É sim!!! Evolução, absolutamente, não significa aumento de complexidade. A árvore da vida é diversificação, não necessariamente, mesmo que assim o seja na grande maioria dos casos, complexização.
http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Seresvivos/Ciencias/bioevolucao.php
https://pt.wikipedia.org/wiki/Evolu%C3%A7%C3%A3o
http://evolucionismo.org/profiles/blogs/a-evolu-o-da-complexidade-biol-gica
http://www.ib.usp.br/evosite/evo101/index.shtml
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sexta-feira, 15 de setembro de 2017
Ainda sobre a evolução
Na evolução, a substituição pelo grupo mutante mais bem adaptado acontece no ambiente que que essa adaptação revela um sucesso reprodutivo. Todavia os não mutantes podem continuar a existir em outros ambientes, que não requeiram essa alteração. Daí a invalidade do argumento anti-evolucionista de que não houve evolução porque os predecessores continuam a existir. Na evolução há uma derivação da linha de descendência para uma nova espécie ou uma variante da mesma espécie sem que isso implique na extinção da precedente.
A sua crítica está errada, porque você confundiu (deliberadamente ou não, não sei) seleção natural com evolução. Evolução envolve acréscimo de informação genética, porque evolução diz que organismos complexos evoluíram de organismos mais simples, e isso exige acréscimo de informação genética.
Não. De forma nenhuma. Evolução não implica em aumento de complexidade, mesmo que, na maior parte das vezes, seja o que acontece. Evolução pode ser no sentido de regressão da complexidade. Por outro lado, o aumento de complexidade não exige acréscimo de informação genética. Pode acontecer apenas com mudança de informação genética, sem acréscimo.
Eles estão certos em dizer que o peixe em questão não é exemplo de evolução (transformismo, que era o nome antigo do evolucionismo), mas sim de seleção natural.
Mas evolução é a combinação de mutação com seleção. A mutação faz a transformação e a seleção a substituição que, com a transformação, consiste na evolução. Note que isso não significa, necessariamente, melhoria ou progresso mas, apenas, melhor adaptação ao ambiente, quer externo quer interno ao organismo (seus parasitas).
terça-feira, 18 de outubro de 2016
Você acredita que alguma crise vá acontecer que exterminará 8/9 de toda a espécie? Que tipo de crise seria essa? Se extermina 8/9, pode muito bem exterminar 100%. 02/03/2016
Exterminar toda a humanidade, como qualquer espécie, é extremamente difícil. Quanto maior for sendo a fração exterminada, mais difícil se torna exterminar mais ainda. O valor oito nonos é um chute. Poderia ser dez onze avos, ou sete oitavos. Só quis dizer que se poderia exterminar uma fração considerável da humanidade em razão de guerras, de doenças ou de fome. Mas exterminar toda a humanidade por isso é quase impossível.
Professor, você já deve ter presenciado um alto grau de pessimismo quando as pessoas pensam no futuro, por exemplo, 100 anos no futuro, 500 anos no futuro, as pessoas dizem que a humanidade terá se extinguido, você concorda com essa visão negativa para com o futuro? 01/03/2016
Não. Para mim a humanidade, pelo contrário, vai passar por graves crises, que poderão exterminar uns oito nonos de toda a espécie, mas o restante que sobreviver vai construir um novo mundo, uma vez aprendida a lição, em que todos coabitarão em paz, harmonia, concórdia, fraternidade, cooperação, solidariedade, igualdade, compartilhamento, sustentabilidade, prosperidade. Essa visão pessimista será ultrapassada em meio ou um milênio. Aí se estabelecerá um paraíso terrestre, comunista e anarquista. Sem guerras, sem crimes, sem fome, sem ignorância, sem doenças, sem corrupção, sem sofrimentos, sem preconceitos, sem intolerâncias, sem religiões. Tenho grande confiança no resíduo de sensatez da humanidade para superar seus ódios, sua ganância, suas rivalidades, seus ciúmes, sua cobiça, sua preguiça, sua inveja e todos os seus vícios. Aí o mundo não precisará de governos, de exércitos, de polícia, de advogados, de juízes, de prisões, de fronteiras, de documentos, de sobrenomes, nada disso.
segunda-feira, 17 de outubro de 2016
Professor, você já chegou a pensar no futuro da humanidade. Você nunca se perguntou até onde iremos com a tecnologia ou com a evolução de nossa espécie? O que você acha que irá acontecer com as religiões? Deixarão de existir? Ou a humanidade sempre irá carregar esse fardo, esse traço primitivo? 29/02/2016
Isso é o que eu vivo pensando. O progresso tecnológico vai, cada vez mais, propiciar a melhoria das condições de vida das pessoas. Todavia é preciso que isso se estenda a todos. Penso que o progresso social também se dará no sentido da distribuição equitativa da riqueza do mundo. Quanto às religiões, com o aumento do nível de conhecimento científico elas acabarão se extinguindo fatalmente. Mas isso ainda demora vários séculos. Penso, contudo, que dentro de uns mil ou dois mil anos elas não existirão mais. Esses objetivos serão muito mais bem perseguidos se se pugnar pelo anarquismo e pelo comunismo (mas não pelo socialismo), que são as formas política e econômica mais perfeitas de serem estabelecidas para o bem global da humanidade.
quarta-feira, 21 de setembro de 2016
Qual a sua opinião sobre a teoria evolucionista? (acredito que já tenham perguntado isso antes para você, no entanto, tem um tempo bom que não uso o Ask) 03/01/2016
A Teoria Evolucionista não é uma questão de opinião. É uma teoria, isto é, uma explicação comprovada do modo pelo qual as espécies vivas se formam, umas a partir das outras, por evolução, isto é, por mutação e seleção natural. Ela não aborda o surgimento da vida a partir da matéria inanimada, mas há hipóteses, ainda não confirmadas como teorias, que propõem explicações plausíveis a serem testadas para que possam adquirir o estatuto de teoria, como a de Oparin-Haldane. As demais hipóteses, como a criacionista fundamentalista e a do projeto inteligente não passaram pelos testes de falseabilidade, não podendo, portanto serem tidas como teorias. Aliás, a respeito de cada fenômeno da realidade, não é possível haver mais de uma teoria simultaneamente em vigor. O que pode acontecer é que alguma teoria seja uma sub-teoria de outra mais ampla, dentro de um domínio de validade mais restrito, como acontece com a mecânica e o eletromagnetismo clássicos em relação às teorias de relatividade e quântica. Por isso é que a psicologia, a sociologia e a economia, por exemplo, ainda são "protociências", exatamente porque não se adequam ao "corte epistemológico", que só permite que uma teoria seja válida a cada momento histórico. Essas admitem correntes de pensamento que propõem teorias distintas e conflitantes simultaneamente, tendo defensores de várias delas em paralelo. Isso não pode acontecer como uma ciência de fato. É preciso que testes sejam aplicados para decidir, indubitavelmente, qual das propostas seja a verdadeira e, assim, ela venha a se constituir a teoria a respeito do assunto, desbancando as demais hipóteses como falsas. Ou então que todas sejam mostradas serem falsas e uma nova, que pode até ser uma síntese polialética dessas todas, venha a ser a teoria. Note que não existe "teoria falsa". Se é falsa, não é uma teoria, é uma "hipótese falsa". O que pode acontecer é uma teoria vir a ser falseada por novas informações e uma nova a substituir, sendo a antiga desbancada do título de teoria, passando a ser uma "ex-teoria". Ou, às vezes, uma sub-teoria, para casos especiais, como a mecânica e o eletromagnetismo clássicos (e a termodinâmica).
terça-feira, 20 de setembro de 2016
Pessoal, o anarquismo só funcionará por meio do ''capitalismo''. Ou seja, o ''Anarco-Capitalismo'': eis a solução. O anarcocomunismo é uma ideologia fracassada. 30/01/2016
Nada disso. O anarco-capitalismo é um desastre. O anarco-comunismo é que é a solução. Porém não pode ser imposto. Tem que ser atingido por evolução. Evolução da civilização.
sexta-feira, 16 de setembro de 2016
https://ask.fm/wolfedler/answers/134172204829 Evolução. 28/01/2016
Na evolução, em verdade, não ocorre uma "adaptação" ao meio. O que acontece é que as mutações aleatórias produzem indivíduos com características diferentes que podem se revelar mais propícias ou menos propícias à sobrevivência no meio (inclusive o meio interno da flora e da fauna residentes dentro do corpo). Aqueles que, por acaso, tiveram a sorte de ganharem alterações que favoreçam a sobrevivência vão gerar descendência com essas características, e se tornarão maioria na população, enquanto o meio continuar do mesmo modo. Os que não sofreram mudança ou sofreram mudança que lhes fosse prejudicial, terão maior dificuldade de sobrevivência e, portanto, com o passar do tempo, terão sua variedade reduzida no grupo, podendo chegar à extinção. Mas pode ser que alguma parcela migre para um lugar em que o meio seja diferente e, nele, eles tenham mais sucesso em sobreviver e reproduzir, de modo que se estabeleça uma bifurcação em Y, ou de duas novas variedades ou da anterior e de uma nova. Mas isso não tem nada a ver com o fato de ser "mais forte", ou "mais fraco". Tem a ver com o sucesso adaptativo às condições ambientais externas e internas.
quinta-feira, 15 de setembro de 2016
Professor, leia essa entrevista: http://evolutionacademy.bio.br/a-moral-e-animal-entrevista-com-frans-de-waal/ 26/01/2016
Fantástico e confirma o que venho dizendo há tempos. Somos Chimpanzés e Bonobos. Não somos nem essencialmente maus, nem essencialmente bons. Temos capacidade tanto para o mal quanto para o bem. Então é preciso ver que, sendo capazes de superarmos nossos instintos pela civilização, concluamos que a vida pelo lado do bem é muito mais vantajosa para todos. Mas não podemos perder nossa combatividade quando formos enfrentar alguma agressão. O que não podemos é nos tornar agressores de nós mesmos. O mundo pacificado, harmônico, fraterno, justo, benigno, é muito mais aprazível para todos. Por outro lado, essa entrevista mostra que o comportamento ético é natural e evolutivo. As "tábuas da lei" e outros códigos de condutas similares foram compilações de pensamentos já existentes na humanidade. Não se trata de nenhuma prescrição divina. É o modo como a evolução selecionou como mais eficaz para a preservação e a disseminação da espécie.
quarta-feira, 14 de setembro de 2016
Professor, por que alguns odores nos agradam e outros não? 25/01/2016
Em geral a evolução fez os animais sentirem repulsa por odores que representem perigo para a saúde e agrado por odores que representem benefício. Se assim não tivesse acontecido, muitas espécies teriam sido extintas. Isso aconteceu por seleção natural. Quem sentisse repulsa pelos odores do que faria mal, sobrevivia.
Professor, um exemplo desse evolução é a minhoca. Para muitos biólogos a minhoca é o ancestral da sangue-suga. Ambos continuam vivos até hoje. Ou mesmo nós humanos, convivemos 3 espécies em paralelo(Homo Erectus, Homo Neandertalis, Homo Sapiens) 23/01/2016
Sim, exatamente. Inúmeros seres vivos de todos os reinos evoluíram a partir de outros que continuaram a existir. Aliás, a maioria. Depois alguns se extinguem, mas há momentos bem extensos em que vários ramos de uma mesma origem coexistem. Às vezes uma espécie que evoluiu de outra se extingue antes daquela da qual ela evoluiu.
Professor, se as espécies evoluem com o longo passar dos anos, será possível que daqui alguns milhares de anos, por exemplo, algumas espécies novas irão surgir? E o seu antepassados será extinto? Assim como causou com muitas espécies no decorrer da história evolutiva? 22/01/2016
Claro que sim. Mas o surgimento de novas espécies não implica na extinção daquelas das quais elas evoluíram. Podem continuar a existir em paralelo. Da mesma forma que a extinção não significa que se tenha dado alguma evolução a partir daquela que se extinguiu. Do mesmo modo que as espécies foram se transformando até serem as que são hoje, continuarão a se transformar, de modo a que o conjunto vá sempre se renovando. Aliás isso está sempre acontecendo, mesmo atualmente. A evolução não pára. Daqui a dez milhões de anos o conjunto das espécies vivas que existem será outro. Claro que muitas ainda existirão, mas novas terão surgido e várias hoje existentes terão sido extintas. A própria espécie humana, provavelmente, não existirá mais dentro de uns dez ou quinze milhões de anos. Podem surgir, inclusive, novos reinos, com seres vivos animais que façam fotossíntese.
Professor, qual seu conceito para a humanidade em relação a genética daqui algumas centenas de anos? Como você gostaria de que o mundo, em geral, estivesse daqui a 500 anos? 22/01/2016
A genética humana não vai mudar quase nada em alguns séculos ou poucos milênios. Pode mudar em centenas de milhares de anos ou milhões de anos. A não ser, é claro, que essa mudança seja provocada artificialmente, o que, realmente, pode vir a ocorrer. Todavia as estruturas sociais e psicológicas podem mudar bastante em alguns séculos, e eu espero que mudem mesmo, e muito. Para que o mundo se torne um lugar aprazível. Então é preciso que os povos abdiquem de sua soberania e tornem todo o mundo uma única entidade política. Que as religiões sejam abolidas e todos se irmanem numa fraternidade única. Que o egoísmo seja extirpado, bem como a ganância, a crueldade, a preguiça, a cobiça, a vaidade, o ciúme, o espírito de competição. Que todos sejam solidários, generosos, colaboradores, justos, honestos, sinceros, bondosos. Isso é que eu espero que o processo educativo consiga produzir na humanidade. Acho perfeitamente possível mesmo sendo super, ultra, hiper extremamente difícil. Só assim se poderá atingir a sociedade ácrata anarco-comunista que é o supra sumo da civilização, da ordem, da concórdia, da paz, da harmonia, da fraternidade, da prosperidade, enfim, da felicidade. Sem crimes, sem ignorância, sem doenças, sem pobreza, sem prepotência, sem dominação, sem preconceitos, sem intolerâncias. O paraíso terrestre.
Comente a seguinte asserção: A ciência não abrange o escopo das "questões magnas", a saber, sobre a origem e o fim do universo, o destino e propósito da vida humana. Essas questões são concernentes á metafísica, religião ou poesia. 21/01/2016
Nada disso. Abrange sim. A causa, a origem, a estrutura, a evolução e o fim do Universo são objeto de estudo da Cosmologia, que é uma ciência de pleno direito. A metafísica não cuida disso. Quanto ao propósito, realmente a ciência não cuida e sim a metafísica. E o que a metafísica conclui é que não há propósito nenhum. No caso da vida e, em especial, a vida humana, a ciência também cuida de investigar sua origem e evolução. E, novamente, não cuida de seu propósito, que a metafísica, mais uma vez, mostra que não existe. Religião cuida desses assuntos, mas o que elas dizem a respeito não tem fundamento nenhum, pois são meras sistematizações de mitos ancestrais advindos de conjecturas gratuitas dos povos primitivos e, até mesmo, das espécies predecessoras da humana. Quanto à poesia, o que ela diz a respeito é só ficção. Mas é válido pelo aspecto estético. Como é o caso da Ilíada e da Odisséia. Ou da Divina Comédia.
terça-feira, 30 de agosto de 2016
Ernesto, vale a pena ler os livros do "Charles Darwin"? Tenho medo de ler e absorver algo que já esteja "passado" na ciência. 01/01/2016
Os livros do Darwin têm que ser lidos dentro de uma perspectiva histórica. Primeiro você tem que aprender evolução por um livro moderno. Sugiro os do Zimmer, Ridley e Freeman & Herron.
Professor Ernesto, a teoria evolucionista já foi provada? 01/01/2016
Claro que sim. Senão não seria uma teoria e sim uma hipótese. Teoria é a hipótese que se tornou confirmada. O volume de comprovações da evolução das espécies é imenso, não só no registro fóssil mas, inclusive, nas próprias espécies ainda existentes. E, ainda mais, pode ser observada diretamente nas inúmeras cepas de bactérias que têm evoluído ao longo dos últimos anos em que já se têm microscópios para examiná-las.
Criacionistas e defensores do Design inteligente argumentam que nunca foi observado um exemplo de macroevolução, e que mutações não geram nova informação no DNA... Existe alguma coisa que impede a macroevolução como eles dizem? Ou é só desonestidade intelectual por causa da escala de tempo? 31/12/2015
O fato de ainda não se ter observado nenhum caso de macroevolução se deve, apenas, a que o acúmulo de alterações, que vai levar uma espécie a se tornar outra, leva muitos milhares, ou até, milhões de anos para acontecer. E a humanidade ainda não ficou observando esse tempo para conferir diretamente. Mas os registros fósseis permitem concluir, de forma inequívoca, as alterações dos organismos se transformando em novas espécies, gêneros, famílias, ordens, classes, filos, reinos e domínios. A macroevolução está acontecendo permanentemente, mas sua lentidão, comparada à vida humana e, até mesmo, à civilização histórica, não nos permite constatá-la diretamente.
Isso não foi o que eu disse. O ser-humano e o chimpanzé tem um ancestral comum, que um virou chimpanzé e o outro o gênero Homo. Você acha que encontraremos um fossil desse ancestral comum? 30/12/2015
Certamente que possuem, mas não sei se se sabe qual é. É preciso consultar um tratado de evolução humana.
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