sexta-feira, 3 de outubro de 2014

O que é mais complexo que o cérebro humano?

Os sistemas de cérebros humanos, como a sociedade.

A Cosmologia Quântica do Hawking é uma hipótese em estudo válida ou uma pseudociência?‎

É uma hipótese científica válida, em estudo, mas não confirmada. Portanto não é uma teoria.

Como você argumenta o fato de que um dia alguém morreu na cruz para salvar-lhe ?

Trata-se de uma mentira. Esse alguém seria Jesus Cristo. Se ele de fato existiu e se, de fato morreu na cruz (suponho que sim), não foi para salvar ninguém. Salvar de quê? Que diferença faz para a vida das pessoas o fato dele ter morrido ou não. Para mim, o melhor seria que ele tivesse continuado a viver até bem velhinho, como acho que deve ser para todo mundo. Essa história de que há uma alma nas pessoas que continua a viver quando o corpo morre é lorota. Não há nada disso. E não há céu nem inferno. Quando se morre, se acaba completamente. Deixa-se de existir totalmente. Não se vai para lugar nenhum, já que não se existe mais. E Jesus Cristo (novamente supondo que tenha existido, o que faço) foi, simplesmente, uma pessoa humana. Não era Deus coisa nenhuma, mesmo supondo que exista algum deus (o que não suponho).

"Você tem medo de morrer?Nem um pouco.Pode até ser que seja gostoso.[Você respondeu]"O que quis dizer com isso, Ernesto?Soou meio bizarro.Como morrer poderia ser gostoso?Em absoluto seria algo neutro, a não ser que você detestasse viver - o que não é o caso

O que poderia ser gostoso seria a sensação de estar morrendo, como se fosse um orgasmo. Claro que isso é uma conjectura gratuita. Não há como saber, pois quem morre não conta e, morrendo, não sente mais nada. Não tem nada a ver com lamentar a perda da vida ou ficar satisfeito porque ela acabou. É uma questão orgânica e não psíquica.

Professor, a lei da ação e reação pode se provar errada (ou inconsistente) de alguma forma?‎

Sim, se você considerar que a ação e a reação sejam simultâneas entre corpos afastados, o que não é. Nesse caso é preciso considerar e interveniência do campo mediador da interação, que interage com os corpos como agente e paciente e vice-versa. Um exemplo típico disso é a transmissão radiofônica. A antena emissora interage com o campo que ela emite, ele se propaga até a antena receptora e, então, interagem com ela. Isso acontece com um atraso, perceptível quando se sintoniza o mesmo canal de televisão pelo satélite e pela onda de superfície. Em verdade isso é o que acontece sempre. Só que, quando os corpos estão muito próximos (o que se chama de contato), o tempo de trânsito do campo entre eles é tão curto que se pode dizer que a interação seja instantânea.

Professor, como o senho reage quando te dizem coisas do tipo: Vá com Deus. Vamos orar pelo Senhor. Graças a Deus. Jesus vai te curar. Você vai melhorar, em nome de Jesus...? Como o senhor costuma dizer nesses casos?‎

Agradeço. Mesmo sabendo que será inócuo, isso representa uma boa intenção de quem o diz e um sentimento de preocupação e estima para comigo. Não adianta retrucar ou contestar, pois a pessoa não vai mudar sua crença de repente.

Professor, se tratando de ciências humanas, como podemos fazer a escolha certa? Para cada pessoa que defende uma ideia, poderá haver outra pessoa que seja contrária. Na visão de ambas elas estão corretas. Como podemos saber qual ideia está correta?

Esse é o problema das ciências humanas em geral, que, por isso, denomino-as de "protociências". Elas não possuem um "corte epistemológico", isto é, uma situação em que, a cada momento, apenas uma explicação é aceita por toda a comunidade. Claro que nenhuma explicação é definitiva. Logo, ela pode ser mudada. Mas, isso ocorrendo, a mudança é aceita por toda a comunidade. Enquanto isso, há propostas em estudo, mas não admitidas como válidas até que comprovações sejam estabelecidas, derrubando as concepções anteriores. Isso é o que caracteriza as ciências propriamente ditas, como Física e Biologia. Em Sociologia, Economia, Psicologia, História, Linguística e outras similares, bem como em Filosofia (que não é ciência) acontece a coexistência de propostas de explicação divergentes, defendidas por diversas escolas, sem que se possa decidir inequivocamente por uma delas. A questão fica, pois, como uma opinião de cada um. Isso enfraquece muito essas ciências em sua credibilidade. O ideal é que toda proposta, como se dá em Física, Biologia, Química, Geologia, Astronomia e outras, seja sempre acompanhada de testes de validação que possam confirmá-la e rejeitar as opositoras. Isso, em minha opinião, é essencial para que qualquer proposta de explicação possa ser aceita, de modo que ninguém possa rejeitá-la a não ser que prove que há algo que ela explica errado e mostre como seria a explicação correta, justificada, testada e validada. Nada de opinião.

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