quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

É possível emitir uma opinião sobre determinado assunto livre de contaminações subjetivas?‎

Não. Mas é bom que se procure evitar isso ao máximo, mesmo que não se consiga, totalmente. Para tal é preciso um treinamento e, principalmente, estar-se imbuído da convicção arraigada de que não há garantia nenhuma de que se seja o dono da verdade, por mais convencido que se possa estar de o ser. Essa abertura para a possibilidade de se estar enganado é que faz a grande diferença entre um filósofo e um cientista, em relação a um crente dogmático. Trata-se do espírito livre-pensador e cético, condição essencial para a construção da filosofia e da ciência, que são as formas mais elevadas de conhecimento. Todavia, também não se pode, aprioristicamente, rejeitar conhecimentos populares como errôneos apenas por assim o serem. Do mesmo modo que seja possível que alguma proposição doutrinária religiosa seja válida. O que não é válido é a obrigação de aceitá-la por dogma, sem verificação.

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