O Big Bang prevê a expansão cósmica pela lei de Hubble, a existência da radiação de fundo na temperatura atual de 3 kelvins, a homogeneidade e isotropia do Universo, a abundância relativa de hidrogênio, deutério e hélio, tudo isso confirmado observacionalmente. Veja isto:
http://www.astro.ucla.edu/~wright/cosmology_faq.html
Postagens do pensamento, textos, poemas, fotos, musicas, atividades, comentarios e o que mais for de interesse filosófico, científico, cultural, artístico ou pessoal de Ernesto von Rückert.
sábado, 13 de agosto de 2011
Qual o seu criterio de falseabilidade do big bang?
Professor, existe algum meio de estudar cosmologia fora das faculdades de física e astronomia? Em algum outro campo, como filosofia, por exemplo?
Você pode estudar cosmologia em livros de divulgação, que não entram em detalhes matemáticos. Mas você vai ficar sem saber a razão das coisas. Cosmologia não é uma disciplina filosófica e sim científica. Uma ciência natural, da área das exatas e não biológicas ou uma ciência humana (social). A origem, a estrutura e a evolução do Universo não são objeto de especulação mas de verificação, a partir de dados observacionais. Modelos de explicação são propostos e suas predições cotejadas com as observações para validá-los ou não. Recomendo os livros:
A Origem do Universo - John D. Barrow - Rocco
As Origens de nosso Universo - Malcolm Longair - Zahar
Big Bang - Simon Singh - Record
Professor, não foi bem aquilo que perguntei. O que eu perguntei foi por quê Deus tem que ser necessariamente o conceito do ser "oni-tudo", eterno, incausado, etc. Por quê só esse? Por que um "Deus" diferente não pode ser Deus? Já refletiu mais sobre isso?
Porque esse é o conceito de uma entidade que seja chamada de Deus. Se assim não o for, seria algum espírito do tipo de um gênio, um anjo ou algo assim, mas não um deus. Aliás, outra coisa que é preciso para que algo seja Deus, é que seja único. Nas religiões politeístas, como o paganismo greco-romano, o hinduísmo ou a religião egípcia, aqueles "deuses" não são, de fato, Deus. No hinduísmo, apenas Brahman (e não Brahma) é o Deus. Na mitologia grega, só Chaos é o verdadeiro Deus, assim como Amon, na religião egipcia. Os outros deuses são apenas espiritos poderosos, mas não onipotentes.
Até que ponto vale a pena dormir pouco pra estudar mais ? (Levando em conta a redução de rendimento em quanto se está com sono)
Depende da idade. Na adolescência, recomenda-se dormir 8 horas por dia. Então, se preciso, pode-se reduzir para 7, esporadicamente. Um adulto precisa de umas 7 ou 6 horas de sono e um velho, 6 ou 5 horas, podendo reduzir 1 hora, esporadicamente. Mas é bom obter horas extras de estudo tirando-as do lazer, caso precise (como deixar de ver televisão ou acessar a internet). Normalmente, no Ensino Médio, um estudante passa 8 horas do dia dormindo, 5 horas na aula, 3 horas cuidado da manutenção da vida (refeições, banho, trocas de roupa, idas ao banheiro, locomoções etc.), 3 horas estudando e 5 horas curtindo o lazer que quiser (recomendo atividades físicas também). É preciso estudar a matéria vista na aula todo dia, no mesmo dia, antes de dormir, pois esse reforço é que faz o hipocampo dar importância ao assunto e, no sono, transferir o conteúdo da memória de curta duração para a de longa duração, no córtex frontal. Só assim é que se aprende. Mas, para que o estudo seja um reforço, há que se prestar a máxima atenção na aula e interagir com o professor, não admitindo sair da aula sem ter entendido tudo. Senão o estudo, ao invés de um reforço, será o primeiro contato com o assunto e o hipocampo não achará que trata-se de algo importante. Outra forma de dar importância a um conteúdo é envolvê-lo emocionalmente. Por isso é que se aprende aquilo pelo que se tem paixão. Um bom professor desperta no aluno a paixão por sua matéria. O professor precisa passar, em toda aula, tarefas para o mesmo dia (e não para o dia em que for ter outra aula da mesma matéria), que permitam a compreensão e a aplicação do que foi apresentado e entendido na aula. Assim se completa o ciclo da aprendizagem: conhecer, entender, compreender e aplicar. Mas o professor tem que fazer o aluno aprender por si. Ele não tem que ensinar o conteúdo, mas orientar como aprender esse conteúdo e treinar as habilidades para usá-lo na solução de problemas reais. E, o mais importante, discutir a validade desse conhecimento para que o aluno o incorpore em suas vivências de forma significativa. Discutir é fazer o aluno refletir e, até mesmo, contestar, se for o caso. Nada de passar macetes e automatismos. Isso é cultivar o emburrecimento.
O que é Pressão (conceito físico)? De que modo a temperatura pode influenciar a Pressão Atmosférica de uma localidade?
Pressão é uma grandeza que mede a intensidade de uma interação de contato distribuída por uma superfície, que pode ser a interface entre dois meios materiais distintos, ou, até, uma superfície imaginária dentro de um certo meio. Seu valor é obtido pela razão entre a componente da força de contato perpendicular à superfície e a área da superfície. Se a superfície for extensa, tem-se uma pressão média. Se for infinitesimal, tem-se a pressão no ponto. A pressão é uma grandeza escalar (não vetorial). Dentro de um meio, para se visualizar a pressão, imagina-se a superfície de uma porção do meio dentro dele mesmo e calcula-se a pressão a partir da força que o resto do meio faz sobre essa porção. Esse é o caso da pressão atmosférica ou da pressão no interior de qualquer fluido, liquido ou gasoso. Não há significado em se considerar a pressão no interior de um sólido. No caso de fluidos, a pressão interna vai depender de três fatores: do fato do fluido estar imerso dentro de um campo de forças, como o gravitacional ou o elétrico, do fato de a amostra em questão ter seu limite submetido a alguma pressão por parte de outro meio (como um gás dentro de um cilindro comprimido por um pistão) e da temperatura. A temperatura altera a pressão porque esta advém da colisão das moléculas (ou átomos ou íons) do fluido umas com as outras e o aumento de temperatura significa, justamente, um aumento da energia cinética das moléculas, que corresponde a um aumento da quantidade de movimento, que faz com que a força de interação nas colisões aumente. No caso de um gás perfeito, que é um fluido em que as moléculas só interagem quando colidem, a relação entre a pressão e a temperatura é dada pela equação dos gases perfeitos, PV = nRT, em que P é a pressão, V é o volume, T é a temperatura absoluta, n é o número de mols (moles em Portugal) e R é a constante dos gases perfeitos. Para outros gases e outros fluidos essa equação não vale. Nesses caso é preciso se ter uma "carta de vapor", que é um conjunto de gráficos ou uma "tabela de vapor". Certos casos permitem a aproximação por meio de algumas equações, como as de Van der Waals, de Redlich–Kwong, Berthelot, de Dieterici, de Clausius, do virial, de Peng-Robinson, de Wohl, de Beattie-Bridgeman e de Benedict-Webb-Rubin.
Esta fazendo graduação em filosofia Ernesto? Um abraço.
Comecei agora, na forma de graduação à distância. Mas estou achando muito elementar. Vamos ver se vale a pena. O que eu queria é ter uma diretriz de estudos que me permitisse varrer todos os temas da filosofia em abrangência e profundidade e, com isso, obter uma certificação legal. Ainda é cedo para eu fazer uma apreciação melhor do curso. Uma coisa é certa: o importante, para mim, em um curso de Filosofia, não é só entender de Filosofia nem conhecer a sua história, e sim, saber filosofar. Obter o treinamento nas habilidades intelectuais que caracterizam o ofício de Filósofo. Isto envolve, inclusive, uma boa noção dos conceitos filosóficos, grande traquejo em argumentação (e portanto em lógica) e em saber expor os argumentos, tanto em texto escrito quanto oralmente (dialética e retórica). É claro que, para isso, necessário se faz mergulhar no que escreveram os grandes pensadores. Mas o mais importante é pensar por conta própria.