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quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
Levando em consideração que a vida na Terra foi trazida "de fora" através de microorganismos em meteoritos, e que há o estudo sobre a formação de vida através da não-vida, não seria extremamente incoerente um evolucionista afirmar que não há vida em outros planetas?
Essa consideração é hipotética. Por outro lado, a evolução não cogita do surgimento da vida e sim do surgimento de novas espécies a partir de outras prévias. Mesmo assim, é claro que existe probabilidade de haver vida em outros lugares no Universo. Em verdade, até, talvez, em um décimo dos planetas existentes, que podem chegar a dezenas de sextilhões no Universo Observável. Mas isso se refere a vida em um nível elementar, procariota. Células eucariotas, organismos pluricelulares e, especialmente, inteligentes já são uma raridade bem maior. Mas não inexistentes. Possivelmente em 0,000000001 % deles, o que leva a alguns trilhões de lugares no Universo Observável, ou seja, uns três em nossa galáxia. Como a galáxia tem da ordem de cem mil anos-luz de diâmetro, se esses três estiverem aleatóriamente distribuídos, ou outros dois se localizariam a uns cinquenta mil anos-luz de nós. Tal distância inviabiliza qualquer comunicação ou viagem entre eles. Os de outras galáxias, então, nem se fala. A mais próxima, Andrômeda, está a dois milhões da anos-luz de nós. Talvez quando ela e a Via-Láctea passarem uma por dentro da outra, dentro de três bilhões de anos, seja, por acaso, possível que algum planeta com vida inteligente de lá passe perto no nosso. Mas, até lá, as condições de vida na Terra já terão se esgotado, pois o Sol já terá se aquecido o suficiente para evaporar toda a água existente na Terra.
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