terça-feira, 23 de agosto de 2011

Professor, existia uma lógica positivista que dizia que nunca saberíamos o que há no interior de uma estrela. Mas hoje em dia já se sabe o que há. Como eles fizeram pra saber?

Isto não é lógica. É palpite. O interior das estrelas pode ser inferido a partir da observação de diferentes estrelas, cotejando seus diversos parâmetros observáveis, como luminosidade, massa, dimensão, espectro e outros com os modelos teóricos preditivos desses parâmetros e suas relações, o que os confirma ou não. Então se conclui como deve ser o seu interior para que todas elas possam exibir tais parâmetros com as relações que guardam entre si. A composição das nebulosas planetárias também permite saber o conteúdo do interior das estrelas da qual elas foram ejetadas. Medidas de campo magnético e momento de quadrupolo gravitacional (que interfere na precessão das órbitas planetárias) também revelam indícios de sua estrutura interna. Em verdade as informações são obtidas teoricamente a partir de modelos e dos dados observados num processo do tipo de engenharia reversa, usado para debugar programas que não se tem o código fonte.

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