terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Ernesto, você gosta de ontologia? Algum pensador em especial?

Sim, tanto ontologia quanto a metafísica toda. Mas não gosto de me fixar em nenhum filósofo em particular. Gosto de tirar um extrato do que absorvo de vários deles. No caso, desde Parmênides, passando por Aristóteles, Tomás de Aquino, Hume, Kant, Hegel, Heidegger e outros. De modo geral não gosto de adjetivar a Filosofia, buscando, para cada assunto, a concepção que julgo corresponder à verdade e à realidade, sem me fixar em nenhuma escola. Há quem considere que esse tipo de ecletismo seja repugnante. Todavia o que eu acho repugnante é a filiação incondicional a tal ou qual escola. O mesmo eu digo a respeito de ideologias políticas e econômicas, bem como psicológicas. Quando eu me qualifico como uma pessoa em busca da verdade é, justamente, porque, a respeito do que quer que seja, sempre levanto um questionamento de todas as opiniões, para ver se obtenho o que seja mais próximo da verdade, sem nenhuma concepção prévia. O que me interessa muito, em metafísica, é a questão das categorias. Tenho feito muitos esquemas de categorização da realidade e busco um modelamento matematicamente tensorial do assunto, isto é, na forma de matrizes de mais de duas ordens de dimensões. Acho muito fascinante. Outra questão que me cativa é a da classificação dos predicados do ser, bem como do estabelecimento de suas condições de estado, além da existência ou inexistência. Isso tudo se encaixa em uma concepção lógica multidimensional, multivaloritária e multimodal. Acho que a realidade não se enquadra no esquema dicotômico nem da lógica formal nem da dialética. Isso tem implicações metafísicas e epistemológicas. Em suma, nada pode ser analisado separadamente em seus aspectos lógicos, fenomenológicos, ontológicos, teleológicos ou epistemológicos. Ou seja, as respostas às questões: O que é? Como é, Por que é? Para que é? não são independentes.

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