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quinta-feira, 10 de julho de 2014
A procura por uma "particula elementar" da qual tudo deriva não seria um esforço em vão? Ora, do divisível não é possível obter o indivisível, logo pode-se dividir tudo ad infinitum. Se encontrarem, das duas uma: ou a matemática é inconsistente ou a experiência está errada.
Não. Do divisível pode se encontrar o indivisível sim. Não há razão nenhuma que obrigue a que algo que seja divisível o seja indefinidamente. Pode haver um ponto em que a divisibilidade termine. A questão é saber quando se atingiu esse ponto. A história tem mostrado que o que se pensava que fosse indivisível, mostrou-se divisível, como os átomos, depois os núcleons, agora os quarks, que poderiam ser feitos de préons e estes de supercordas. Até o momento, as propostas estão paradas nas supercordas. Mas, tanto elas quanto os préons ainda não foram verificados que existam. De modo que, no momento, os quarks e os léptons são indivisíveis, pelo que se sabe, com garantia. A possibilidade de haver algo indivisível não representa nenhuma inconsistência matemática, já que a matemática é um modelamento e a realidade é como é, independentemente da matemática. Se a matemática não está prestando para descrever a realidade, usa-se outra matemática. A matemática não determina como a realidade seja, nem como deva ser. Ela só descreve como é, quando se aplica a matemática adequada.
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