quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Ernesto von Rücker, o senhor já pensou em adotar algum partido político? Você disse que queria ajudar a melhorar nossa república, não seria essa a melhor forma?‎

Eu entraria para a política sim, se pudesse haver candidato sem partido. Se eu aderir a algum deles, eu tenho que me comprometer a seguir seu programa partidário "in totum", senão eu seria um desses políticos aproveitadores que eu abomino. E não há nenhum deles com o qual eu tenha aderência total a seus programas. E como eu não faço nada, senão de acordo com minha consciência, se o partido tivesse uma proposta de que eu discordasse, eu votaria contra e se um adversário tivesse uma proposta que eu concordasse, eu votaria a favor. Daí eu seria expulso do partido. Além do mais eu não teria um discurso bom para captar voto, pois eu não prometeria nada que não fosse factível e ainda esculhambaria com candidatos, até de meu partido, que o fizessem. Eu não iria atender aos interesses de quem tivesse votado em mim, particularmente, se esse interesse fosse contrário ao do povo. E não diria que sim e depois não cumpriria. Eu diria que não e diria por que. Em suma, minha proposta de conduta política é totalmente diferente da costumeira. Acho que os partidos não me acolheriam. Então eu prefiro trabalhar no convencimento e na divulgação de idéias.

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