sexta-feira, 26 de abril de 2019

Professor, é didático tratar de um assunto usando termos não conceituados? Por exemplo, uma aula sobre listas (enuplas) em que não se diz o que é uma lista, mas é possível formar um conceito de lista com nase no que foi exposto.

Não acho que seja didático não. Para mim tudo que for abordado em qualquer ensinamento tem que ser muito bem conceituado e logicamente definido. Não sou a favor de se ensinar por meio de exemplos. Acho que, antes, tem-se que construir e apreender o arcabouço teórico do assunto e, então, exemplificar. Sou a favor da primazia do entendimento lógico em relação ao entendimento intuitivo. Mas este também tem que ser abordado, só que depois do lógico. Se se fizer o oposto, não se pode deixar de, posteriormente, abordar o entendimento lógico do assunto. Um aprendizado puramente intuitivo, para mim, não é satisfatório.

A ética já abrange a Axiologia?

Axiologia é o estudo filosófico dos valores. Dentre eles estão os valores éticos, isto é, concernentes às ações dos seres providos de consciência. Desse modo a ética está inserida dentro da axiologia, mas esta pode cuidar, também, de valores não éticos, como estéticos, por exemplo. Um ramo filosófico que faz parte da ética (e não que a ética faça parte dele) é a Deontologia, isto é, o estudo dos "deveres".

Quais são os verdadeiros fundamentos das Seitas pelo mundo ? Porque existe tantas ?

As seitas religiosas existem porque as pessoas acreditam que haja uma realidade sobrenatural. Só que essa crença pode ter muitas variantes em relação a seus pormenores. Desse modo, grupos de pessoas que, entre si, concordam com algum conjunto de aspectos de sua crença, constituem-se em uma seita. Se a seita for especialmente numerosa, bem como estruturada em torno de um corpo doutrinário estabelecido em alguma espécie de legislação, constante de alguma escritura, munida de regras cerimoniais, inserida em uma instituição com edificações e corpo de funcionários, passa a ser considerada uma "religião".

https://www.facebook.com/UOL/posts/10154788392163239 | Defender o *PRETO* racista e estuprador ou a mulher BRANCA, arrogante e mal-educada? A esquerda buga.

Defender uma pessoa racista, estupradora ou o que quer que seja de malvadeza, bem como uma pessoa arrogante e mal educada, independentemente de sua raça, seu gênero, sua nacionalidade, sua religião, ou o que for, revela uma concepção malsã e inteiramente equivocada a respeito de como se deve ser em relação à vida em sociedade. Quem assim o fizer, seja de esquerda, direita ou centro, está manchando a reputação da ideologia que abraça e precisa ser repudiado pelo grupo em que se enquadra.

A vida começa com a formação do sistema nervoso?

Não. O novo indivíduo já é um ser vivo independente desde a formação do zigoto. Todavia não é uma pessoa enquanto não possuir um sistema nervoso. Portanto, com relação a considerar que a interrupção da vida seja um assassinato ou apenas o descarte de um grupo de células vivas, como a retirada de um órgão ou uma amputação, ela se decide a partir da existência do sistema nervoso no embrião ou feto. A definição de tal momento é controversa, estando em torno de 7 a nove semanas de gestação.

E sobre fórmulas nas provas gerais. Voce as colocaria em um formulario na prova ou faria com que decorassem? Suponha que NAO foi dado nenhuma aula (ee nem pedido pelo prof) de demonstracao de como chegar na formula.

Sempre fornecia as fórmulas aos alunos nas provas. As básicas, pois as particulares os alunos aprendiam a deduzir na hora de resolver os problemas. Minhas provas sempre requereram, ou que se deduzissem fórmulas ainda não deduzidas ou que se jogasse com várias fórmulas para obter a resposta. Além de questões conceituais, especialmente requerendo comentários e discussões e não a apresentação de conceitos e definições memorizadas. Todavia eu sempre fazia com que os alunos, em classe, deduzissem as fórmulas principais, sob orientação, e não as apresentava prontas nem deduzia para eles. Meu método de ensino não era ensinar e sim provocar o aprendizado por conta do aluno. Claro que eu dava os pontos de partida e orientava o trabalho. Mas os alunos é que tinham que quebrar a cuca. Se não for assim, não se aprende. E os conceitos eram exaustivamente discutidos, especialmente para se ver em que casos se aplicavam e em que casos não. Não só os conceitos e definições, mas as leis e os teoremas também.

Se um aluno que é conhecido por estudar e ir bem nas provas, mas em uma materia quase zera uma prova, pq o prof. nao explicou bem. Mas ele tb nao foi atras de estudar por conta propria, visto que esperava uma boa didatica do professor. O professor tem uma pequena "parcela" do pq o aluno ter ido mal?

Nas séries iniciais do Ensino Fundamental, o papel do professor é essencial e determinante no aprendizado. Já no fim do Fundamental, no Médio e no Superior, a responsabilidade maior é do próprio aluno. Claro que um bom professor é extremamente desejável, mas o aluno não pode colocar a culpa por não ter aprendido no professor. O que o professor, principalmente, tem que fazer é apresentar o que tem que ser estudado. O aluno tem que se virar para aprender por sua conta e, então, no que não conseguir, recorrer ao professor para esclarecer. Mas tendo tentado aprender antes.

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