O corte criará uma linha de flexão que poderá fragmentar a barra. O fator decisivo é o momento da força, ou torque, que é o produto da força pela distância ao eixo de rotação. Mas essa distância vai ser medida horizontalmente, dentro da fenda cortada. O fato da fenda esta mais acima ou mais abaixo não fara diferença se a força aplicada for exatamente vertical, vinda de cima. Normalmente o que se faz é aplicar uma força inclinada para o lado, digamos a 45º. Nesse caso sim, o torque será o produto da força pela distância de sua linha de ação ao eixo de flexão (fundo da fenda). Para um mesmo torque, quanto mais longe a fenda estiver do ponto de aplicação da força, menor precisará ser esta. Assim, como a força é aplicada no topo do bastão, um corte mais abaixo requererá menos força para quebrar o bastão do que um mais acima.
Postagens do pensamento, textos, poemas, fotos, musicas, atividades, comentarios e o que mais for de interesse filosófico, científico, cultural, artístico ou pessoal de Ernesto von Rückert.
sábado, 12 de novembro de 2011
E mais fácil empurrar ou puxar?
Puxar geralmente é mais fácil, porque a força aplicada tem uma inclinação para cima que alivia a normal com o solo, diminuindo o atrito. Empurrar, em geral, se faz com uma força inclinada para baixo, o que aumenta a normal e, logo, o atrito, dificultando o trabalho. Só que puxar requer a instalação de um cabo, enquanto empurrar pode ser feito diretamente no objeto.
Professor, meu sonho é um dia vê-lo respondendo uma pergunta com um sucinto: "Boto fé."
Ser sucinto, absolutamente, não é o meu estilo. Acho que deixa muito a desejar por não explorar as diversas possibilidades e nuances do que precisa ser dito. Infelizmente você não vai ter o seu sonho realizado.
Professor, gosto do seu entusiamo quando fala sobre a ciência, Física, Matemática, Astronomia, etc. Gostaria de saber de você sobre a Geografia, gostaria de ler suas palavras falando sobre essa ciência. Obs: Puxando a sardinha para o meu lado.
Meu pai foi professor de Geografia e de História (ele fez Direito, mas nas décadas de 50 e 60 não havia licenciados em Geografia e História). Em minha casa tinham muitos livros de Geografia e História, de modo que, desde o ginasial, eu já estudava nos livros de faculdade do meu pai e adorava essas matérias acima de todas as outras (sempre adorei estudar todo tipo de conhecimento). Em geral, nelas eu só tirava as notas máximas e era aprovado com 100%. Sempre fui o primeiro da turma, exceto na faculdade, em que era o segundo, pois tinha uma colega de QI 180 que não era páreo para ninguém, tanto que me apaixonei por ela, já que estudávamos sempre juntos Matemática e Física. Mas isto é outra história. Até hoje tenho grande interesse por Geografia e História, menos pela parte econômica. Gosto mais da chamada "Geografia Física" e, na parte humana, da demográfica e cultural. Economia é um assunto que, realmente, não me interessa. Em História também não me importo muito com o aspecto político, mas principalmente com o comportamento social e cultural. Guerras, então, é o que menos me interessa. Quero saber da arquitetura, as artes, da música, da literatura, da ciência, dos costumes e coisas assim, Também não gosto de política. Só filosoficamente.
A luta dos seres humanos pela disponibilização do capital característica comum do capitalismo, não estaria associado a propria natureza humana, por sermos individualistas por natureza?. O anarquismo não seria uma falsa esperança?
Não somos individualistas por natureza coisa nenhuma. Temos em nós as duas pulsões: a egoísta e a altruísta. O egoísmo luta pela preservação do indivíduo e o altruísmo pela preservação da espécie. Mas isto de forma instintiva. Como temos razão, podemos concluir que, mesmo para a preservação do indivíduo, é melhor que todos colaborem uns com os outros ao invés de competirem. O anarquismo é o triunfo da civilização sobre a barbárie no seu mais alto grau.
Existem pessoas que tem religião mas não assumem sua religião,diz ser"não praticante"Entretanto seria essa uma pratica saudavel?Ela estaria realmente de acordo com o que Deus gostaria que ela fizesse?Que males uma pessoa poderia sofrer com uma vida assim?
Isso é uma grandissíssima falta de vergonha na cara. Se se é religioso tem-se que ser praticante prá valer e se esforçar ao máximo para ser santo. Ou então não é religioso declaradamente. Religioso não praticante não existe. É safadeza de gente preguiçosa e pusilânime. Ou é santo (pelo menos faz toda força para ser) ou é ateu. Mas ateu também tem que ser virtuoso. Essa prática é inteiramente abjeta e execrável. O mal disso é que a pessoa assim é uma pessoa falsa, fingida, não confiável, mentirosa, sem honra, venal. Um ateu convicto, sincero e declarado é muito mais digno de confiança e respeito do que um religioso não praticante.
Você tem preferência por alguma área (Exatas, Humanas e Naturais)? Por que acha que se dá bem com sua área?
Sou da área de exatas (Físico, Matemático e Cosmologista), mas também gosto de humanas (Filosofia, História, Literatura, Música, Artes Plásticas) e de biológicas (neurociências e evolução). Só não gosto de assuntos políticos, econômicos, administrativos, contábeis, negócios, direito, esportes e coisas práticas, exceto informática, eletrônica e mecânica.