifica a inércia de um sistema, ou seja, o quão intensamente ele se opõe a variar sua velocidade em razão das interações que sofre com outros sistemas, cuja intensidade é medida pela força. O princípio da equivalência diz que a massa é sempre proporcional à "carga gravitacional", isto é, o atributo que mede a intensidade com que os sistemas provocam uns aos outros a interação gravitacional, ou, em termos relativísticos, o encurvamento do espaço-tempo. Assim pode-se usar a mesma grandeza, denominada simplesmente de "massa", para medir os dois atributos. Quando o sistema não é simples, mas composto de mais de uma partícula elementar, tanto o efeito inercial quanto o gravitacional não se revelam iguais à soma dos efeitos de cada constituintes separadamente. A experiência mostra que a diferença é igual à energia liberada ou absorvida nos processos de montagem ou desmontagem do sistema composto, dividida pela velocidade da luz ao quadrado. Esta é a origem da energia liberada nas reações nucleares de fissão ou de fusão. Em outras palavras, a "massa" inercial ou gravitacional de um sistema inclui a energia interna da ligação que seus constituintes possuem uns com os outros. Isto não só se aplica a núcleos atômicos mas a tudo, como a uma galáxia inteira. No caso da aniquilação da matéria com a antimatéria ou do criação de um par de partícula e antipartícula, a massa do conteúdo material do fenômeno é convertida ou proveniente da energia radiante dos fótons que são produzidos pela aniquilação ou que produzem as partículas.

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O homem é naturalmente polígamo?

Sim, ambos os sexos. A monogamia foi introduzida no momento em que o estabelecimento de comunidades fixas e do conceito de propriedade passou a individualizar a família, antes não existente, como núcleo econômico, tendo surgido as noções da responsabilidade apenas do pai e da mãe no cuidado da prole e de herança dos bens familiares. Numa sociedade aberta e sem propriedade pessoal, não há necessidade de exclusividade conjugal. Instintivamente o ser humano não fixa, necessariamente, seu desejo sexual em um único parceiro ou parceira, tanto é que a infidelidade existe. Mesmo que não seja infiel, tanto homem quanto mulher, não deixam de acalentar o desejo de o serem, se não fosse socialmente condenável. A aceitação da poliandria e da poliginia, ou de ambas concomitantemente, como possibilidades sociais, inclusive, seria fator de maximização da felicidade geral e de solução de muitos conflitos psicológicos e existenciais. Nesse contexto de amor livre e plural, a ausência de exclusividade sexual extinguiria a infidelidade. Todavia seria preciso um processo educativo para que ninguém sentisse ciúme de ninguém e se dispusesse a compartilhar seu companheiro ou companheira com outros parceiros ou parceiras. Amor é um sentimento que não se coaduna com a posse da pessoa amada.

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sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

É triste ver universidades como a Mackenzie, palco para elites intelectuais no passado, dizer-se contra a lei da homofobia, pelo simples fato de ter políticas cristãs. Os nazistas e racistas também defendem suas políticas, não é mesmo?

Ela é coerente com o pensamento hegemônico das lideranças cristãs. O que é triste mesmo é a existência, ainda, de universidades confessionais, como ela e as PUC's, que não se libertam da tutela de doutrinas religiosas, que, sejam quais forem, são um entrave para o progresso da ciência, das artes, da cultura e do conhecimento. Isto também ocorre no mundo islâmico. Não estou dizendo que todo cientista e intelectual tenha que ser ateu, mas que nenhuma doutrina religiosa deva interferir na busca livre do conhecimento. Hoje se sabe que há quatro comportamentos sexuais biologicamente explicados: a heterossexualidade, a homossexualidade, a bissexualidade e a assexualidade. Todos podem ser admitidos e não representam desvio de caráter, mas a aceitação de uma orientação inata (que também pode ser rejeitada). Além do mais, se a mensagem de Jesus é "amai-vos uns aos outros", a condenação de qualquer tipo de amor a contraria. Portanto a homofobia é uma atitude anti-cristã, conforme os preceitos originais de Jesus.

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Como é que o Olavo de Carvalho se diz filósofo se nem ao menos se deixa arejar pelo livre-pensamento?

Este é o grande pecado de quem pretende filosofar partindo de uma visão aprioristicamente já estabelecida. É o caso de São Tomáz de Aquino (mas não de Duns Scotto e Willian Ockham). Não se pode filosofar sem ter a mente aberta para qualquer possibilidade. Partir de alguma fé, seja qual for, e trabalhar para justificá-la, é inconcebível para um filósofo. Quem assim procede não pode ser chamado de filósofo.

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Com "plenos poderes" de Hugo Chávez a Venezuela será uma nova Cuba?

Quase certamente que sim. Chaves e Morales não estão contribuindo nada para a causa progressista no mundo, mas enterrando seus países em uma bancarrota econômica de difícil retorno. O Brasil tem que parar de apoiar esses governos, como o do Irã também. Ditadores são criminosos, seja de que lado estejam.

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