sexta-feira, 20 de abril de 2012

"A preguiça é a mãe do progresso. Se o homem não tivesse preguiça de caminhar, não teria inventado a roda." Mário Quintana

Discordo do Quintana, apesar de admirá-lo muito como poeta e, mesmo, filósofo da vida. O preguiça não é o motor do progresso. Nos trópicos não se desenvolveram civilizações. Só nos desertos e nos lugares frios. Porque é a adversidade, principalmente do clima, que acicata o homem a reagir, sem preguiça, para conseguir sobreviver. Esta é a tese, muito bem colocada e válida, de Arnold Toynbee. A invenção da roda não ocorreu por preguiça e sim por uma necessidade de transportar com mais eficiência e eficácia, grandes quantidades de coisas a longas distâncias. Esse tipo de necessidade não se apresentou nos trópicos, onde a pujança da natureza provê o homem do alimento e onde a amenidade do clima não lhe exige vestuário e nem abrigo mais elaborado.

Filosofia, Ciência, Arte, Cultura, Educação (formspring)

Um comentário:

Mario Chagas disse...

Você não se perguntou sobre o conceito de preguiça de Mário Quintana. Você foi ligeiro e preguiçoso.

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