sábado, 14 de fevereiro de 2009

Dia de São Valentim

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Minha amiga Maria, professora de Química em Portugal, escreveu no blog http://www.flogao.com.br/inscience sobre o "Dia dos Namorados" (menos no Brasil) as considerações que achei muito apropriadas e aqui as trancrevo:
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"Neste dia os que se amam devem fazer autocrítica de seu relacionamento:
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Será que respeito o outro?
Será que sou honesto?
Será que ando a passar tempo?
Será que uso meu parceiro/a para me exibir?
Para me armar em macho? em boazona?
Porque...ainda não assumi ou sei o que quero da vida?
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Porque amar é dar Liberdade
É querer envelhecer com o outro
É olhar não um para o outro...
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Não é posse
não é proibir de falar e sair com os amigos
não é submissão
não é escravatura
não é sacrifício
não é caçar
não é subjugar.
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Será que odeias? Tens de saber que o ódio é o sentimento mais próximo do amor e se odeias ex-namorada/o isto é sinal que, em teu íntimo, algo vai mal. Porque se a relação foi HONESTA, ambos cresceram e ambos se conhecem, logo só deveriam ser amigos.
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Trata de ver o que te impede de ser feliz: é que o ódio não permite amar!"

Sobre o Dia de São Valentin, trancrevo, também, algumas informações do site:

http://namorados.sapo.pt/

As comemorações de 14 de Fevereiro, dia de S. Valentim, como dia dos namorados, têm várias explicações possíveis, umas de tradição cristã, outras de tradição romana, pagã.

A Igreja Católica reconhece três santos com o nome Valentim, mas o santo dos namorados parece ter vivido no século III da nossa era, em Roma, tendo morrido como mártir em 270. Em 496, o papa Gelásio reservou o dia 14 de Fevereiro ao culto de S. Valentim.

Valentim era um sacerdote cristão contemporâneo do imperador Cláudio II. Cláudio queria constituir um exército romano grande e forte; não conseguindo levar muitos romanos a alistarem-se, acreditou que tal sucedia porque os homens não se dispunham a abandonar as suas mulheres e famílias para partirem para a guerra. E a solução que encontrou, foi proibir os casamentos dos jovens! Valentim ter-se-á revoltado contra a ordem imperial e, ajudado por S. Mário, terá casado muitos pares em segredo. Quando foi descoberto, foi preso, torturado e decapitado a 14 de Fevereiro.

A lenda tem ainda algumas variantes que acrescentam pormenores a esta história. Segundo uma delas, enquanto estava na prisão Valentim era visitado pela filha do seu guarda, com quem mantinha longas conversas e de quem se tornou amigo. No dia da sua morte, ter-lhe-á deixado um bilhete dizendo «Do teu Valentim».

Quanto à tradição pagã, pode fundir-se com a história do mártir cristão: na Roma Antiga, celebrava-se a 15 de Fevereiro (que, no calendário romano, coincidia aproximadamente com o início da Primavera) um festival, os Lupercalia. Na véspera desse dia, eram colocados em recipientes pedaços de papel com o nome das raparigas romanas. Cada rapaz retirava um nome, e essa rapariga seria a sua «namorada» durante o festival (ou, eventualmente, durante o ano que se seguia).

Com a cristianização progressiva dos costumes romanos, a festa de Primavera, comemorada a 15 de Fevereiro, deu lugar às comemorações em honra do santo, a 14.

Há também quem defenda que o costume de enviar mensagens amorosas neste dia não tem qualquer ligação com o santo, datando da Idade Média, quando se cria que o dia 14 de Fevereiro assinalava o princípio da época de acasalamento das aves.

Com os tempos, o dia 14 de Fevereiro ficou marcado como a data de troca de mensagens amorosas entre namorados, sobretudo em Inglaterra e na França e, mais tarde, nos Estados Unidos. Neste último país, onde a tradição está mais institucionalizada, os cartões de S. Valentim já eram comercializadas no início do século XIX. Actualmente, o dia de S. Valentim é comemorado em cada vez mais países do mundo como um pretexto para os casais de namorados trocarem presentes.

Um comentário:

Fernando disse...

Lá é São Valentim e cá no Brasil é Santo Antônio de Pádua cognominado de "santo casamenteiro", que é celebrado dia 13 de junho, dia posterior ao dia dos namorados aqui no Brasil. Nunca entendi a razão dele ser casamenteiro, li sua biografia e assisti um filme de sua vida. Era um seguidor de São Francisco de Assis. Um homem que viveu para socorrer os pobres e que fez vários sermões contra os usurários e mesmo contra os padres que se enriqueciam às custas da Igreja. Graças à ele, foi feita em Pádua uma lei que ninguém mais poderia ser preso por dívidas.
Ele deveria ser lembrado como aquele que amou os pobres, não como casamenteiro. É que ser casamenteiro, dá mais lucro à Santa Madre Igreja.

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