sábado, 30 de novembro de 2013

Quarks já foram detectados?? Isso é recente, não?‎ Flávio Maia

A análise de certas propriedade das reações de altas energias dos hádrons levou Richard Feynman a postular a existência de subestruturas nos hádrons, as quais foram chamadas de pártons (pois elas são partes dos hádrons). Uma adaptação de seções tranversais de espalhamento profundamente inelástico derivada da álgebra corrente por James Bjorken recebeu uma explicação em termos de párton. Quando adaptação de Bjorken foi verificada experimentalmente em 1969, foi imediatamente percebido que partons e quarks poderiam ser a mesma coisa. Com a prova da liberdade assintótica na QCD em 1973 por David Gross, Frank Wilczek e David Politzer, esta concepção foi firmemente estabelecida.
http://www.seara.ufc.br/folclore/folclore311.htm

Você pretende responder quantas perguntas?‎ Husky Siberiano

O máximo que eu conseguir. A fila já está em 2970, com 2437 respostas. Não sei até que limite o Ask tolera sem apagar. Todo dia que posso eu dou uma varredura nas antigas. E as novas vou respondendo as que não demandam tempo de pesquisa. Acontece que também tenho outros afazeres. Atualmente tenho usado um critério mais aleatório. Dou uns três ou quatro "Page Down" e respondo a que se apresentar.

Vc quer conhecer a verdade? so Jesus e a verdade‎ Jesus Cristo

Que verdade? Ser um avatar de Deus, como Krishna? Ter morrido para salvar a humanidade? Salvar de quê? Que Deus é esse vingativo que só perdoa a humanidade se uma pessoa em que ele se encarnasse fosse sacrificada de forma expiatória, em sofrimentos atrozes? Isso é sadismo divino. Não posso aceitar uma verdade dessas. Nem que Deus tenha três pessoas, se existir e nem que exista. A verdade que procuro é o modo como a vida surgiu da matéria inanimada e como o Universo surgiu sem ter do que provir. Porque as mitologias religiosas não dizem como foi que Deus criou o Universo sem antes haver nada.

http://ask.fm/iamaparadise/answer/64983711060 Professor, poderia me corrigir nessa resposta, se eu estiver errado?

De fato, a Física é toda quântica, micro e macroscopicamente. Acontece que, no nível macroscópico, a granulação quântica é quase imperceptível, dada a pequenez da constante de Planck, 6,6E-34J.s. Isso significa que, por exemplo, uma pilha de lanterna carregada, com energia armazenada de uns 12kJ terá cerca de 1E37 quanta de energia. Então o caráter granulatório da energia fica aparentemente contínuo, mascarando qualquer efeito quântico.

Se só existe duas possibilidades: Deus existe ou Deus não existe. Então é certo dizer que a probabilidade de Deus existir é 50%? Tem como medir aproximadamente a probabilidade de Deus existir?

O fato de qualquer assertiva ser possuidora apenas dos valores veritativos, verdadeiro ou falso (lógica dicotômica), não implica que cada um deles tenha probabilidade 1/2 em absoluto. Por exemplo, chover ou não chover não são condições igualmente prováveis em um dado lugar. Por aqui há muito mais dias sem chuva do que com chuva. Quanto à existência de Deus seria possível levantar a sua probabilidade sim, a partir de uma exaustiva listagem de razões a favor e contra, devidamente ponderadas. Mas é um grande trabalho que não estou disposto a fazer. Além de não ser fácil levantar o peso de cada argumento a favor ou contra.

Quais as falhas do pragmatismo?‎ Bruno Ribeiro

Supor que a validade de uma ideia está em sua utilidade prática. E que o caráter verdadeiro ou falso de tudo esteja em sua utilidade. Nada mais equivocado. Algo pode ser completamente válido e correto e ser totalmente inútil. E algo pode ser útil mas não ser válido, por exemplo, no aspecto ético. Leia esse artigo e veja como se trata de uma atitude indefensável:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Pragmatismo

Muito bem. Se o "átomo" já foi "detectado", nos forneça um modelo DEFINITIVO dele, e não as especulações de cientistas sobre o assunto. Sabe-se que o modelo da época de Einstein está obsoleto. De resto, representacionismo all the same. Os caras não teem ideia daquilo com que lidam. São só nomes.

Não existe. Mas é assim mesmo. A ciência nunca tem um resultado definitivo. Essa é a sua maior virtude: a provisoriedade. Tudo está em constante aperfeiçoamento. Não se tem certeza de nada. Mas, cada vez mais, se aproxima, assintoticamente da verdade, mesmo que nunca se a alcance. Com o saudável ceticismo metodológico. As religiões, ao contrário, são dogmáticas, isto é, pretendem apresentar a verdade acabada. Isso é que é o cúmulo da pretensão. Cientistas têm ideia daquilo que lidam sim, e muita. Mas não têm um modelo acabado, não porque não queiram, mas porque o próprio processo de aquisição do conhecimento é gradual. Qual o problema? Antes isso do que propostas definitivas sem fundamento, como apresentam as religiões. Não me refiro a nenhuma delas em particular, mas a todas, pois nenhuma é preferível e qualquer outra.
No caso do átomo, o estado atual de conhecimentos é de que ele seja formado por um núcleo constituído de prótons e nêutrons em equilíbrio dinâmico, isto é, nêutrons decaem em prótons com emissão de elétrons que são capturados por outros prótons que viram nêutrons. Por sua vez, prótons e nêutrons são formados por quarks, que já foram detectados. Esse conjunto é mantido coeso pela troca de glúons ou de mésons, que são formados por quarks também. Essa interação, chamada nuclear forte, suplanta a repulsão eletrostática advinda das cargas positivas dos prótons. Tal sistema é rodeado pelo conjunto de elétrons que neutralizam os átomos e se distribuem em orbitais, em função dos seus diversos números quânticos, formando o átomo, cujo diâmetro é 10.000 vezes maior do que o do núcleo, sendo a maior parte do seu volume não preenchido por matéria nenhuma mas apenas pelo campos elétrico e magnético do núcleo e dos próprios elétrons. A quase totalidade da massa do átomo reside em seu núcleo. Até o momento, os quarks, glúons, elétrons, neutrinos e fótons são as partículas elementares, isto é, quantizações individuais de campo. Todavia há propostas de que não sejam, ainda, as mais fundamentais, mas isso é só especulação. Esse modelo, chamado de "Teoria da Grande Unificação", já é confirmado experimentalmente.

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