segunda-feira, 4 de maio de 2015

Comente: "A felicidade nasce da infelicidade, a infelicidade está escondida no seio da felicidade." Lao Tzu‎

Nada disso. Pelo contrário. A infelicidade traz é mais infelicidade enquanto a felicidade gera mais felicidade.

Por que as universidades públicas tem muito dinheiro para sua manutenção e as escolas públicas não?‎

Porque as escolas públicas são mantidas pelos estados e municípios e as universidades pelo governo federal. Os estados e municípios não dão prioridade à educação porque, se fossem dar, não sobraria dinheiro para as obras públicas, já que sua receita costuma ser insuficiente para as despesas. A solução é, por um lado, aumentar os impostos e, por outro lado, combater com extremo rigor a sonegação. Estou dizendo extremo mesmo. Penas duríssimas. Décadas de prisão. Confisco de bens. Perda de cidadania. Tudo isso. Aumentar os impostos é algo bom, se, de fato, os impostos forem usados para o bem comum. Aliás, os impostos são um excelente meio de distribuição de renda indireta. Com altos impostos se poderia abolir o sistema privado tanto de educação quanto de saúde, o que seria ótimo. Quem tem alta renda paga proporcionalmente mais impostos para que os benefícios sejam aplicados a todos, independentemente da renda. Isso é cumpri a máxima de Karl Marx: "De cada um segundo a sua capacidade, a cada um segundo a sua necessidade". Isso é a essência do comunismo e o ideal a ser buscado para a sociedade.

Por que geralmente as universidades publicas são melhores que as particulares e as escolas particulares são melhores que as públicas?‎

Porque as Universidades públicas pagam bem a seus professores, contratam-nos em dedicação exclusiva e exigem alto desempenho deles em ensino, pesquisa e extensão. E porque elas também têm muito dinheiro para sua manutenção. As escolas públicas de nível fundamental e médio, pelo contrário, vivem na miséria e seus professores são mal pagos e não têm dedicação exclusiva. Exceto as militares e os colégios de aplicação das universidades públicas. No nível fundamental e médio, as particulares é que pagam melhor aos professores e têm mais dinheiro para sua manutenção, pelo que cobram dos alunos. Daí sua melhor qualidade. Outro fator é que, ao contrário do MEC, que controla as universidades federais, as secretarias de ensino estaduais e municipais não são muito exigentes em termos de qualidade do ensino. Elas se preocupam mais em não ter muita reprovação, mesmo que os aprovados não saibam quase nada. Isso está começando a surgir nas universidades públicas e é preciso que os professores façam uma resistência muito grande para não afrouxar a exigência, mesmo com alta reprovação. Senão será um descalabro e o Brasil vai para o brejo.

As vezes acho que é ilógico tanto ser teísta quanto ser ateísta. Para mim sao dois extremos. São meio que dois grupo de pessoas bosejando suas "certeza" quando as mesmas são inalcançáveis. Essa questão tem o ceticismo dentro dela como resposta. É uma questão cetica.‎

Quem tem essas certezas são os gnósticos. Por outro lado os agnósticos consideram que não seja nunca possível se saber se Deus existe ou não. Não sou nem um nem outro. Sou um ateu cético, isto é, uma pessoa que considera que seja possível se provar se existe ou não Deus, mas que isso ainda não foi obtido. Enquanto isso, duvido, mas escolho considerar que não exista, pois acho que os indícios são nesse sentido. Mas não tenho certeza, como os ateus dogmáticos.

Que profissão você acha ótima, mas que não conseguiria seguir?‎

Gostaria muito de ser um explorador de regiões inóspitas e selvagens. Como um repórter da National Geografic Magasine. Que fosse no Himalaia, nas florestas mais impenetráveis da África e da América do Sul. Na Antártida. Nos lugares mais inacessíveis do mundo. Mas não tenho saúde para isso.

Professor, fiquei curioso quando você disse que o Deísmo é falso, por que acha isso? Eu acho o Deísmo uma postura filosófica mais lógica que o Ateísmo, pela complexidade do Universo, dos organismos e da natureza.‎

É falso porque considera que exista alguma entidade extrínseca ao Universo que o tenha produzido por um ato voluntário, sem ter nada a partir do qual o fazer. A questão não é não ter algo de que o Universo teria provido. Isso não existiu seja qual for a concepção que se tenha a respeito de seu surgimento. A questão é que, se houvesse um Deus que fez o Universo, havia algo antes do Universo e como o Universo é o conjunto de tudo o que existe, isso seria Universo, o que é uma contradição. Portanto não é possível que tenha havido algo que agiu para que o Universo tenha surgido a partir de nada. Ele surgiu a partir de nada sem causa nenhuma. Não há outra opção aceitável. Supor esse criador é um absurdo. Considerar que, além de criador, tal entidade também seria um provedor é um absurdo maior ainda. Mas a rejeição do absurdo maior não significa o aceite do absurdo menor.

Olá. Gostaria de saber o que você acha do curso de Comunicação Social/ Jornalismo? acha que ainda é uma profissão difícil de ser valorizada? e que falta vagas nessa área?‎

Esta é uma área da qual não tenho informações. Acho que jornalismo é muito interessante. Eu mesmo gostaria de ser repórter fotográfico da National Geografic Magasine. Mas eu não acho que seja preciso ter diploma de jornalista para ser jornalista. Como não é preciso ter diploma de físico para ser físico nem de matemático para ser matemático. Isso é bobeira. Só no caso de profissões com responsabilidade civil, como medicina é que o diploma tem que ser requerido. Mas até poderia não ser, se houvesse um exame muito rigoroso para aferir o conhecimento de quem o tenha obtido autodidaticamente. Mesmo para o magistério. Conheço muitos engenheiros que são professores de física e de matemática do Ensino Médio muito melhores do que licenciados. Inclusive em didática. Não gosto de reserva de mercado. O que tem que valer é a capacidade, o talento, o conhecimento, a dedicação, a diligência e não um diploma formal.

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