quinta-feira, 26 de maio de 2011

Como estudar bem? Para aprender mais, e render mais? Não consigo sempre, e quando não consigo, vou na base do decoreba mesmo.

O aprendizado se faz em cinco níveis: informação, entendimento, compreensão, habilidade e aplicação. Só se aprendeu algo quando se é capaz de aplicar o que se sabe na solução de problemas inéditos (não os que já se mostrou como se resolve). Isto vale para tudo,desde matemática à culinária. Pela decoreba só se adquire informação, e mal. Ao se entender a razão, o modo e as consequências; ao se compreender como aquilo se relaciona com o conjunto do restante dos saberes, ao se dominar as habilidades de uso daquele conhecimento e ao se conseguir sucesso na solução de novos problemas que requeiram o uso daquele conhecimento, ele fica indelevelmente registrado na memória, tanto cognitiva quanto episódica e procedural. Para isso, em primeiro lugar, tem-se que participar ativamente da aula, interagindo com o professor, perguntando, anotando, relacionando a visão com a audição e a atividade motora. Não sair da aula sem estar sabendo o significado de tudo o que foi dado e sem ter entendido o porque, como e para que de tudo e, ainda, como aquele assunto se relaciona com o resto dos conhecimentos, até de outras matérias. Isto é a primeira fase. Para que o cérebro, durante o sono, transfira esse conhecimento da memória de curta duração, no hipocampo, para a de longa duração, no córtex frontal, é preciso que o assunto seja reforçado, no mesmo dia, antes de dormir, pela realização de um estudo em casa, revendo a matéria, respondendo questões, fazendo exercícios e resolvendo problemas (Exercício é fácil, só para exercitar. Problema já requer análise e reflexão sobre como proceder). Meia hora de estudo para cada hora de aula, num total de oito horas dedicadas ao aprendizado por dia. Na primeira aula que houver daquela matéria, tirar, logo no início, as dúvidas com o professor, antes que ele comece matéria nova. Não ligar para pagar mico nem ser chata. Ainda sobrarão oito horas do dia para dormir, três ou quatro para cuidar da vida (comer, vestir, lavar-se, locomover-se etc) e quatro ou cinco para o lazer. Fora os fins de semana, em que se pode estudar bem menos e dedicar-se mais ao lazer.
Hábitos saudáveis de alimentação e prática de exercícios melhoram o desempenho cerebral. Mas o mais importante para se aprender qualquer coisa é querer saber aquilo com um desejo genuíno e não por obrigação. Convença-se de que o conhecimento e o domínio das habilidades a ele relacionadas são algo fantástico, interessantíssimo, fenomenal. Então você vai querer saber tudo sobre o assunto e não só o que cai na prova. Logo saberá o que cai na prova, porque sabe muito além. Para pegar gosto pelo estudo, comece com o gosto pela leitura, em vez de ver televisão, na horas de lazer. Mas não livros chatos e sim os interessantes. Depois procure apreciar artes: pintura, música. De uma forma participante, isto é, pintando, cantando, tocando, querendo saber a respeito de como é, como se faz. Então também se ligue em ciências. Desabroche a sua curiosidade sobre como funciona o mundo e todas as coisas, os aparelhos, os fenômenos. Não fique restrita ao que é dado em aula. No momento em que estudar, para você, se tornar um grande prazer, você aprenderá tudo.

Ask me anything (pergunte-me o que quiser)

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