terça-feira, 13 de setembro de 2011

Quais as principais e iniciais medidas políticas que adotaria no Brasil, para mudá-lo?

Para começar, uma faxina ética radical em todos os escalões do governo, como abertura de processo para todo mundo que seja indiciado por corrupção em qualquer nível. Sem a mínima tolerância nem a menor preocupação com a governabilidade ou qualquer conveniência do tipo apoio no congresso ou seja o que for. Lisura integral é uma "conditio sine qua non" para pertencer aos quadros do governo. Não importa o que venha a acontecer, mesmo que se seja derrubado por uma revolução ou, até, assassinado. É preciso começar a limpar essa podridão existente e não se pode fazer isso com medo de morrer.
Segundo: acabar com toda e qualquer destinação orçamentária para políticos distribuírem favores. Todo o dinheiro do governo tem que ter destinação prevista. É preciso acabar com essa cultura de pagar o favor de ter recebido o voto. O voto é dado porque se confia que a pessoa vá ser um bom político, que trabalhe pelo bem do povo e não que retribua favor nenhum. Não havendo essa possibilidade ninguém mais vai pensar em votar por interesse.
Terceiro: colocar a educação como a primeira prioridade de fato. Acima da saúde, da segurança, da habitação, dos transportes, de tudo o mais. Povo bem educado é capaz de exigir essas coisas ou agir para que elas aconteçam, à revelia do governo. É preciso acabar com as escolas particulares. Não havendo nenhuma todo mundo só pode por os filhos nas escolas públicas. Então os ricos farão com que as escolas públicas tornem-se boas. Verbas superabundantes para a educação e salários verdadeiramente atrativos para o magistério, de modo que as melhores cabeças prefiram ser professores do que médicos ou advogados. Isso mesmo: não falo de salário digno para os professores, falo de salário muito bom. Cinco mil por mês para começar no ensino básico, chegando até uns vinte mil por mês. Com uma substituição gradativa dos quadros até que os atuais professores incompetentes deixem o magistério. Será preciso um processo muito sério, honesto e bem feito de avaliação da qualidade do trabalho docente para que se ganhe esses bons salários. Quem não conseguir fica com o salário congelado até que desista do magistério. O magistério não pode tolerar gente incapaz, preguiçosa, irresponsável, desmotivada, muito menos burra e ignorante. Mas os inteligentes e bem preparados só se interessarão em ser professores se professor ganhar mais do que médico e advogado ou empresário pequeno. A carreira do magistério tem que ser a mais cobiçada. Mais do que a Receita Federal ou a Polícia Federal, ou o Itamarati. Isso mesmo. Senão não se melhora nada neste país. E estas medidas têm que ser tomadas como política de estado e não de governo. É algo para se manter sem vacilar por dezenas de anos, ao longo de muitos governos. Só assim se conseguirá o resto.

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