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quarta-feira, 12 de junho de 2019
Você preferia que o Brasil fosse refém de uma ditadura socialista ou que Bolsonaro fosse presidente?
Nenhum dos dois. De modo nenhum. Mas uma ditadura, seja de esquerda, seja de direita, é muito pior. Se o Bolsonaro for um presidente democrático, mesmo sendo ruim e eu não concordando com suas posturas, é melhor de que um ditador ou ditadora, seja de direita, seja de esquerda. Ditaduras são inadmissíveis, independentemente da ideologia. Do mesmo modo que um presidente democrático que seja socialista estatizante é melhor do que um ditador ou ditadora. Mesmo que eu abomine o socialismo estatizante. Mas abomino muito mais qualquer ditadura.
Professor, tenho como concepção de que a luz só anda em linha reta, isto é, como lei mesmo, só anda em linha reta. E quando a gravidade "curva a luz" é uma ilusão. A luz passa ainda em linha reta, só que pelo meio curvo (do tecido espaço-tempo) dando a impressão dela mesma estar curva. Isto procede?
Não. A luz, no vácuo, segue trajetórias geodésicas, isto é, que representam a distância mais curta entre pontos. Em um espaço plano (euclideano) as geodésicas são retas. Mas em um espaço curvo (riemanniano), como acontece com o espaço em torno das massas, as geodésicas não são retas e sim curvas. E a luz se move ao longo delas mesmo e não das retas. Note que, mesmo em um espaço curvo, uma reta continua uma reta, só que não é o caminho mais curto entre os pontos. O que caracteriza uma reta é o fato de não mudar de direção.
Doutor, o senhor acredita que este planeta em que vivemos é o único que existe vida?
Penso que não. Mas acho que, mesmo que uma vida elementar (tipo bactérias) possa ser comum (digamos um centésimo dos planetas), uma vida complexa como a humana deve ser raríssima. Talvez uns três planetas por galáxia, (que podem ter um trilhão de planetas). Veja o livro "Sós no Universo", de Ward & Brownlee.
Pode me explicar porque 100mg/g é igual a 10% ?
100mg = 0,1g
100mg/1g = 0,1g/1g = 0,1 = 1/10 = 10/100 = 10%
100mg/1g = 0,1g/1g = 0,1 = 1/10 = 10/100 = 10%
As privatizações aumentam a desigualdade social?
De certa forma sim, pois, mesmo que não há quem fique mais pobre com as privatizações, há quem fique mais rico: os que se tornaram os donos das empresas privatizadas. Todavia isso não é um argumento válido contra as privatizações. Em tese as privatizações de atividades econômicas são boas, pois não é competência do estado ser um agente econômico. O problema ocorre se as privatizações são feitas com prejuízo para o estado, em razão da subvalorização das empresas, ou se forem feitas de modo não idôneo, favorecendo tal ou qual grupo econômico. Todavia é preciso entender que certas atividades, como educação e saúde, absolutamente não são atividades econômicas e, quando assim se configuram, tem-se uma atribuição equivocada de valores. Portanto educação e saúde, do mesmo modo que defesa, segurança pública e justiça, não podem ser atividades privadas. A existência de escolas, clínicas e hospitais particulares é algo inadmissível.
Qual a relação entre sustentabilidade e justiça social?
A relação está no fato de quem seja defensor da sustentabilidade ser uma pessoa conscienciosa e justa, portanto também será uma defensora da justiça social. Ambas são atitudes justas, humanas, corretas, valiosas, adequadas, éticas e tudo de bom. Então a defesa de uma delas fica correlacionada com a defesa da outra por serem ambas parte de uma cosmovisão virtuosa da realidade. Além disso, a sustentabilidade acaba acarretando justiça social, na medida que propicia a todos o aproveitamento correto dos recursos naturais do planeta. E, se se faz justiça social, em decorrência se agira sustentavelmente, uma vez que o oposto acarretaria injustiças.
O empregado mts vezes faz um trabalho primário que pode facilmente ser substituído. Não se esforçou ou arriscou pra criar aquilo, apenas faz número. É uma contribuição mt menor e mais básica que do patrão/criador. N insignificante, mas há gde disparidade.
Nada disso. Por mais que seja considerado desimportante, todo trabalho é relevante. Claro que há gradações de relevância. Mas nenhum empreendimento se faz sem trabalho. Portanto trabalho é essencial, do mesmo modo que o capital. Portanto tem que ser colocado no mesmo nível do capital, com remuneração a partir do lucro do empreendimento (que também inclui arcar com os prejuízos, quando houver). Mas do mesmo modo que o lucro é rateado proporcionalmente ao capital investido, também o será proporcionalmente ao trabalho envidado. A questão é como fazer essa medida, que não pode ser somente em termos de horas. Mas ela pode ser feita do mesmo modo que o é para o estabelecimento do valor do salário, no caso dos empregados.
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