terça-feira, 3 de julho de 2018

Se a consciência pode ser simulada computacionalmente, o que garante que não vivemos numa simulação computacional?

Nada, Todavia, mesmo sem garantia (aliás é difícil se ter garantia do que quer que seja), a possibilidade de que isso seja verdade é muito remota.

Faz sentindo perguntar quantas cores existem ?

Não, porque existem infinitas cores. O que se pode perguntar é quantos matizes de cores existem, dentro dos quais as cores variam em brilho e saturação. Na representação digital das cores, o número acessível é finito e depende da quantidade de bits que forem designadas para representá-las. Todavia essa representação digital não engloba todas as possibilidades de cores, ficando algumas fora da possibilidade de serem reproduzidas digitalmente.

Os dois exemplos que você mencionou partem de hipóteses. Tanto um quanto outro não são fatos concretos. Portanto, você ainda não refutou o surgimento de uma vida a partir de uma não vida.

Mas eu não tenho que refutar o surgimento da vida a partir da não vida, pois é isso que eu considero que tenha ocorrido. Só que a ciência ainda não sabe como se deu. Isso ainda é objeto de pesquisas, mas os resultados, até agora, apontam no sentido de que seja, justamente, o que se deu, ainda não se sabe como. Todavia não há como não ser desse modo, pois a vida não é um fenômeno que sempre existiu no Universo e nem o Universo sempre existiu. Portanto a vida tem que ter surgido em algum momento ou em vários momentos, a partir da não vida. Não há outra alternativa. A questão é apenas se descobrir como se deu. Mesmo que se suponha que tenha sido por meio da interveniência de alguma entidade extrínseca ao Universo (que seria o Deus), essa entidade não teria como proceder para fazer a vida a não ser a partir da não vida, pois não havia vida. Só que os que consideram que assim tenha sido, também não têm a explicação sobre como o procedimento se deu. Não estou me referindo a uma explicação constante de algum tipo de "escritura sagrada", que não explica nada, mas uma explicação que possa ser conferida.

Sobre o artigo do Weinberg contra a Filosofia (pergunta do Mateus Esquilo):

Esse artigo é uma parte de um livro do Weinberg e foi intitulado incorretamente "Against Philosophy", Em verdade ele não é contra a Filosofia e sim contra o uso da Filosofia, de modo apriorístico, para balizar o que a Ciência pode ou não pode fazer. Nisso eu concordo com ele especialmente quando mostra o quanto de prejuízo o mecanicismo e o positivismo provocaram no desenvolvimento da Ciência.

Se considera um positivista?

De forma nenhuma. Nem positivista nem pragmatista. Acho que são duas grandes pestes filosóficas que pretenderam nortear o trabalho científico com normas apriorísticas sobre o que seja válido ou não. Isso é inadmissível em ciência. A ciência não tem o menor compromisso com a utilidade do que descobre e nem tem a obrigação de trabalhar apenas com conceitos que possam ser observados diretamente. Se os cientistas fossem adotar os preceitos dessas correntes a ciência jamais teria tido o progresso que apresentou até hoje.

( teoria das cordas ) acho contraditório pensar que quantidades infinitas de energias sejam finitas na 10° dimensão - Só uma análise de uma palestra dessa teoria.

A respeito desse tipo de assunto não há que se achar ou deixar de achar que seja ou não contraditório, verdadeiro, válido, correto, incorreto, inverossímil ou seja o que for. O que se tem que fazer é conferir as deduções e ver se estão corretas. Mas isso exige muito conhecimento. Além disso, também há que se checar se as deduções levam a previsões que se pode conferir por meio de observações falseadoras, isto é, se o que acontece de fato no Universo está de acordo com o que a proposta de teoria prevê. Não se pode fazer objeções filosóficas a propostas de teorias científicas. A única forma de verificá-las é cientificamente.

Meus parentes me induziu uma regra que se algo acontecer a culpa será toda minha. Hoje em dia, qualquer coisa eu faça e der errado eu me culpo tanto que não consigo fazer nada mais além disso. Em todos os aspectos, estou doente e me culpo por causa disso,posso aceitar erros de outros, meus não.

Você precisa fazer uma auto-análise e uma auto-terapia para se convencer de que nem tudo de ruim que aconteça com você seja culpa sua. Há o que seja e o que não seja. É só uma questão de reflexão e análise serena e imparcial de cada caso para identificar a quem atribuir a responsabilidade pela ocorrência. Se não conseguir fazer isso sozinho, procure a ajuda de um psicólogo.

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