quarta-feira, 25 de maio de 2016

Ernesto, o que quer dizer E= mc2? 03/10/2015

Quer dizer que quando há uma reação entre partículas subatômicas com a transformação de umas em outras, o que se conserva não é a massa, como na lei de Lavoisier e nem a energia, mas o total de massa e energia, convertido um no outro por essa equação. Em outras palavras, quantitativamente, uma energia E é equivalente a uma massa m multiplicada por c², onde c é a velocidade da luz. Por exemplo, na aniquilação de uma partícula com a sua correspondente antipartícula há o surgimento de dois fótons. A energia dos dois fótons (que não possuem massa) equivale à massa total da partícula e da antipartícula multiplicada por c². Em uma reação nuclear de fissão ou fusão, a massa dos produtos não é igual à massa dos reagentes. A diferença é convertida em energia por essa fórmula, que é carreada pelos fótons produzidos (de raios gama), bem como pela energia cinética dos produtos (o que representa temperaturas de milhões de Kelvins).

O campo da força nuclear forte e da força nuclear fraca são quantizados? 03/10/2015

Sim. Os quanta da interação forte são os glúons que atraem os quarks dentro dos bárions e os bárions entre si. Mas essa interação é de curto alcance. Os glúons não possuem carga elétrica nem massa, mas possuem a "carga de cor" que é a responsável pela interação forte, como a carga elétrica o é da interação elétrica. 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Gl%C3%BAon
No caso da força fraca, o campo da interação é quantizado pelos bósons mensageiros W+, W- e Z. Esses têm massa e os dois primeiros, carga elétrica.
https://pt.wikipedia.org/wiki/B%C3%B3sons_W_e_Z

Quando dizemos que uma pessoa tem "sensibilidade", como podemos explicar isso de uma forma científica? Seria uma variação cerebral, sendo esse cérebro mais efetivo em captar variados estímulos e distinguir suas nuances? O que seria? 03/10/2015

A sensibilidade é uma capacidade mental de perceber nuances mesmo. Realmente se deve a uma maior interligação neuronal que permite distinguir pequenas variações na intensidade dos estímulos visuais, olfativos, táteis, térmicos, gustativos, auditivos, acelerativos, orientativos, de dor, de fome, de sede, de posicionamento corporal e de todos os demais sentidos. Também se aplica a uma maior capacidade de empatia, ou seja, de se colocar no lugar do outro e perceber o que o outro esteja sentindo. Daí ter a ver com a capacidade de sentir pena, dó, piedade, tristeza, como também, alegria, felicidade. De se emocionar, de rir, de chorar. É uma espécie de inteligência voltada para os aspectos afetivos e não cognitivos dos processamentos mentais. Além da inteligência e da sensibilidade, outra característica mental da personalidade é a vontade, isto é, a capacidade de fazer escolhas em função dos desejos, aceitando-os ou rejeitando-os, de tomar a decisão e de agir em razão da decisão tomada, enfrentando os obstáculos que se opuserem à concretização da obtenção do que se resolveu fazer.

Você conhece algum livro sobre a história da música ocidental? As vezes fico perdido e não sei qual compositor escutar, queria uma espécie de guia para entender e me aprofundar um pouco mais na música clássica. 02/10/2015

Conheço muitos, mas vou te recomendar o Guia Ilustrado Zahar de Música Clássica de John Burrows. É o melhor para iniciantes.

O fato de termos dificuldade de olharmos um nos olhos do outro, seria devido a o uso excessivo de tecnologia? O que acha dos amigos mal educados e inconvenientes que falam com você olhando no celular o tempo todo? Você é um deles? 02/10/2015

Eu nunca fico consultando o meu celular diante dos outros, quando em grupo ou conversando. A não ser que ele toque. Então peço licença para atender ao chamado e sou breve, combinando outra hora com a pessoa para prosseguir a conversa. Da mesma forma que não assisto televisão e converso em paralelo. Em minha casa, quando tem gente conversando, a televisão é desligada. Aliás, eu praticamente nunca vejo televisão.

Como fica o incentivo para o desenvolvimento científico e tecnológico em um sociedade anarquista? Abraço! 02/10/2015

Fica por conta do idealismo pessoal. Numa sociedade anarco-comunista, como todos trabalham de graça e têm tudo de graça, além de, pelo fato de ser coletivizada, promove uma imensa economia de recursos, o tempo ocioso fica muito grande. Muitas pessoas, por gosto, vão dedicar grande parte do seu tempo para o desenvolvimento da ciência e da tecnologia. O resto da sociedade, vendo o bem que o que essas pessoas fazem para o conjunto da humanidade, até podem dispensá-las de muitos serviços comunitários, como os de faxina, lavoura, cozinha, lavanderia e outros similares, para que possam se dedicar mais a seus trabalhos. Uma sociedade anarco-comunista não é rígida. Mas é importante que os trabalhos que as pessoas façam sejam compromissados, isto é, a pessoa assuma-os como uma obrigação voluntária para o que precisam ter dedicação e empenho. Seja o que for. É uma questão de consciência. Não é como algumas pessoas que resolvem fazer algum serviço social para ter algo com o que passar o tempo.

O que alguém misantrópico com bacharelado em física pode fazer tendo em vista que não tem o dom de ser professor? e você acha que da pra estudar física e trabalhar em um estágio ao mesmo tempo? 02/10/2015

Trabalhar como um pesquisador em Física até que é uma boa ocupação para um misantropo, uma vez que pode (ainda mais sendo teórico), se fechar em seu gabinete para desenvolver suas teorias. Esse era o caso de Gödel. O próprio Einstein pode ser considerado misantropo. Todavia, muitas pessoas verdadeiramente geniais não apreciam muito o contato com outras pessoas não por misantropia, mas por não encontrar interlocutores à altura de suas cogitações. Então preverem travar um diálogo interno, mesmo que não tenham aversão por outras pessoas. 
Quanto a fazer estágio e estudar física em paralelo, isto é inteiramente possível e muita gente o faz.

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