Sim, dois. Maria José e Cesário. Maria José era "hors concours", pois tinha um QI beirando a 180 e já era professora de Matemática. Eu e Cesário ficávamos em segundo lugar (do infantil ao ensino médio eu fora sempre o primeiro da turma em todas as matérias). Enquanto eu sempre fui mais teórico e quase não fazia exercícios, Cesário resolvia centenas deles. Mas eu preferia dispender o tempo filosofando e estudando outras coisas, como história, religião, astronomia, música, pintura ou ler poesia e literatura. Matemática e Física, que eram as matérias curriculares, eu aprendia de prestar atenção na aula e metralhar o professor de perguntas. Depois era só rever a teoria que qualquer problema que aparecesse eu resolvia. Nunca achei necessário fazer exercícios. Bastava estudar a teoria. Em geral eu acabava me saindo melhor do que o Cesário, que também era um excelente matemático. Comecei a lecionar Física e Matemática já no primeiro ano da graduação e sempre me preocupei mais com o aspecto conceitual do que com o prático. E usava, como ainda uso, o método maiêutico da redescoberta, fazendo o aluno descobrir por sua conta o que eu queria ensinar. Professor, além de ser afiado na matéria que leciona, tem que ter lógica, dialética, retórica e maiêutica, além de empatia e um verdadeiro deslumbramento pelo conhecimento e amor entranhado pela educação e pelos alunos. Despertar neles a vontade de saber é o maior desafio. Quem aprende a gostar de estudar fara disto um enorme prazer e preferirá estudar do que muitos outros lazeres.
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